quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Entrevista



Sandro Maués (vocal), Dougão (guitarra), Nilão (baix) e Thiago Agressor (bateria) são quatro guerreiros do underground que após 9 anos carregando o nome da Metalizer conseguiram soltar o seu primeiro álbum oficial. Intitulado “The Thrashing Force”, o trabalho traz composições que são frutos dos anos de lutas e dificuldades. Conversamos com Agressor que, com muita humildade, discorreu sobre a banda e alguns assuntos relacionados à nossa cena atual. Com vocês: METALIZER!

Conversando em off com Nilão, ele me disse que o lançamento de “The Thrashing Force” foi um sonho. Enfim, o disco saiu após quase 10 anos da fundação da banda. Como foi todo o processo de composição e produção do trabalho?
Thiago Agressor: Olá, primeiramente gostaríamos de agradecer a você Vitor e ao Arte Metal, pelo espaço cedido ao Metalizer para divulgarmos nosso trampo. Então, o nosso Debut “The Thrashing Force” realmente foi uma grande conquista pra nós e devido aos contratempos para estabilizarmos uma formação, ele acabou demorando muitos anos pra ser finalmente concluído. O processo de composição foi feito durante todo esse tempo, e essas músicas datam de 2003 a 2009, temos a Metalizer (The Thrashing Force) que é nossa primeira composição, passando por Electric Homicide que é da primeira Demo de mesmo nome, que na época só tinha eu da formação atual, e eu era baixo e vocal. Aí temos mais duas músicas da segunda demo (já com o Douglas na guitarra) e o restante vieram aos poucos após essa demo. A gravação foi feita no estúdio radioativo na cidade de Sumaré de junho a dezembro de 2012.


Vocês primam por uma sonoridade voltada às raízes do Thrash e Speed Metal. Essa sempre foi a proposta da banda? Quais as principais influências da Metalizer?
Agressor: Sim, é o que mais gostamos de escutar e tocar, embora também tenhamos influências de bandas de Heavy Metal tradicional e Death Metal ‘Old School’, o Thrash e o Speed Metal sempre estiveram no nosso som e sempre estarão. Existem muitas bandas que nos influenciam, para citar algumas: Slayer, Exodus, Destruction, Razor, Living Death, Iron Angel, Running Wild, Testament, Sepultura, Overkill, MX, Attomica, Coroner, Obituary, Sacrifice, Venom, Warfare, Demolition Hammer, Dark Angel, Kreator, e muitas e muitas outras lendas.


Inclusive as temáticas são típicas do estilo. Fale-nos o que vocês tentam passar com suas letras?
Agressor: As letras abordam vários assuntos, desde a ode ao Metal, em Metalizer (The Thrashing Force), a violência do mundo em que vivemos causados pela miséria e desigualdade em Peace in Pieces, Em Alcoholic Madness é narrada é experiência de eu ter tocado completamente bêbado em alguns shows que fizemos no passado, quando eu ainda era baixo e vocal na banda, Bleed By My Fist e Thrashing the Betrayers demonstram intolerância à falsidade das pessoas, a primeira na cena Metal, de babacas que falam merda e não fazem nada pra ajudar, conheço até uns que se intitulam os ‘fodões’ do Metal, mas se você olhar os CDs do cara é tudo copiado, inclusive de banda underground do Brasil, e a outra é sobre inveja e falsidade de uma forma geral. A Emptiness é sobre a vida vazia que muitos levam hoje em dia, mas pra ser sincero não gosto muito dessa letra (risos), ela já teve outras letras e ideias, mas não consegui encaixar nada realmente inspirado nela. A Silent Desperation o nome é bem explicativo, é sobre a fato de às vezes se estar a beira de explodir, mas não aparentar isso, e é um bom paradoxo, como o fato de muita gente que faz escândalo, grita por aí, mas é só manha, e na questão da Silent é o contrário disso. Nos próximos trabalhos manteremos nossa pegada nas letras, mas de forma cada vez melhor e mais contundente, abordando ainda mais temas pertinentes e interessantes.




Achei as composições bem equilibradas, mas em minha resenha destaquei as faixas Thrashing the Betrayers e Alcoholic Madness. Há alguma composição favorita da banda ou que vem obtendo mais aceitação do público nos shows?
Agressor: Interessante cara, acho que todo mundo cita sempre Alcoholic Madness, eu achava que era porque a galera que curte a banda sempre aprecia uma boa ‘cachaçada’, mas estou começando a acreditar que a música é legal mesmo (risos gerais). Bom falando por mim, eu citaria Alcoholic Madness também, e incluiria a Peace In Pieces e Metalizer (The Thrashing Force).


A arte da capa ficou a cargo de Fernando Lima (Drowned). Como chegaram até Fernando e como foi trabalhar com ele?
Agressor: O Fernando é um grande profissional, e já conhecíamos o trabalho dele. Aí quando nosso vocalista Sandro Maués entrou na banda, ele o indicou, pois ele havia feito uma grande trabalho no CD “Following The Funeral” (2013) da banda Zênite, pois o Sandro é o Baterista deles (e eu atualmente sou um dos guitarristas). Curtimos muito o resultado final, e quem precisar de um grande artista pra fazer o trabalho de sua banda, procure o Fernando, recomendo.


Como tem sido a repercussão de “The Thrashing Force” até então?
Agressor: A Repercussão tem sido boa, estamos vendendo bem nosso CD, fazendo trocas com bandas e lojas, e assim divulgando o trabalho. As resenhas que foram feitas até agora foram bem positivas em sua maioria e os bangers que falaram com a gente sempre elogiam o trabalho, então só temos que agradecer o pessoal que nos ajuda de alguma forma.


O Thrash Metal, principalmente o influenciado pela velha escola, tem retornado com grande estilo nos últimos 5 anos, pelo menos. Como vocês vêem esse retorno e como isso pode beneficiar a Metalizer?
Agressor: Ficamos felizes e apoiamos desde que sejam bandas que toquem com sinceridade, e não somente por pegar carona. Eu sei que a cena de uma forma em geral é cheia de altos e baixos, a cada momento vai ter um estilo em alta, outro em baixa, mas falando por nós vamos estar sempre fazendo nosso som sem se atentar a isso, por que a nossa meta é fazer um música sincera, mesmo que ninguém curta, será um trabalho sempre sincero.


Como vocês vêem a atual cena Metal no Brasil, a Metalizer tem tido espaço para se apresentar ao vivo? Como anda a agenda de vocês?
Agressor: A cena no Brasil sempre tem aqueles problemas que todos conhecemos, várias bandas legais, mas que sofrem com  problemas estruturais e falta de espaço pra tocar, fora que financeiramente sempre dá um prejuízo grande, porque instrumentos são caros, gravações também, e muita gente não entende, produtores muitas vezes não querem pagar a gasolina, os gastos que você tem com a viagem, etc. Tem o público que acha caro pegar pelo CD original, etc. Mas independente disso tem muitas bandas fodas pelo Brasil, como o Leatherfaces, Madhouser, Devil on Earth, Violator, Comando Nuclear, Farscape, Licantropos, Apokalyptic Raids, Disgrace and Terror, Corpse Grinder, Anarkhon, Mortage, e muitas e muitas outras. A gente não conseguiu ainda a oportunidade de fazer muitos shows, e só temos marcado dia 8 de Dezembro (a entrevista foi realizada antes do evento) no Plebe Rock bar em Indaiatuba, com as bandas Maldittu e The Grief.


Sei que no momento estão divulgando o debut, mas há alguma novidade sobre um próximo trabalho da banda?
Agressor: Sim, como nosso debut foi formado por músicas mais antigas, já tenho várias composições feitas, da qual cinco delas, já pegamos entra a banda toda, e estamos trabalhando em outras pra fechar mais um trabalho. Creio que ano que vem já entremos em estúdio e investiremos em fazer um trampo ainda melhor, mais bem produzido e cheio de composições fortes, vamos dar o sangue!


Podem deixar uma mensagem aos leitores.

Agressor: Muito obrigado aos leitores do Arte Metal, por dedicar seu tempo lendo sobre nosso trabalho, quem se interessar no nosso trabalho pode entrar em contato no facebook: www.facebook.com/metalizermetal, ou pelo email: Metalizer_thrash@hotmail.com. Mais uma vez obrigado pelo espaço cedido e um grande abraço a todos!

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