segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Entrevista



Oriunda das cinzas do Anonymous Hate, a banda amapaense Visceral Slaughter surgiu neste ano quando seus integrantes resolveram reformular o antigo grupo após o falecimento do guitarrista Heliton Costa Coelho. Com material em mãos, o quarteto adaptou as composições para um estilo mais voltado ao Death Metal tradicional e soltou o ótimo álbum “Caedem”. Conversamos com o guitarrista Fabrício Góes que, em poucas palavras, nos contou mais detalhes do disco, a homenagem ao falecido guitarrista e muito mais.

O Visceral Slaughter se formou depois de vocês decretarem o fim do Anonymous Hate que acabou devido à morte do guitarrista Heliton Costa Coêlho. Como vocês chegaram a essa decisão?
Fabrício Góes: Nos reunimos logo após o falecimento do Heliton e decidimos por unanimidade que não teria sentido continuar a banda sem ele, então surgiu o Visceral Slaughter.

O som da antiga banda pendia para o lado do Death/Grindcore enquanto o Visceral Slaughter caminha nas trilhas do Death Metal mais tradicional. A mudança de sonoridade foi proposital ou surgiu naturalmente?
Fabrício Góes: Foi meio que natural, pois já estava ocorrendo essa mudança no próprio som da Anonymous Hate. Apenas deixamos mais evidente para dar cara de um novo trabalho mesmo.

Aliás, acredito que vocês tinham composições do Anonymous Hate. Mesmo com essa mudança de estilo, deu pra aproveitar alguma coisa da antiga banda ou vocês começaram a trabalhar no álbum do Visceral Slaughter do marco zero?
Fabrício Góes: Sim, tínhamos grande parte do material praticamente pronto, fizemos algumas alterações para diferenciar um pouco do antigo trabalho.



“Caedem” traz um sentimento de luto, mas mostra uma banda focada e com muita gana. Até quando o falecimento de Heliton influenciou nas composições e concepção do trabalho?
Fabrício Góes: O disco foi feito em total homenagem ao Heliton. É um recomeço, mostrando que não devemos desistir do que realmente acreditamos.

Apesar de focarem no Death Metal tradicional, nota-se um pouco de influência do Thrash Metal, vindo principalmente dos riffs de guitarra. Vocês concordam com isso?
Fabrício Góes: Nossas músicas têm influências bem diversificadas, pois ouvimos muita coisa além do Death Metal. Como você citou, tem um pouco de Thrash e Grindcore que a escutamos bastante.

A cozinha é um show a parte com um trabalho diferenciado que não dá somente sustentação às músicas. Como é desenvolvido o trabalho de cada instrumento na banda?
Fabrício Góes: Sim, a cozinha tem um grande destaque em nossas composições, pois une técnica, peso e velocidade. Tudo é desenvolvido de forma bem natural, o entrosamento da banda ajudou muito para tudo fluir de maneira coesa e honesta.
Faixas como Search For Power e Open Your Grave são destaques do disco. Vocês concordam? Quais faixas destacariam no trabalho?
Fabrício Góes: Search for Power ficou bem legal com a voz do Jonathan Cruz (L.A.C.). Particularmente gosto de todo o disco e fica difícil citar uma em especial.

A arte gráfica de “Caedem”, apesar de simples, casa perfeitamente com a musicalidade do Visceral Slaughter, além de ser um belo trabalho. Como ela foi desenvolvida?
Fabrício Góes: Foi uma idéia em conjunto com os designers Rogério “Nomed” e Fellipe “Gripe”, de fazer a arte toda baseada em HQ’s dando destaque para o vermelho (sangue) para se adequar com a proposta da banda.

Como tem sido a repercussão de “Caedem” até então? Vocês chegaram a lançar o disco no exterior?
Fabrício Góes: “Caedem” está tendo uma grande repercussão e aceitação no underground, rendendo ótimas críticas e muitos shows. O lançamento no exterior está previsto para novembro deste ano, via Gates of Horror Prods. do Peru.



E como anda a agenda da banda? Vemos que a região norte tem crescido bastante na cena Metal.
Fabrício Góes: Estamos com muitos shows agendados até dezembro de 2013, agora em novembro estaremos fazendo algumas datas em São Paulo e Pará.

Falando nisso, como é a cena macapaense? Conte-nos um pouco sobre o que rola por aí, bandas e tal.
Fabrício Góes: Em Macapá a cena ainda é pequena, rolam alguns shows esporádicos, porém com bandas de muita qualidade e responsa.

Muito obrigado, fique à vontade para acrescentar o que quiseram.
Fabrício Góes: Quem estiver a fim de conhecer um pouco mais sobre o nosso trabalho é só acessar nossa Page no Facebook: http://facebook.com/visceralslaughter  

Agradeço pelo espaço e apoio que o Arte Metal vem dando para as bandas do underground brasileiro. Valeu Vitor!

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