quarta-feira, 12 de novembro de 2014

InteraBanger



A seção InteraBanger do Blog Arte Metal, além de procurar inovar e tirar o veículo de certa rotina, tem o intuito de interagir com o leitor, músicos e especialistas no assunto sobre álbuns polêmicos ou não de bandas já consagradas e relevantes.

A bola da vez é o álbum “Pandemonium”, do Cavalera Conspiracy, que saiu do forno no dia 31 de outubro. O terceiro disco dos irmãos Max e Iggor era aguardado com muita expectativa e trouxe uma banda mais pesada e com vocais ‘experimentais’, assim diríamos. O disco não agradou em cheio, mas teve quem gostou, confira nas opiniões abaixo.

“Insano e bem diferente. O vocal do Max está um pouco estranho, mas não comprometeu em nada na produção. Um excelente disco, mostrando mais uma vez que os irmãos Cavalera sempre tiram coelho da cartola!” (Leandro Fernandes, Colaborador do Arte Metal)

“O vocal ficou muito abafado, pra mim, deu uma estragada no resultado final.” (Pedro Humangous, editor chefe da revista digital Hell Divine - http://helldivine.blogspot.com.br/)


“Vocal estranho, cheio de efeitos, não parecendo o Max. Sem contar que as vocalizações ficaram abafadas e atrás dos instrumentos. E o Iggor também decepciona, linhas de batera retas e sem vida. Gostei do disco, mas não me surpreendeu em nada, o pior deles até o momento.” (Renato Sanson, Heavy and Hell Press - http://heavyandhellpress.blogspot.com.br/)

“Não tem jeito, depois de “Beneath the Remains” e “Arise” o nível de expectativa vai às alturas, uma obra prima é sempre esperada, o Max passou uma fase extremamente complicada, a voz definitivamente já não é mais a mesma. Não achei ruim, mas também não achei excelente, a música Deus Ex Machina me chamou bastante a atenção.” (Alexandre Rodrigues, Crushing Axes)

“É, sem dúvida, o álbum mais Death Metal que os irmãos Cavalera já gravaram, desde o “Morbid Visions”. Muito brutal, caótico, tenso, apocalíptico. É um disco excelente, mas tenho basicamente duas ressalvas. Os vocais são "a cara" de uma banda. Embora eu seja a favor de algum experimentalismo na música (e o Max é mestre nisso), colocar vocais carregados de ‘pitch shifter’ em metade do disco foi excesso. Descaracteriza a banda e dá até mesmo para questionar se é ele quem está cantando. Se fosse em uma música, ok. Quem é fã, quer ouvir o vocal do Max, não um gutural de qualquer banda de brutal Death Metal por aí. A outra ressalva fica com relação aos elementos "latinos/brasileños" na última música, que ficaram destoantes da atmosfera pesada do álbum e soaram muito forçados. Comprei porque sou fã, mas não apresentaria a banda a quem não conhece com esse disco.” (Bruno Gabai, vocalista da Siege of Hate (S.O.H.)



“Não gostei muito. Pra falar a verdade eu gostei um pouco só do primeiro disco. Pela propaganda que ele estava fazendo, achei que fosse vir algo mais na pegada do disco “Enslaved” do Soulfly - excelente disco diga-se. Acho que o Max forçou uma situação que não existe mais. É nítido que o Iggor não tem mais muito apreço por Metal. Acho triste ouvi-lo tocando de maneira tão limitada. Não parece em nada o cara que gravou o “Chaos A.D” e “Beneath The Remains”. O disco, na minha humilde e medíocre opinião, tem várias ideias legais, mas mal resolvidas. Os vocais com ‘pitch’ ficaram legais, bem como algumas inserções eletrônicas ao longo do disco, meio que remeteu ao Nailbomb - mas sem a mesma genialidade. Eu não sou um cara que liga muito pra letras de música, mas o Max podia dar um talento nesse quesito.” (Vitor Caricati, guitarrista da banda Seattle Dead Idols)

“Certamente o mais pesado dos três...Um disco que chega pra consolidar o Cavalera Conspiracy como uma banda de verdade e não apenas mais um simples projeto!” (Diego de Moura, leitor – Descalvado/SP)

“Amo o Max, uma das minhas maiores influências, mas não curti nada nesse CD. A primeira música se parece com a última, assim como o CD todo parece uma música só e sobre a voz, dispensa comentários.” (Thiago Bonazza Fernandes, vocalista e baixista da banda Alkanza).

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