segunda-feira, 24 de junho de 2013

Bloodbrothers II – “A Compilation Of Recordings By Rock/Metal Band From Cyprous” – 2013 – Independente (Importado)

O Arte Metal tem recebido material do mundo todo e de lugares inusitados, o que é uma honra. Sem sombras de dúvidas este é um dos mais curiosos que já resenhamos, e o melhor de tudo é que tem qualidade.

A primeira coisa que passa na cabeça é como o Rock e Metal é difundido no mundo todo, talvez os gêneros mais populares do planeta. Essa coletânea pretende divulgar a música pesada do Chipre, um pequeno país que é uma ilha situada no mar Mediterrâneo oriental ao sul da Turquia, que tem uma população de pouco mais de 1 milhão de habitantes.

Como toda coletânea, há aquela oscilação na qualidade das composições e na produção, sendo que neste último quesito a coisa vai de média pra ótima, o que é um ponto a mais pra cena do país em questão de profissionalismo.

Não citarei as chatices da coletânea, que são minora e falarei somente dos destaques que não são poucos dentre as 18 bandas apresentadas. O início com Arrayan Path é arrasador. A banda tem 16 anos de carreira e 4 discos nas costas, ou seja, macaco velho e pratica um ótimo Heavy Metal melódico na escola do Rhapsody Of Fire. Seguindo essa linha temos o Astronomikon, que também se sai muito bem.

Representando o Metal tradicional com influências da N.W.O.B.H.M. temos o R.U.S.T., que detona na faixa Metal Child. Quando eu pensava que a coisa era focada mais no Rock Clássico e Heavy Metal, eis que surge o Marianne’s Witch com um som focado no Southern Metal e o Under The Number que faz algo aternativo, porém pesado.

Partindo pro lado mais extremo e viajado da coisa temos o Oneirism que bebe na fonte de Arcturus e afins. O Stormcast faz um ótimo Black Metal com melodia e peso, representando bem o lado negro da compilação. O Blynd fecha bem o disco com um Thrash Metal vigoroso. Talvez seja a seleção de bandas mais equilibrada que já ouvi. No final fiquei pensando: “Quão profundo não é este oceano chamado Rock/Metal? E quantas espécies ainda não descobrimos por aí”, sem querer ser piegas.


8,0


Vitor Franceschini

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Shinigami Records