terça-feira, 8 de dezembro de 2015

W.A.S.P. – “Golgotha” – 2015 – Shinigami Records (Nacional)

Não adianta negar, o público Rock/Metal sempre fica apreensivo diante de um lançamento de uma banda consagrada. Ok, o W.A.S.P. não é o Iron Maiden, muito menos o Metallica, mas a banda de Blackie Lawless é um ícone do Hard ‘n’ Heavy e tem a carreira consolidada. Por isso as críticas dos fãs dobram nesse caso e vêm de mãos dadas com a mencionada apreensão.

Mas, “Golgotha” já ganha em seu primeiro quesito, pois é um típico álbum do W.A.S.P. Tudo o que caracterizou a sonoridade da banda e mais um pouco está ali, como guitarras melódicas, mas com peso na medida certa, solos bem encaixados, cozinha simples e consistente, além do típico vocal de Lawlees que aqui soa um pouco mais polido e melódico, além do tradicional ‘chiclete’ que são as composições.

Destrinchando, temos um disco em que a banda pouco arrisca em inovações, o que não significa algo ruim, afinal se o W.A.S.P. criou uma identidade, ele pode fazer o que bem entender dela. As músicas são bem estruturadas e estão com um nível de melodia acima dos trabalhos anteriores, assim como um ‘quê’ de mais acessibilidade.

As bases de guitarra continuam típicas, não tão distorcidas como de costume e os solos de Douglas Blair são técnicos e melódicos, além de caírem como uma luva. Completando quase 20 anos na banda, Mike Duda continua fazendo seu trabalho de forma simples e consistente no baixo, assim como as linhas de bateria aqui a cargo de Michael Dupke, que em “Golgotha” tocou como músico contratado.

Pra quem não sabe, Lawless se converteu ao cristianismo e as letras abordam além de temas relacionados à religião, também à política. Todas as composições são bem bacanas, mas se o ouvinte estiver com pressa procure ouvir Scream, que abre o disco muito bem, Last Runaway, a belíssima balada Miss You e a sensacional faixa título. Alguns irão dizer e outros até já disseram se tratar do mais do mesmo, só que mais do mesmo do W.A.S.P. é bom pra caramba!


9,0

Vitor Franceschini


Um comentário:

Shinigami Records