sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Entrevista





Uma parceria entre o selo alemão Quality Steel e a gravadora brasileira Shinigami Records tem trazido ótimas bandas, até então desconhecidas do público brasileiro. Uma delas é o Andsolis, grupo alemão que pratica um Progressive Melodic Death Metal de qualidade e lançará em breve seu primeiro disco “Vigil” na Europa (o trabalho já foi lançado no Brasil). Conversamos com o guitarrista e fundador Simon Abele e com o baterista Marco Tecza que, ao lado de Manuel Siewert (vocal), Oliver Kilthau (vocal), Stefan Rosenmayer (guitarra), Martin Pohl (teclado) e Bryan Zwiers (baixo), buscam um lugar ao sol.


Primeiramente gostaria que vocês apresentassem a banda, já que o Andsolis é uma banda relativamente nova. Como a banda foi formada?
Marco: Bem, olá. O Andsolis se formou em 2012 pelo Simon, então acho melhor ele responder essa.

Simon: Comecei os esboços das músicas antes mesmo de procurar as pessoas para se dedicar e compartilhar minhas ideias. E foi realmente incrível encontrar esses caras legais e talentosos. Sou muito grato.


E desde que se juntaram a intenção sempre foi seguir essa sonoridade mais complexa?
Simon: Tentei vir com um rótulo para a música do Andsolis. Escolhi propositalmente o Progressive porque não somos uma banda ‘Technical’. Nosso material não é difícil de tocar (eu só posso falar pelas guitarras, risos). Eu prefiro procurar diferentes abordagens para a atmosfera e dar voltas e voltas dentro da composição.

Marco: Humn, sinceramente eu não sei se soamos complexos ou não. Quando Simon chegou até nós com as demos de “Vigil”, o restante da banda apenas escreveu suas partes junto a essas demos. Fazendo isso, nós tentamos escrever as melhores peças para chegar às ideias de Simon, para lhe dar alguma forma mais aprofundada. Claro que, se você tem músicas com mais de 8 minutos, você simplesmente tem que fazer algumas variações, mas no final, a nossa única intenção era a de apoiar a música.


E como definiriam a música do Andsolis?
Marco: Eu pessoalmente definiria como Progressive Melodic Death Metal com as influências de outros gêneros como Ambient e o Progressivo dos anos 70. Mas eu não sou muito bom em definir o estilo de uma música. Pessoalmente digo que fazemos a música que nos diverte.


Vocês chegaram a lançar algo antes do trabalho “Vigil”?
Marco: Até agora lançamos apenas um lyric video. Mas, estou trabalhando duro em alguns roteiros de alguns vídeos de música. Estou realmente animado em relação a isso, afinal com o vídeo você tem a oportunidade de divulgar sua música sob uma luz diferente, eu diria. É como olhar as letras de uma forma diferente.


E como foi o processo de composição de “Vigil”? As composições vêem desde a fundação da banda ou são mais recentes?
Simon: O processo de composição foi muito bom, então posso dizer que as composições foram resultado da mesma forma criativa, sendo que as músicas curtas são um pouco mais velhas que as mais longas. A canção mais antiga do álbum é um epitáfio limpo e humilde chamado de The Laughter Echoes.


A sonoridade do Andsolis é relativamente complexa. Na hora de compor, essa complexidade surge naturalmente ou é algo que a banda sempre planejou?
Simon: Quando comecei a compor eu tinha a imagem clara do que eu queria para a nossa música. Falando em raízes, é uma mistura da grande escola de Gotemburgo de Death Metal (Gates of Ishtar, Eucharist, Dark Tranquillity), no mais, composições mais ecléticas de nomes como Opeth, Enslaved ou Disillusion, além de alguns nomes não-clichês do Prog/Power Metal como Psychotic Waltz ou Fates Warning. Eu provavelmente poderia mencionar outras 100 bandas que me inspiraram, direta ou indiretamente aqui. Eu não acho que as músicas são muito técnicas, e eu estava profundamente imerso nas composições que elas não soam complexas para mim. Tenho certeza que assim que o ouvinte se sentir familiarizado com elas, ele vai notar que as músicas não são complexas. Enfim...



A banda tem como principal característica os vocais que são divididos entre Manuel Siewert e Oliver Kilthau. Como é, e qual a diferença em se trabalhar com dois vocalistas? Quem cria as linhas vocais?
Marco: Bem, você tem duas divas à frente da banda (gargalhadas), brincadeirinha. Dois vocalistas simplesmente lhes dão mais opções. Algumas partes imploram por grunhidos, sendo que outras exigem uma voz mais limpa. E nós podemos dar a cada parte aquilo que nos convêm, o que realmente é um luxo, creio. Quando Simon enviou as demos para as bandas, ele enviou com sua voz, quando achava melhor encaixar vocais guturais ele sussurrava. Com essa diretriz, Oliver (vocais limpos) e Manuel (gutural) trabalharam em suas partes. Mas não houve limites para isso. Então, criaram da forma que acharam melhor.


Apesar da complexidade, a produção do disco soa crua. Esse foi um objetivo atingido?
Marco: Sim, foi. Os temas deste álbum são muito crueis e tristes, lidando com cortes muito profundos sobre a vida de alguém. Acho que, com tais motivos, você simplesmente não pode querer uma produção limpa; ela tem que ter suas arestas.

Simon: Exatamente. Eu também senti a necessidade de uma produção muito natural. Eu realmente não gosto destes trabalhos super-produzidos que o Metal tem mostrado hoje em dia.


“Vigil” foi lançado no Brasil via parceria entre Quality Steel Records e Shinigami Records. Como é ter o primeiro álbum lançado em nosso país?
Simon: Enquanto conversamos, o álbum está à beira de seu lançamento na Europa - e nós realmente temos grandes expectativas.


E como está a divulgação do álbum?
Simon: A primeira resposta da cena é muito promissora. O álbum será lançado aqui também no dia 20 de fevereiro em formato de CD e LP 12”.


Quais os planos para 2015?
Marco: Além de filmar os vídeos, planejamos tocar muito. Não vemos a hora de cair na estrada e tocar as músicas ao vivo. Agora, temos a nossa festa de lançamento prevista para o dia 17 de abril, que contará com as grandes bandas Fragments Of Unbecoming, Lyfthrasyr, Zombieslut e Olphor.

Simon: Espero terminar o 2º álbum e fazer uma turnê no Brasil, onde realmente sinto que nosso som é bem quisto. Valeu a todos nossos amigos que nos apoiam aí!


Muito obrigado. Podem deixar uma mensagem aos brasileiros.
Marco: Obrigado por gastar seu tempo falando com a gente. Bem, eu quero agradecer a todos que dedicaram seu tempo ao ler esta entrevista e talvez nos conhecido. Isso realmente significa muito para nós, pois há tantas grandes bandas por aí. E todas as reações que recebemos do Brasil até agora foram mais do que impressionantes. Nós nunca sonhamos com tais reações e feedbacks. Então, mais uma vez, muito obrigado. Felicidades!


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