sexta-feira, 12 de julho de 2013

Entrevista



Na ativa desde 2005, o Chaos Synopsis chegou abalando com a demo “Garden of Forgotten Shadows” já no ano seguinte. O quarteto de São José dos Campos/SP, no Vale do Paraíba, soltou 4 anos depois seu primeiro full-lenght, “Kvlt ov Dementia” (2009) e logo em seguida, mais precisamente em 2010, um álbum ao vivo, com distribuição limitadíssima. Em 2013, a banda lançou o magnífico álbum conceitual “Art Of Killing”, com a temática retratando vários seriais killers. Com uma sonoridade raivosa, mesclando o melhor do Death/Thrash Metal, a banda vem obtendo ótimos resultados com seu último lançamento. Falamos com Jairo (vocal/baixo) sobre a banda, o novo álbum, além da apresentação que farão amanhã no Araraquara Rock. Completam este time: Friggi Madbeats (bateria), JP e Marloni (guitarras)

Após o lançamento do debut “Kvlt ov Dementia” (2009) vocês já soltaram um álbum ao vivo, “Live Dementia” (2010). Por que optaram por lançar um disco ao vivo tão prematuramente?
Jairo: As músicas do “Live Dementia” foram gravadas de um show em que fizemos junto ao Deicide, show esse importantíssimo para a banda. Resolvemos lançar apenas 33 cópias para vendê-las em nossa tour polonesa, sabendo que muitos fãs gostam desse tipo de material.

E como foi o processo de composição do segundo trabalho “Art of Killing”?
Jairo: Foi bem diferente de “Kvlt ov Dementia”, onde normalmente fazíamos as músicas durante o ensaio. Em “Art of Killing” nos juntávamos toda semana, com as ideias trazidas de casa e fomos assim montando as músicas, ideias, vocais e tal.

Qual a principal diferença de “Art of Killing” para o primeiro disco? Afinal são 4 anos que separam os lançamentos.
Jairo: A experiência da banda e com o JP também compondo deixaram os arranjos mais ricos e ao mesmo tempo mais simples, trazendo muitas ideias de estilos como Rock ‘N Roll e Hard Rock, pra juntar com a forte pegada Death/Thrash que temos.

O novo trabalho, além de mostrar a mescla entre Death e Thrash Metal que a banda sempre se propôs possui uma temática atraente, principalmente pelo estilo praticado pela banda. Como vocês chegaram até essa ideia?
Jairo: Através da primeira música escrita, Bay Harbor Butcher, me surgiu a ideia de fazer o CD seguir apenas uma temática, o que abriria portas para que todo conceito artístico fosse muito mais trabalhado através do encarte, letras e infos.

Musicalmente falando notamos uma banda com sangue nos olhos em “Art Of Killing” a começar pelos seus vocais que parecem estar mais agressivos. Fale-nos um pouco sobre isso?
Jairo: Acho que toda a pesquisa sobre as histórias me fizeram cantar de uma maneira mais agressiva, que passasse ao ouvinte o desespero das vítimas e a brutalidade de cada assassino retratado.



Outro fator importante a ser destacado é o equilíbrio entre as composições, tanto que ficou difícil destacar alguma na resenha. Há alguma composição em especial que vocês gostariam de destacar?
Jairo: Difícil dizer, desde o lançamento eu ouço o CD quase todos os dias e não tenho vontade de pular pra uma faixa específica também, realizamos algo interessante, que é não ter músicas fracas no CD, cada uma é especial.

A produção do trabalho ficou por conta da própria banda? Aliás, este é outro ponto alto do disco, que foi masterizado por Andy Classen, na Alemanha. Como surgiu essa oportunidade de trabalhar com ele e o que acharam do resultado final?
Jairo: A produção foi feita pelo Vagner Alba junto com nosso batera Friggi MadBeats. Conhecemos o trabalho do Andy já faz bastante tempo e fomos indicados pelo pessoal do Lacerated and Carbonized para fazer o trabalho. O resultado final é espetacular, ao ouvir o material, não temos dúvidas e nem remorso com nenhum aspecto do CD.

Houve ainda uma preocupação maior com a parte gráfica do trabalho. Vocês acham que isso é importante hoje em dia, ainda mais se pensarmos no lado que a tecnologia, a internet facilitou o acesso à música e na queda da venda de material físico?
Jairo: Eu como comprador de CDs fico extremamente puto de comprar um CD e ao abri-lo ver um encarte pobre, só as letras ou nem isso às vezes. Por ser um CD com um conceito único, a arte toda deveria ser voltada àquilo, não apenas musicalmente. Acredito que um CD não é feito apenas pela musica, mas sim pelo seu visual e afirmo que acertei em cheio em “Art of Killing” e que o Rafael Tavares conseguiu expressar perfeitamente cada um dos assassinos.

Como foi está a repercussão de “Art Of Killing”, o trabalho foi lançado pelo selo polonês Wydawnictwo Muzyczne Psycho. Como chegaram até esse selo, em que continentes o álbum foi lançado e como está a repercussão do trabalho no exterior?
Jairo: Conheci o Robert da Psycho durante o lançamento de “Kvlt ov Dementia”, que ele relançou em terras europeias alguns meses após o lançamento brasileiro. Como o resultado em “Kvlt ov Dementia” foi excelente, levando-nos até a tocar pelo país, ele apostou novamente na banda. O resultado até agora é bom, com muitos reviews e algumas entrevistas no velho continente.

Vocês irão tocar no Araraquara amanhã, dia 13. Como vocês se sentem em tocar neste festival e quais são as expectativas?
Jairo: Estamos bastante animados por tocar no Araraquara Rock, por ser um festival já com um nome fincado na cena Rock brasileira e podermos tocar e mostrar a muitos rockeiros o que é o Chaos Synopsis ao vivo.

Muito obrigado pela entrevista, podem deixar uma mensagem.
Jairo: Obrigado pessoal da Arte Metal, headbangers que apoiam a banda e esperamos ver todos na estrada, que é o lugar do Chaos Synopsis, fazendo muito Rock por aí.

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