terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Entrevista



Mal lançou seu primeiro trabalho, o ótimo EP “Queen of All Lies”, e o Addicted To Pain já balançou as estruturas do underground. Tanto que todos os músicos e a própria banda está entre os candidatos a melhores do ano da renomada revista Roadie Crew. Conversamos com o líder e mentor da banda João Paulo Pretti (vocal) que nos falou sobre a formação do grupo, seus integrantes, do trabalho atual e planos futuros.

Primeiramente nos conte como surgiu a ideia de formar o Addicted To Pain. Você chegou a selecionar os músicos ou se conheciam e resolveram montar a banda?
João Paulo Pretti: Eu estava bastante desmotivado por causa das bandas que eu havia passado no decorrer dos anos por causa dos conflitos de ideias, de direcionamento, onde todos queriam opinar nisso ou naquilo, mas na prática é difícil conciliar todas as opiniões e agradar sem causar divergências e até brigas. Então no verão de 2013 eu resolvi criar o Addicted To Pain, para eu fazer as coisas do meu jeito. Sobre os músicos, eu já conhecia o Fábio Carito desde 2009, quando nós tentamos fazer algo juntos na banda dele, a Instincted. Em 2012 eu entrei em contato com o Marcus Dotta por causa do Odhekaton, banda que eu ajudei a criar, mas que também teve os mesmos problemas que eu citei acima. E o Thiago Oliveira entrou para a banda por causa do Fábio Carito, que tocou com ele na turnê do Warrel Dane, que também teve a participação do Marcus Dotta.

E como é trabalhar com Fabio Carito, Marcos Dotta e Thiago Oliveira? Afinal são músicos envolvidos com grandes nomes do underground nacional.
João Paulo: Todos eles são bastante profissionais, e muito ocupados! (risos) Então não é sempre que rola algum tipo de conversa que não seja sobre algo já engatilhado para fazer, principalmente com o Marcus Dotta, que é o mais ocupado de todos eles.

E como foi compor o EP “Queen Of All Lies”? Vocês chegaram a cogitar gravar um CD, já que o trabalho vem com nível profissional tanto de som quanto na parte gráfica?
João Paulo: Obrigado! Que bom que você gostou! O processo de composição foi rápido. Geralmente eu componho com a ajuda do teclado ou do piano, mas às vezes eu também componho com a ajuda do violão. Eu gravo as ideias embrionárias e depois, com mais tempo, eu trabalho em cima dessas ideias. Sobre o CD completo, na verdade não. Eu quis fazer o EP para ver como seria a reação do público em relação ao direcionamento musical que eu criei para só depois eu compor o CD completo, que aliás, eu já estou fazendo isso! (risos)



Aliás, Brendan Duffey e Adriano Daga produziram o EP no Norcal Studios. Por que optaram por eles e como foi trabalhar com estes dois grandes profissionais?
João Paulo: Porque eles são os melhores naquilo que eles fazem, simples assim... E quem já teve a oportunidade de conhecer o Norcal Studios, sabe que é o melhor estúdio do Brasil, pelo menos dentro do meio Heavy Metal. Trabalhar com eles foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado. Quando eu ouço a pré – produção, que inclusive foi eu mesmo que fiz, e quando eu ouço a produção que eles fizeram, eu percebo detalhes que eu nunca teria imaginado sem a ajuda deles. O que eu mais gosto desse EP são dos timbres de baixo e de bateria, que ficaram bastante orgânicos.

A sonoridade encontrada em “Queen Of All Lies” nos remete a diversas vertentes do Metal, principalmente Hard Rock, Prog e Power Metal. Porém, o som soa diferenciado, um tanto quanto único. Você poderia explicar isso?
João Paulo: Eu escuto todas essas vertentes que você citou e eu realmente tento mistura-las para compor, então isso já responde parte da sua pergunta. Outro ponto é que eu componho orientado para a melodia de voz, para o refrão forte e pegajoso. Eu acredito que esses dois pontos juntos resultam nisso que você descreveu.

Cada música transita por um gênero, mas todas mantêm a característica do Addicted To Pain. A que você acha que deve este fato?
João Paulo: Pensando bastante no que você está perguntando, eu acredito que as ideias embrionárias, o modo como elas são compostas, são basicamente da mesma maneira, no sentido de como eu já penso a sequência de acordes, a melodia de voz mais pegajosa. Às vezes eu mudo isso, mas muitas vezes o raciocínio já é pré-estabelecido, e isso é de modo natural.



Aliás, já no primeiro EP vocês acabaram criando algo característico. Isso foi uma das preocupações ou fluiu de forma natural?
João Paulo: Eu sou muito perfeccionista e eu tinha estabelecido para mim mesmo que de algum modo eu queria chamar a atenção das pessoas que tivessem a oportunidade de escutar as minhas músicas. Então isso foi pensado, mas de algum modo também foi natural, pois se ficasse muito pensado sairia algo mecânico e consequentemente chato.

The Kings Never Die foi a faixa escolhida para o videoclipe. Por que a escolheram?
João Paulo: Porque ela representa exatamente o som que eu quero para o Addicted To Pain. Nela você encontra elementos de Hard Rock, Heavy Metal, Prog Metal e o refrão pegajoso. Eu queria que as pessoas que assistissem ao videoclipe soubessem o que o Addicted To Pain realmente é, e The Kings Never Die representa ao pé da letra essa mistura de vertentes dentro do Heavy Metal.



Aliás, o vídeo teve como um dos diretores Jr. Carelli (tecladista do Noturnall), que também gravou os teclados de The Kings Never Die. Como foi este trabalho com Jr. e como chegaram até ele?
João Paulo: Jr. Carelli é o melhor tecladista que nós temos na atualidade e isso já é motivo para eu ter ido atrás dele! (risos) Nós conversamos por Facebook, eu mandei algumas músicas para ele ouvir e ele gostou e consequentemente fez os arranjos de mais duas músicas, além de The Kings Never Die, que serão lançadas daqui uns meses. Como ele é um dos proprietários da Foggy Filmes, eu pesquisei alguns trabalhos que ele já tinha feito e eu gostei bastante. Então foi meio que natural nós continuarmos trabalhando juntos.

E qual a repercussão do trabalho até então?
João Paulo: O EP foi lançado dia 6 de dezembro e o videoclipe há algumas semanas antes, então ainda é cedo para eu tirar conclusões mais detalhadas do resultado, mas até agora eu só tenho recebido comentários positivos, seja através das redes sociais ou através das resenhas que já saíram, destacando justamente o som único que você mesmo citou, a qualidade das melodias de voz, dos refrãos, que era algo que eu realmente queria alcançar com esse EP.

Quais os planos para 2015? Agenda de shows, enfim?
João Paulo: Ainda tem mais músicas para serem lançadas, videoclipe com a participação de outros músicos bastante conhecidos na cena e a produção do CD completo. Sobre shows, eu ainda estou conversando com algumas agências de booking para só depois nós cairmos na estrada e divulgar ainda mais as músicas do EP  “Queen Of All Lies”.

Muito obrigado. Pode deixar uma mensagem.
João Paulo: Eu agradeço o espaço cedido para o Addicted To Pain e eu desejo muito sucesso com o seu trabalho através do Arte Metal! Que 2015 seja um ano de muitas realizações para todos nós! Saúde e paz!


Um comentário:

  1. Parabéns a todo o pessoal da "Addicted to Pain", excelente trabalho. Tive a oportunidade de ouvir o EP e curti demais. O som de vocês tem autenticidade, e acredito que esse é o diferencial da banda, saindo dos clichés que muitas bandas andam nos apresentando. Parabéns, mais uma vez, estou ancioso para o lançamento do álbum. Muito sucesso nesse 2015! Grande abraço!

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