terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Machinaria – “Sacred Revolutions Profane Revelations”

(2014 – Nacional)

MS Metal Records

Sem sombras de dúvidas o Thrash Metal é o sub-gênero mais disseminado dentro do Heavy Metal, abrangendo diversas facetas, além de se encaixar com vário outros. Desde o surgimento do estilo na década de 80 até os dias atuais, o Thrash sempre se renovou, mas também retornou às raízes e se mesclou sem parar.

Incorporando tal gênero, o Machinaria opta por manter seu leque aberto, mesmo mantendo a brutalidade necessária nas composições. Além do Thrash Metal, focado mais na linha dos anos 90, a banda se utiliza de elementos do Metal em si e do Alternativo, soando bem versátil.

O início do disco é agressivo. Afinal, músicas como Iconoclast, Scapegoat e Act of Justice soam enérgicas e ditam o peso. Depois delas, a banda tira um pouco o pé e mostra mais versatilidade, o que não significa que a qualidade de “Sacred Revolutions Profane Revelations” cai, muito pelo contrário.

Holy Office é uma música interessantíssima que mostra o lado mais alternativo, além da versatilidade da banda. O vocalista Luciano Ferraz mostra sua carta na manga e detona com suas linhas que vão da limpa, passando pela mais rouca e batendo em um gutural competentíssimo.

A faixa título é uma ‘heavy ballad’ de tirar o chapéu e mais uma prova de que a banda pode trilhar qualquer caminho sem perder suas características. A agressividade aliada ao ‘groove’ pode ser conferida na bônus Burning My Soul que é uma música contagiante e feita pra ‘pogar’. No final das contas, o debut que foi gravado (e muito bem) no Porta Housemetal Studio, tem um resultado bem acima da média!


8,0

Vitor Franceschini


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