quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Entrevista



Em apenas 1 ano, a banda mineira Scibex lançou três trabalhos, sendo que o mais recente é o ótimo debut “Path To Omors”, lançado em maio de 2013. Talvez o único representante do Avant-Garde Black Metal no Brasil, o Scibex vem colhendo frutos deste trabalho intenso com ótima repercussão de seu disco. Agora, o quarteto de Ituitaba busca divulgar seu álbum de estreia nos palcos. Conversamos com o vocalista Diogo Bald que se mostrou muito focado em seu trabalho e nos matou a curiosidade falando mais sobre a banda. Completam o time Thales Valente (baixo), Lennon Oliveira (guitarra) e João Paulo (bateria).

A banda se formou em 2012 e no mesmo ano soltou o single “Error Bath” e o EP “Matha's Prison”. Antes mesmo de formar o Scibex vocês já tinham material composto?
Diogo Bald: Na verdade o que ocorreu é que o Scibex tinha uma proposta inicial diferente e diversas situações fizeram com que amadureçamos as composições já no estúdio. As primeiras músicas que originaram o Single e o EP foram compostas para integrar o full lenght, mas isso não ocorreu, pois novas composições foram compostas nesse tempo e foram incorporados novos elementos que diferem muito da estética dos primeiros materiais.

Além disso, neste ano vocês soltaram o debut “Path to Omors”. Como foi o processo de composição deste trabalho? Imagino que além de prolíficos, vocês são rápidos (risos)?
Diogo Bald: Exato, o que pegou muito pra gente foi o tempo! Tínhamos um compromisso a cumprir e não podíamos falhar. Sabendo então dessa necessidade, todos nós, inclusive o Rodrigo (produtor), nos desdobramos para dar conta de todos os processos que envolvem a criação de um álbum sem perder qualidade e incorporando o máximo de elementos que conseguíssemos. O Thales (guitarrista) foi o principal mentor dessa parte das cordas e arranjos, o João Paulo entrou quando já estávamos em estúdio, mas entendeu totalmente a proposta e somou muito, o Rodrigo foi essencial na produção e criação conosco! Fomos realmente um time!

O som praticado por vocês está muito em voga na Europa com bandas como Enslaved, Vargsheim e até Borknagar. Quais são as maiores influências do Scibex? Aliás, apesar dessas bandas terem certo reconhecimento por aqui, só vejo o Scibex como representante do Avantgard Black Metal.
Diogo Bald: Pessoalmente, eu sou muito influenciado pelo trabalho, tanto lírico quanto musical, do Andreas Hedlund (Borknagar, Cronian, Vintersorg, Havayoth, etc...) e no momento de fazer o encaixe das letras nas músicas eu incorporei coisas que acho interessantes nos trabalhos dele. Além disso, acredito que todo o sedimento que se acumula à medida que vamos conhecendo coisas novas, relembrando as antigas, é parte indispensável no processo de criação.

Vocês incluem ainda elementos de Progressivo no som da banda, e a diferença para as bandas citadas acima é que o Scibex soa mais pesado e orgânico. Vocês concordam? A que acham que deve este fato
Diogo Bald: A gente teve a intenção de “marcar” as partes de transição nas músicas e fazendo um paralelo agora com algumas citadas eu vejo que soamos mais abruptos nessas passagens, o que confere ao som um aspecto diferente! Mas cada processo de criação é único e deve ser apreciado e respeitado em sua essência! Tivemos um tempo muito bom em estúdio e isso nos levou a fazer um álbum que todos nós gostamos, isso é muito importante.



A produção ficou a cargo de vocês juntamente com Rodrigo Nepomuceno e mostrou um ótimo resultado. Por que decidiram também participar da produção de “Path to Omors”?
Diogo Bald: Muito obrigado pelo elogio! O fato é que a gente não saía do estúdio, cara! Deve ter sido um momento difícil para o Rodrigo nos aguentar tanto (risos)! Brincadeiras a parte, sempre estivemos presentes e atentos a tudo que foi feito juntamente com o Rodrigo. A parte mais complicada foi, com certeza, a composição das baterias em que cada virada, pode acreditar, foi feita e refeita com o máximo de cuidado, bem como as ambientações, no sentido de soar o mais orgânico possível! No final todo esforço e estresse é recompensado!

Brendan Duffey masterizou o trabalho no Norcal Studios. Mesmo sendo um produtor e engenheiro de som renomado, Brendan costuma trabalhar com bandas que possuem uma sonoridade mais voltada para o Metalcore. Como chegaram até ele e o que acharam de seu trabalho?
Diogo Bald: Bem, o Rodrigo já havia trabalhado com o Brendan em trabalhos anteriores e nos indicou. O processo da master durou uma tarde e foi bem interessante acompanhar de perto também mais essa etapa! Me lembro que ele (Brendan) elogiou muito o trabalho de mix do Rodrigo!

Qual tem sido a repercussão de “Path To Omors”? O álbum chegou a ser lançado no exterior?
Diogo Bald: Cara, melhor impossível! Absolutamente todas as resenhas que li destacam positivamente as composições do Scibex. Isso mostra que estamos nos livrando daquela restrição e aversão quase dogmática aos sons que incorporam elementos diferentes em seu som, e isso é muito positivo! E quando digo que “estamos nos livrando” é porque eu também um dia já fui muito intolerante a outros tipos de sons “não extremos”. Hoje em dia não vejo limitações para meu som, posso incorporar elementos de várias vertentes musicais e ainda soar metal, logicamente com suas devidas proporções! Ainda não lançamos no exterior, mas se surgir a oportunidade temos muito interesse!

Acredito que deva ser complexo a execução das composições do Scibex ao vivo, como tem sido nos shows e como anda a agenda de vocês?
Diogo Bald: Realmente é complicado pra gente. Estamos ainda sem um baterista, mas não deixamos os ensaios de lado, pretendemos tocar logo, assim que tivermos pelo menos cinco músicas em condições de palco!

Pode deixar uma mensagem.
Diogo Bald: Gostaríamos de agradecer o espaço e parabenizar vocês pelo trabalho! Forte abraço a quem admira nosso som, espero encontrar vocês em breve nos palcos! Lembrem-se: não existem limites!


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