sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Entrevista: Desolate Pathway



Após deixar o Pagan Altar e o Sacrilege, o guitarrista Vince Hempstead criou um projeto solo com intenção de gravar apenas. Mas, logo esse projeto tomou forma e veio a se tornar o Desolate Pathway, banda de Heavy/Doom Metal que tem em seu líder uma forte admiração por temas épicos. Ao lado de Simon Stanton (vocal), Jim Rumsey (baixo) e Mags (bateria), lançou o debut “Valley of the King” em 2014 e agora prepara um novo trabalho. Conversamos com Vince que nos contou mais sobre “Valley of the King”, falou da banda e seus projetos futuros, além de outros assuntos.

Primeiramente conte-nos um pouco de como surgiu o Desolate Pathway?
Vince Hempstead: Primeiro começou como um projeto solo de estúdio chamado Origin Konrad. Eu tinha comigo Darin McCloskey, do Pale Divine, como baterista. Foi divertido. Depois do Pagan Altar, eu precisava ser mais criativo, por isso formei essa banda que teria o mesmo nome do projeto inicial, mas eu mudei o conceito todo, gênero e estilo, por isso precisava ser algo renascido, como algo novo e especial.


Ao ouvir o primeiro disco da banda, “Valley of the King” (2014), nota-se que além das características próprias, o Desolate Pathway traz influências de suas ex- bandas (Pagan Altar e Sacrilege), o que até natural. Você concorda com isso?
Vince: Bem, claro. Depois de tocar com Pagan Altar por 2 anos sou naturalmente influenciado por eles, mas isso vai além como de volta aos anos 80 em nomes como Iron Maiden, Judas Priest e o primeiro álbum do Candlemass. O Desolate Pathway traz influências de todas as grandes bandas de Metal.




Como foi compor “Valley of the King” e por que decidiu por um álbum conceitual?
Vince: Eu sou um grande fã de faixas que contam uma história, por exemplo, At The Gallows End do Candlemass, tal drama e atmosfera. Eu também sou um grande fã de Game of Thrones e O Senhor dos Anéis por isso foi perfeito combinar tudo isso no nosso álbum de estréia.


E por que a escolha da história do príncipe Palidor? Você é fã de histórias épicas?
Vince: Sou um grande fã de Manowar, acho que posso obter mais narrativas épicas do que estes caras. O personagem Príncipe de Palidor foi retirado do livro "Cavaleiro da Gladius".


Na questão do instrumental. Você tentou fazer com que as músicas casassem com a história perfeitamente ou preferiu deixar que isso fluísse de forma natural?
Vince: Eu escrevo a música com o tema em mente primeiro, então tento manter o mesmo estilo com muitas partes da atmosfera e fraseados interessantes. Depois disso incluímos as letras. Isso não flui completamente naturalmente.


O disco possui uma conotação Doom Metal, mas transita entre o Heavy Metal tradicional e a NWOBHM. Você concorda que estes estilos prevalecem no trabalho e mesmo assim a sonoridade da banda soa atual?
Vince: Sim, de fato. Nossas principais influências são NWOBHM, mas todos nós somos grandes fãs de Black Sabbath. Nós queríamos combinar todas essas influências para fazer algo único suficiente para os fãs de ambos os gêneros gostarem.




Variações rítmicas também são pontos importantes nas composições do álbum. Quão importante vocês acham isso para a melhor fluência de um disco?
Vince: As variações de ritmo são muito importantes neste álbum. Elas criam profundidade e o poder de toda a história. Qualquer coisa desde cavalos a galope na faixa Forest of Mirrors, a luta de espadas em The Valley of The Kings...


As composições de “Valley of the King” mostram certa objetividade, mesmo sendo bem exploradas musicalmente. Fale-nos um pouco a respeito disso.
Vince: O álbum conta uma história em cada faixa. Ele evolui e cria dificuldades e tribulações. Cada faixa foi concebida para retratar a história na ordem correta, tanto musicalmente como liricamente. Recomendamos ouvir o álbum inteiro do começo ao fim para poder ser levado na viagem.


Como tem sido a repercussão do trabalho até então? Vocês chegaram a obter resposta aqui do Brasil?
Vince: Tem sido incrível. Cada avaliação única em todo o mundo tem sido grande. Muitas entrevistas e do Brasil também. Também a construção de uma base de fãs mais importante.


E quais os planos da banda? Há algo novo a caminho que podem nos adiantar?
Vince: Estamos vendo pra tocar nos festivais europeus e em outros lugares. Vamos lançar o single “Halloween” com o guitarrista Kostas Salomidis da banda de Doom Metal Sorrows Path. Estamos com 75% do novo álbum finalizado e temos a intenção de lançá-lo em março de 2016. O álbum também será conceitual e irá abordar a mitologia grega.


Muito obrigado. Podem deixar uma mensagem aos brasileiros.
Vince: Nosso objetivo é dar algo para todos, então se você ouvir nossas faixas, esperamos que você possa se relacionar com a nossa intenção de fazer música épica.


https://www.facebook.com/desolatepathway

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