quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Verborragia Sonora: Viva e deixe viver!



Por Luis Carlos

Muitos fãs se espelham no que determinados artistas são e fazem, mas será que isso se aplica à realidade? Muitas vezes um marketing revela que tudo pode ir por água abaixo se levado a um nível extremo. Tom Warrior do HellHammer e Celtic Frost é venerado e cultuado por uma ala mais radical do estilo, porém, o mesmo lançou discos que jogaram por terra todo esse radicalismo dos fãs.

A idolatria pode de ser cruel para quem é fã e enxerga dessa forma, porque muitas vezes toma para si uma verdade que sequer existe e quanto à atitude do citado Tom Warrior, me colocando como exemplo, eu gosto de todos os discos que lançou e eu o apoio porque ele fez porque quis assim e se alguém elevou a ideia de que a banda deveria seguir determinado estilo baseando naquilo em que acreditava e não o artista em questão, certamente não é um problema dele.

Quorton do Bathory é outro exemplo, mas ele fez um trabalho solo fora de sua banda que nada tem a ver com o estilo Black ou Viking, e sim, discos que eram fortemente influenciados pelo Classic Rock e pelo Alternativo, um elo entre Led Zeppelin e Alice in Chains, e vai saber o que ele faria se ainda tivesse vivo,e é por isso que as pessoas pecam quando dizem: “Se Cliff Burton fosse vivo, o Metallica não faria álbum assim ou assado”. Mas a verdade é que ninguém tem garantia disso, pois até onde sei, a história é que Cliff era o cara menos radical na banda e em 1983 já citava grupos como ZZ Top e R.E.M (que ainda nem era sucesso mundial e lançava seu primeiro disco “Murmur” de 1983).

Tom Araya do Slayer foi outro que em diversas entrevistas citou bandas que nada tem a ver com sua banda, então é bom você separar o artista pelo qual admira musicalmente daquilo que é fruto de suas escolhas com o que é bom, porque isso só se aplica a você. É bom espelhar-se em alguém para que seja, tenha e faça algo bom em sua vida, mas é bom que isso também não reflita demais e te cegue por completo para uma vida pelo qual só deveria pertencer a si mesmo e mais ninguém.

Eu sou e sempre serei a favor da música acima de tudo, prefiro separar uma coisa da outra, ainda que muitas vezes algumas ideias de alguns artistas me irritem. Ted Nugent é um bom exemplo, mas é mais saudável que isso não influencie, pois o citado artista nem sabe e/ou nem se incomode com sua opinião. Leia a sua biografia, creio que será bem mais enriquecedor pra sua vida e certamente terá uma base bem melhor para falar alguma coisa sem gastar seu tempo dizendo besteiras.

Se você é músico e tem uma banda, abra seu olho e se perceba nisso, já que esse tipo de atitude pode ser um tiro no seu pé e no da sua banda, e reveja bem, analise o tipo de postura de muitos artistas, sejam eles influências ou não para você, pois se concordar com eles estará tudo bem, se não deixa pra lá e não siga o mesmo caminho. Veja que muitos artistas e bandas são criticados mais porque estão produzindo, daí gostar ou não é opção, mas se fulano é hetero ou não, fulano é cristão ou não, na boa ? Sai dessa vida, porque isso não vai te agregar em nada e muito menos vai afetar a vida do artista. O artista é tão humano quanto você, com qualidades e defeitos. Eu também tenho meus gostos pessoais e coisas pelo qual eu não gosto, mas prefiro brincar com isso a ter que me estressar, meu lema tem que ser esse: VIVA E DEIXE VIVER!!!











LUIS CARLOS é Produtor da Be Magic e faz eventos de Heavy Metal no Rio de Janeiro, tocou Bateria na extinta Statik Majik e hoje faz parte na The Black Rook.

Um comentário:

  1. Permissão para curtir 10 vezes. Mesmo eu sendo um maleta sonoro muitas vezes mais que isso. Mas aí já é outro papo que rende bem mais.

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