segunda-feira, 1 de junho de 2015

Black Oil – “Resist To Exist” - Sliptrick Records (Importado)

Este segundo disco do Black Oil, banda californiana que conta com o guitarrista brasileiro Adassi Addasi, é detalhista. Apesar de se enveredar pelos caminhos do Groove, Thrash e Death Metal, o que encontramos aqui é uma sonoridade que não se contenta em fechar o leque.

A princípio, temos guitarras nervosas, com riffs agressivos e solos bem encaixados, deixando que a bateria dê a variação de ritmo e que o baixo adicione o ‘groove’ necessário às composições. Tudo tendo a frente os vocais insanos de Mike Black que alterna guturais sinistros com rasgados mais raivosos.

Mas, como dito no primeiro parágrafo, a banda ainda incrementa em sua música elementos e levadas que vão desde o mangue beat até influências da música latino-americana, sem demasia, mas de uma forma que transpareça e faça com que o ouvinte consiga sacar a proposta.

As letras com cunho revolucionário alternam idiomas, dando prioridade ao inglês, mas com passagens em espanhol e um pouco de português. Interessante que em alguns refrãos (outro elemento forte da banda) as letras são cantadas em duas línguas tendo o mesmo significado nas palavras. Essa foi uma sacada interessante que merece destaque.

Rise Up, que abre o disco, chega a ser uma música direta, mesmo com uma boa quebrada. Callate é outro destaque e conta com a participação de Tony Campos (Fear Factory, Ministry), sendo que a ‘abrasileirada’ Combustion (com participação de Silverio Pessoa) bebe na fonte de Sepultura (‘Roots’) e Soufly (de início). Destaque também para a nervosa Revolution (com participação de Raymond Herrera, ex-Fear Factory, Brujeria) e Stand Against Everything (que conta Hector Guerra, Zero el Vuh e Ricardo Vignini) e seu flerte com a música latino-americana.

Além destas participações, vale lembrar “Resist To Exist” foi gravado e produzido por Cristian Machado (do Ill Nino), Logan Mader (ex-Soulfly, Machine Head) e Erik Reichers. O que Black Oil apresenta neste álbum pode ser semelhante a várias coisas, porém é algo de extremo bom gosto e possui uma aura única. Apesar da agressividade do disco, é um trabalho que deve ser degustado aos poucos. Muito bom!


9,0

Vitor Franceschini


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