quarta-feira, 19 de junho de 2013

Entrevista:



Fundada em 1992, a banda alemã Witchburner nunca se fez de rogada e sempre honrou o nome do Thrash Metal germânico durante mais de 20 anos sem pausas. Com o novo vocalista Pino Hecker (Unscared, ex-Compulsive Slaughter) assumindo o microfone, o grupo lança seu sétimo full lenght, “Bloodthirsty Eyes”, que o selo brasileiro Kill Again Records lançou em solo nacional. E foi com o novo frontman que o Arte Metal conversou sobre o novo trabalho, o atual momento do Witchburner, dentre outras coisas. A banda atualmente conta com o membro mais velho de banda Simon Seegel (guitarra), além de Michael "Mächel" Frank (guitarra), Felix Darnieder (bateria) e Andy Süss (baixo).


São mais de 20 anos de carreira, e mais de 15 trabalhos lançados ao todo. Ainda há pressão em se compor um disco como “Bloodthirsty Eyes”?
Pino Hecker: Claro! A loucura não para nunca!


Qual a principal diferença entre o novo trabalho e o anterior “Demons” (2010)?
Pino: A diferença mais notável, na primeira audição, são os vocais. Minha voz difere muito da de Andy R. (Metallic Mayhem, vocalista que gravou o álbum “Demons”). Bloodthirsty Eyes” é mais variado que “Demons”. Acho que o álbum é mais para a frente! É também o primeiro álbum com a nova formação.


Obviamente, pelo fato de vocês fazerem parte da cena Thrash há muito tempo, o disco possui a pegada antiga do gênero. Mesmo assim não soa datado. Fale-nos um pouco a respeito.
Pino: Nós não estamos interessados ​​em datar a música. Nós apenas queremos Thrash e louvar o culto. Esta é a razão pela qual o som do Witchburner é assim. Nós só tocamos a música que amamos, a música que nós respiramos e vivemos!


Além disso, é notória influências de Venom e Possessed no trabalho, o que mostra que a banda não se prende. Você concorda?
Pino: Ouvimos tudo do real e puro Metal, e sim Venom e Possessed nos influenciaram, mas o maior impacto veio do teutônico Thrash Metal.

Pino Hecker

O fato do Thrash Metal alemão ser muito tradicional faz com que a banda se sinta mais a vontade ou isso acaba pressionando ainda mais?
Pino: Como mencionei antes, só queremos tocar Thrash Metal da forma mais tradicional.


Acredito que Path Of The Sinner e Bloodthirsty Eyes resumem bem a proposta do Witchburner, ou seja, se alguém quiser saber como é o som da banda essas músicas servem de referência. Você concorda?
Pino: Sim, eu concordo, mas você também pode tirar de cada música de cada um dos nossos lançamentos. Todas as nossas músicas são 100% Witchburner!


“Bloodthirsty Eyes” foi lançado no Brasil pelo selo Kill Again Records. Como é ter o trabalho lançado por aqui?
Pino: Seegel (Simon Seegel, guitarrista e membro há mais tempo na banda) estava em contato com a Kill Again e por isso uma coisa levou à outra. É ótimo que a versão sul-americana do nosso álbum foi lançada. Estamos satisfeitos com o trabalho da Kill Again Records.


Outro fator preponderante na qualidade do disco é a produção. Vocês produziram o próprio disco junto com Michael Frank. Fale-nos como foi trabalhar com Michael?
Pino: Sim gravamos com Michael “Mä” Franks em nosso próprio estúdio e como Michael é membro do Witchburner as gravações foram muito tranquilas, tivemos todo o tempo necessário. Então, a mixagem foi feita por Andy S. e a masterização por Patrick Engel do Temple Of Disharmony.


A arte da capa e arte gráfica em um contexto geral também ficaram ótimas e foi feita por Jowita Kaminska. Como chegaram até Kaminska e como foi trabalhar com ele? A arte já estava pronta ou foi desenvolvida conforme a concepção de “Bloodthirsty Eyes”?
Pino: Sim! Jowita tem feito um trabalho fantástico com o Witchburner, como sempre. Tínhamos uma ideia concreta de como a capa deveria ser. Entramos em contato com Jowita, expomos nossa ideia e lhe demos algumas instruções. Ele é muito profissional e entendeu exatamente o que queríamos, o resultado é esta obra matadora!


Como está a repercussão do novo trabalho? Tem obtido respostas do Brasil?
Pino: As reações têm sido muito positivas. Mas também tem algumas pessoas que preferem ouvir os novos sons com o antigo vocalista, o que eu acho normal quando uma banda passa por uma mudança neste posto. Existe uma versão brasileira do álbum e acho que essa é a melhor resposta que podemos ter.


Aliás, já estiverem por aqui? Pretendem tocar aqui um dia?
Pino: Nossos camaradas do Desaster estiveram aí e falaram muito bem de vocês, que a cena aí é maníaca e insana. Seria ótimo tocar no Brasil, mas até agora não tivemos a oportunidade. Mas, quando pudermos, sem dúvidas tocaremos.


Pode deixar uma mensagem.
Pino: Obrigado pelo interesse. Hail The Cult!



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