quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Entrevista



Foram 11 anos pra lançar o debut “The Power Comes from the Beer” e parece que valeu à pena a espera. Afinal, que petardo é esse de Thrash Metal! O que mais surpreende é que o quarteto de Brasília consegue impor sua identidade e se diferenciar de muitos que transitam pelo gênero. Conversamos com o vocalista Wendel Aires, que ao lado de Tiago Lustosa e Ronny Lobato (guitarra), Jôsefer Aires (bateria) e Aluísio Lima (baixo), buscam seu lugar na cena. Com vocês, Phrenesy!

Primeiramente gostaria que vocês falassem um pouquinho da banda, como se formou. Pois, confesso que nunca tinha ouvido falar de vocês (desculpe essa minha santa ignorância).
Wendel Aires: Primeiramente obrigado pela oportunidade da entrevista... A banda se formou em 2003 com o Josefer Ayres e o Tiago, o Josefer era o vocal e guitarra, só que ele percebeu que não teria muito futuro (risos) e foi para a bateria e foi aí que entrei na história da banda em 2004!

Por que o primeiro álbum saiu somente 11 anos após a formação da banda?
Wendel: Por falta de grana (risos). Gravamos uma demo em 2005 chamada “Do you Like Mocotó?” E outra em 2006 para tentarmos tocar no Porão do Rock e divulgar a banda e agora esse full-lenght.

E como foi o processo de composição de “The Power Comes from the Beer”? Este processo vem de longa data ou as composições surgiram pouco antes de gravarem o álbum?
Wendel: Algumas músicas são antigas e que nunca gravamos como, por exemplo, This is Extreme que foi a primeira música que a banda compôs, aliás, o Tiago e o Josefer que fizeram ela, Exploding In Rage e Fuck With Your Lies foram composta entre 2007 e 2008, já as outras foram mais recentes.

O Thrash Metal sempre foi o direcionamento do Phrenesy?
Wendell: Sempre!!!

Aliás, uma das características da banda é não soar comum, mas ser fiel ao estilo. Ou seja, diante de tantas bandas fazendo praticamente a mesma coisa no Thrash Metal, como vocês procuram fugir do comum?
Wendel: Isso é um processo natural na banda devido às várias influências que temos e misturamos tudo na hora de compor e acaba fluindo naturalmente ocasionando em um estilo que percebemos ser um “pouco diferente” das outras bandas de Thrash!

As linhas de bateria do disco são diferenciadas e inclui até ‘blast beats’ que não são muito freqüentes no Thrash Metal...
Wendel: Sim, devido as nossas influências do Death Metal procuramos colocar nas músicas. Às vezes quando estamos compondo uma música e ela fica muito reta, bem naquele estilo Thrash ‘old school’, colocamos uma pitada de 'blast beats' e fica maravilhoso! (risos)

Ainda há uma pegada Crossover e Speed Metal no som de vocês, concorda?
Wendel: Com toda certeza e isso tudo misturamos e, no final, sai essa salada metálica! (risos)

Explique como foi a escolha do título do álbum e o que vocês querem passar com ele?
Wendel: Nós temos uma música composta há muitos anos chamada The Drunk, que gravamos nas outras demos, mas não foi para o disco e Ronny (guitarrista) chegou com uma música chamada The Power Comes from the Beer que era pra ser a The Drunk 2 (muitos risos), pois o tema era praticamente o mesmo da The drunk, só que mais divertida ainda, pois fala de sair com os amigos, ir a um show de rock, enfim, diversão. E temos outros temas também como a situação do país, revolta, falsidade das pessoas... As letras que escrevo são bem introspectivas, muitas vezes escrevo o que estou sentindo naquele momento e que na maioria das vezes estou puto (muitos risos).



Há várias participações em “The Power Comes from the Beer” como de Ítalo Guardieiro (Device), Mário Pereira (Scania) e Caio Duarte (Dynahead), entre outros. Como foi trabalhar com este pessoal?
Wendel: Cara, o Caio é um camarada incrível de se trabalhar, ele quem produziu o disco, ele é muito metódico, chato mas, no bom sentido, de querer o melhor e foi isso que ele conseguiu de nós, tirou o melhor de cada um. O Mário é nosso amigo de longas datas, inclusive já tocou baixo na banda por quase dois anos, assim como o Ítalo que também é nosso parceiro do underground, aqui em Brasília. Todos nós nos conhecemos, todas as bandas na sua grande maioria são parceiras, claro que tem uns pau no cu, mas na grande maioria somos todos amigos.

Como está a repercussão do debut tanto pela crítica quanto pelo público? O trabalho chegou a ser lançado no exterior?
Wendel: Mano, até agora só temos críticas positivas e isso me assusta porque toda unanimidade é burra (muitos risos), mas estamos com os pés no chão pois não somos ninguém no mundo do Metal nacional. Estamos começando a colher os frutos ainda. Quanto ao lançamento no exterior o disco já chegou nos EUA, Europa, Japão, Coreia e até na Índia já temos notícias de que ouviram nosso som, mas nunca lançamos nada lá fora oficialmente, foi graças ao mundo globalizado!

Como está a agenda da banda para este resto de ano e quais são os planos?
Wendel: Temos um show com o D.R.I em novembro e algumas datas em São Paulo etc... Eu não estou muito por dentro das datas, mas vai rolar shows por aí (risos).

Podem deixar uma mensagem aos leitores.
Wendel: Obrigado, Vitor Franceschini e a galera leitora do Arte Metal pela oportunidade de divulgar o Phrenesy, continue apoiando o underground nacional que é um dos mais ricos do mundo!!! Valeu galera e fiquem na paz!!!!


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