terça-feira, 5 de novembro de 2013

Entrevista



Formada em 2007, a banda gaúcha Prophajnt conta atualmente com Gustavo Refosco (baixo e backing vocals), Márcio Ritter (guitarra, violão e teclados), Rodrigo Marques (bateria) e Verônica Pasqualin (vocais). Mesclando Metal, Hard Rock e AOR, o quarteto lançou em 2013 seu primeiro EP “A New Beginning” que vem recebendo ótimas críticas da mídia especializada. Nas linhas abaixo conversamos com a vocalista Verônica e com Gustavo, que nos discorreram sobre o EP e outros assuntos envolvendo a banda.

Primeiramente explique-nos a origem e o significado do nome da banda, já que é um pouco atípico.
Verônica: O nome"Prophajnt" foi cunhado pela banda lá em 2007, quando o Gustavo e o Rodrigo ainda não estavam na banda e tínhamos outros membros. Na época, éramos quatro pessoas: eu, o Márcio, a Luana Lima (que assumia os backing vocals) e o Maurício Sortica (nos teclados). Estávamos nós quatro na casa da Luana, conversando sobre que nome dar à banda. Não lembro exatamente quem lançou a ideia, mas "Prophajnt" surgiu da união de duas palavras da Língua Inglesa, a saber, "profane", que significa "profano", e "feint", que significa "finta".  Na união das palavras, trocamos e inserimos algumas letras e, se não me engano, essa sugestão veio da Luana. Segunda ela, isso favorece a numerologia do nome.

Vocês estão há 6 anos na ativa, mas não haviam lançado nenhum trabalho até então, nem mesmo demonstrativo. Por que a demora em soltar o primeiro EP?
Gustavo: Na verdade lançamos um single em 2010, chamado "Pain on my Soul", que chegou a render uma pequena visibilidade para a banda. A música não está mais disponível por enquanto, por diferir um pouco do trabalho atual, mas o som certamente não foi abandonado, em algum momento ela vai voltar! A demora se deve a diversas dificuldades, dentre elas organização e a principal: financeira. Foi preciso muito planejamento e economia para conseguir concretizar esse que era um desejo há muito tempo.
Verônica: Além dessa inegável dificuldade financeira, cada um de nós tem outras atividades durante a semana (inclusive nos fins de semana!) além da banda. A dedicação que precisamos dispensar a essas outras atividades nós toma bastante tempo e às vezes não conseguimos dedicar tanto tempo à banda quanto gostaríamos.  Além de compor e tocar nossas músicas, nós fazemos todo o trabalho "off stage" (com poucas exceções) relacionado à banda por conta própria. Isso, obviamente, faz com que exista uma demora um pouco maior do que se tivéssemos outras pessoas nesse trabalho. Conforme for a necessidade e a intensidade das atividades da Prophajnt, vamos ter outras pessoas trabalhando conosco.

E como foi o processo de composição de “A New Beginning”? As músicas neles contidas vêm de todo esse tempo de banda?
Verônica: As músicas que compõem "A New Beginning" advêm de momentos bem distintos desses 6 anos de banda, mas também de anos anteriores a ela. O Márcio trouxe as músicas Angel of Mine, Escape from the Fire e A New Beginning, que foram compostas antes da formação da Prophajnt. De 2009 para cá, vieram Face Your Truth, Strong Enough e Inner Mess. Quando vamos compor alguma música, normalmente alguém já vem com alguma ideia de letra ou arranjo, ou até mesmo com uma letra ou uma estrutura já quase concluída. Cada um adiciona suas ideias (seja nas letras, seja na estrutura da música) e testamos e  ensaiamos muito! Somente apresentamos a música ao vivo e consideramos a possibilidade de gravá-la se ela está "madura".



A sonoridade da banda transita entre Heavy Metal, Hard Rock e AOR. Essas sempre foram as influências da banda ou isso soa naturalmente?
Gustavo: O modo como a banda soa é consequência das diferentes influências de cada membro. Existe, claro, um ponto em comum, mas basicamente todos têm liberdade para contribuir de alguma forma. Eu, por exemplo, gosto de pegar influências de estilos em que o baixo predomina, como funk, e misturar com o som que fazemos.

Aliás, vocês possuem uma vocalista mulher. As pessoas às vezes não os confundem com uma banda de Gothic Metal, que introduziu de vez as vocalistas mulheres na música pesada?
Gustavo: Eu tenho lido bastante os termos "melódico" e "progressivo" na descrição do nosso trabalho, mas não vi uma comparação com Gothic. Acho que as pessoas estão sabendo diferenciar bem.
Verônica: Creio que é bem isso que o Gustavo disse. Além disso, acho que tanto as influências expressas nas nossas músicas como os covers que tocamos contribuem muito para que não exista essa confusão.

Voltando ao EP, outro fator notado é a coesão de vocês. Isso faz com que a banda soe como banda mesmo, sem um destaque individual se sobressair. Qual a importância vocês vêem nisso?
Gustavo: Uma das coisas que me atraiu na banda e me fez querer fazer parte foi a preocupação que o Márcio tem em fazer todos os elementos da música conversarem entre si. É assim que a música soa como uma coisa só, e não como diversas coisas espalhadas. Para mim, o desafio não é fazer algo impressionante individualmente, o desafio está na complexidade envolvida em dividir as tarefas.

Apesar de ser um EP, ou seja, um trabalho de prévia, “A New Beginning” possui boa produção tanto gráfica, quanto sonora. O fato da internet proporcionar facilmente músicas para baixarem faz com que isso se torne fundamental na concepção geral de um trabalho físico?
Gustavo: A principal preocupação na hora de fazer o "A New Beginning" foi que a banda tivesse boas músicas a oferecer, ou seja, a principal preocupação era que a composição fosse boa e que soasse bem. Acredito que o trabalho físico deve existir, pois sempre haverá alguém que vai querer ter esse material em mãos, com toda a qualidade que ele pode oferecer, e falo isso pela beleza de ter um disco, com uma capa e um encarte para apreciar, enquanto a música é ouvida. Inclusive nós apreciamos isso. Temos apenas que saber jogar com as oportunidades que a internet nos dá, então o download ou a audição online também são possibilidades para quem deseja conhecer o trabalho.

E como está a repercussão do EP, tanto por parte da mídia quanto por parte do público?
Gustavo: Tanto mídia quanto público receberam muito bem o trabalho, o que nos deixou realmente felizes! Temos conseguido diversos reviews bastante positivos, em diversos sites e blogs especializados. O público também recebe bem o trabalho, elogiando e pedindo para ouvir mais (sentimos isso bastante nos shows realizados). Sinto apenas que poucas pessoas ainda tiveram oportunidade de ouvir as músicas, então estamos estudando formas de levar isso a uma quantidade maior de pessoas, sempre com o apoio da mídia especializada, pois queremos que mais pessoas nos conheçam.

E a agenda de shows? Há espaços para tocar?
Gustavo: Lançamos o EP em julho, e em seguida a Verônica teve que viajar para os EUA, devido a uma oportunidade profissional, onde ficará até maio de 2014. Mas estamos desde já buscando contatos para shows após o retorno dela, então já estamos disponíveis para a marcação de shows. Quanto aos espaços, há diversos lugares em que gostaríamos de tocar, mas um lugar que sempre esteve de portas abertas para a Prophajnt e permitiu que fizéssemos muita coisa foi o Eclipse Studio Bar, em Porto Alegre.

E quanto a um álbum completo? O que vocês podem nos adiantar a respeito?
Gustavo: Acredito que seja uma continuidade natural das coisas. Se der certo como desejamos que dê, queremos gravar quantos álbuns forem possíveis! As ideias são sempre muitas, mas precisamos vencer muitas dificuldades antes.


Um comentário:

  1. Falou bonito! Desejo toda a sorte do mundo pois caráter e talento o povo tem!

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