quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Tellus Terror – “EZ Life DV8” – 2014 – Independente (Nacional)

Enquanto alguns conflitos entre ‘subgêneros’ vêm chamando atenção na denominada ‘cena’ Metal, uma banda fluminense lança seu debut e para o interessado situar-se em seu som eles se auto-rotulam M.M.S. (Mixed Metal Styles). Isto é, a banda não se prende a um estilo e deixa sua música viajar pelo mundo Metal, independente se os fãs de tal Metal não gostam de outro tipo de Metal, enfim...

E o Tellus Terror, banda fundada em 2012, vem surpreendendo o underground, pois além do talento nato de seus músicos e a qualidade de suas composições, a banda faz um trabalho de divulgação profissional e sério, mostrando que não querem passar despercebidos.

Primeiro falemos da faixa Stardust, afinal ela que abre o disco. Seu início brando com um belo dedilhado seguido pelo teclado serve de prévia para uma das mais intensas faixas de abertura que escutei nos últimos tempos. É o tipo de composição que mexe emocionalmente com o ouvinte, que pode tirar toda fúria guardada dentro de ti já na primeira audição.

A peteca não cai, mas essa intensidade sofre uma desaceleração nas outras composições, até pelo fato das músicas complexas que surgem depois. Dentre elas está 3rd Rock from the Sun e sua levada mais cadenciada, com arranjos bem desenvolvidos e a excelente Brain Technology (Part 1, This Is Where It Starts...) e toda sua variação e progressão.

A mescla de estilos surte, na maior parte, bons resultados. Afinal encontram-se elementos de Death Metal, Black Metal, Symphonic Metal, Metal tradicional e por aí vai. Há até elementos mais modernos e atuais e a baixa pode estar aí, não pela qualidade do gênero, mas sim por destoar muito do proposto (nem toda mescla funciona). Mas isso cabe a algumas passagens somente.

Uma menção honrosa ao vocalista Felipe Borges que possui um gutural excelente e que varia seu timbre com limpos, rasgados como se fosse brincadeira. Além da ótima produção, “EZ Life DV8” possui uma arte gráfica magnífica, a cargo de  Seth Siro Anton (Septicflesh). Belíssima estreia.


8,5

Vitor Franceschini


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