segunda-feira, 13 de abril de 2015

Blackwelder – “Survival Of The Fittest” – 2015 - GoldenCore Records/ZYX Music (Importado)

Quando a formação do Blackwelder foi anunciada causou furor, afinal uma banda com Ralf Scheepers (vocal, Primal Fear, ex-Gamma Ray), Andrew Szucs (guitarra, Seven Seraphim), Bjorn Englen (baixo, Dio Disciples, ex-Yngwie Malmsteen) e o brasileiro Aquiles Priester (bateria, Primal Fear, Hangar, ex-Angra) chama atenção antes mesmo de lançar alguma coisa.

E, até com certa rapidez, saiu o debut deste grupo que parece um projeto, mas levado muito a sério. É claro que o ouvinte vai encontrar uma música de qualidade, por motivos óbvios, mas quem pensa que o quarteto aqui foge muito além da sua escola se engana.

Encontramos em “Survival Of The Fittest” um Power Metal cheio de clichês com grande flerte com o Prog Metal e pitadas de Hard Rock. A diferença neste trabalho é que Scheepers está cantando mais ‘suave’ e mostrando um lado diferente em seus vocais, algo mais brando e, mesmo assim, técnico. É lógico que há seus agudos tradicionais, mas sem forçar, coisa que ele faz muito bem no Primal Fear.

Aquiles também guarda um pouco de sua munição e não ataca seu kit como ele sabe. Claro que a precisão, o uso inconfundível de dois bumbos e a pegada tradicional do brasileiro estão lá, mas é o básico em se tratando dele. Assim como o baixista Englen que traz suas linhas pesadas tradicionais e faz seu papel com coesão.

Sem dúvidas, nessa parte individual, Szucs é o grande destaque. O guitarrista praticamente auxilia Scheepers com sua guitarra cantante (dê uma ouvida em Inner Voice) e coloca influências de Neo Classic Metal nas músicas com sua técnica apuradíssima.

Com mixagem de Matt Smith (Theocracy) e masterização de Anfinn Skulevold (Abhoth, Access Hollywood), a produção é de qualidade, podendo só ter dado um gás maior no peso dos instrumentos, mas apenas um detalhe. Destaque para as faixas The Night of New Moon, Freeway of Life, a já citada Inner Voice e With Flying Colors. Poder nos refrãos e boas melodias é o forte. Enfim, um álbum que se esperava qualidade, e que possui qualidade. Mas nada além do esperado.


8,5

Vitor Franceschini


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