terça-feira, 6 de agosto de 2013

Entrevista


Os capixabas do Broken & Burnt surgiram em 2011 e prolificamente já lançaram o EP “Hate Will Grow” (2011) e o debut “Let the Burning Begin” (2012). Formado por Hugo Ali Morelato (vocal/guitarra), César Schroeder (guitarra), Denis Coelho (baixo) e Apache Moons (bateria) o grupo está prestes a lançar mais um EP e alçar vôos ainda mais altos. Pelo menos foi o que nos revelou Hugo na entrevista a seguir, que, além disso, relata sobre o atual momento da banda, sua história e muito mais.

Conte-nos um pouco sobre a história da banda. Desde o início a intenção foi fazer som próprio?
Hugo: Indiscutivelmente sim! Eu e César vínhamos do fim de uma banda e convidamos Apache e Denis para completar a Broken & Burnt quando já tínhamos praticamente acabado o EP “Hate Will Grow” (2011). Escrevemos mais umas músicas e partimos pros shows! Acontece de tocar um cover ou outro, mas não é regra do setlist. Desde o primeiro dia somos uma banda que produz material próprio.

Falando do primeiro álbum, “Let The Burning Begin”, como foi compô-lo? Houve algum tipo de pressão por ser o debut?
Hugo: Não! O processo de composição foi tranquilo. Nós já tínhamos as quatro músicas do EP “Hate Wil Grow”, e compusemos mais cinco pro “Let The Burning Begin”. Algumas nós já tocávamos ao vivo, o que facilitou ainda mais o processo. As músicas quase sempre partem de riffs ou de ideias rítmicas básicas. Acho que os anos como baterista me ajudam na hora de conceber as células gerais das canções, fluindo fácil para as formas finais, onde cada um coloca sua identidade.

A sonoridade de vocês apresenta diversas influências que vão desde o Thrash Metal dos anos 90, até o Hardcore nova-iorquino e até de Classic Rock, se formos mais a fundo. Vocês sempre tiveram esse direcionamento ou isso surgiu naturalmente?
Hugo: Temos muitas influências variadas, daí essa mistura toda. Nossas influências vão de Lynyrd Skynyrd até Behemoth, passando por Sabbath e Slayer. Apache e César trazem algumas bandas mais modernas na manga. Dentro desse caos todo buscamos um lugar da Broken & Burnt.

Por Thais Carletti
Acho que Short-Sighted Solution, Hatred Song, a mais melódica Bleed, além da variada Hate Will Grow são os destaques do disco e resumem bem a proposta da banda. Vocês concordam com isso? 
Hugo: Com certeza! As músicas que você citou são completamente diferentes uma das outras e ao mesmo tempo todas têm nossa assinatura. Com certeza os próximos materiais, além de fincar mais essa identidade, vão abrir outros lugares inesperados.

Como foi a repercussão do primeiro trabalho até então?
Hugo: Bom, tivemos reviews em vários sites que nos disseram coisas boas sobre o álbum e as pessoas que vão aos shows tem adquirido a versão física. Além disso, tivemos boa resposta das músicas ao vivo. É uma época difícil, pois só temos um álbum, então acabamos tocando ele na íntegra na maioria dos shows. Acredito que é um bom álbum por isso! Tem uma variedade de canções diferenciadas que funcionam durante um show todo e, durante uma audição em casa ou no carro, não te deixa entediado.

Sei que vocês já estão trabalhando em um novo disco. O que podem nos adiantar sobre isso? Ele seguirá o mesmo direcionamento de “Let The Burning Begin”?
Hugo: Neste mês vamos lançar um novo EP. O título é “Stolen” e além da faixa-título inédita, vai contar com um cover e uma versão do “Let The Burning Begin”. Estará disponível na internet para download gratuito e streaming e será um Split com uma banda aqui do Espírito Santo. Esse EP é um aquecimento pro novo álbum que deve sair no 1º semestre de 2014. Esse álbum está praticamente todo composto, estamos fazendo a pré-produção e tal. Ele trás um pouco mais influências do Stoner/Doom, mas mantém o groove, os riffs e os berros do “Let The Burning Begin”.

Vocês gravaram um vídeo para a faixa The New Me, que está no primeiro disco. Pretendem gravar mais algum novo clipe para divulgar o álbum que está por vir?
Hugo: Gravamos o vídeo de The New Me na abertura do show do Viper em outubro de 2012 em Vitória/ES. Além dele, lançamos também um vídeo para Tell Me No Lies, que tem cenas dos shows de abril e maio de 2013.  Para os próximos lançamentos com certeza podem esperar vídeos! É uma maneira legal de quem não foi a um show ter algumas imagens pra ter uma idéia do que acontece... E de ter contato com a gente em movimento, né? (risos).

Com está a agenda de shows da banda?
Hugo: Temos alguns shows a partir de agosto para o lançamento do EP “Stolen”. Devemos fazer alguns shows e depois já entrar de cabeça no 2º full-lenght. Tocamos bastante de janeiro de 2012 até maio desse ano. Agora é hora de trazer material novo à mesa.

Ouço falar pouco da cena Metal capixaba. Conte-nos um pouco o que tem rolado por aí. Recomende algumas bandas do Espírito Santo para os leitores.
Hugo: Como em todo o Brasil temos problema em locais para shows, mas conseguimos tocar em algumas casas em cidades variadas. O número de bandas de Metal autoral não é grande e o público, em sua maioria, ainda prefere bandas covers. Mas temos corrido atrás e feito shows bons com público considerável e existem outras bandas realizando os mesmos feitos. Agora queremos fechar algumas datas em outros estados para expandirmos território. Existem algumas bandas de metal de gêneros bem variados que eu admiro no Espírito Santo, como PoisonGod, Psychodeath, Petit Mort, Ninetieth Storm, Obsidian Lies, Capiroto In The Shadows, Wolfshade, Erro, entre outras.

Muito obrigado pela entrevista. Podem deixar uma mensagem.
Hugo: Para quem ainda não conhece a Broken & Burnt, confira nosso som aí pelos links, curta nossa fan page do facebook e acompanhe nossos lançamentos. Abraço aos amigos que checaram a entrevista via nossas páginas e já tão vendo nossas paradas há mais tempo! No mais, aguardem o EP “Stolen” que já sai mês que vem! Yeah!


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