terça-feira, 29 de março de 2016

Soilwork – “The Ride Majestic”

(2015 – Nacional)                    

Nuclear Blast/Shinigami Records

Pelo menos este redator vê como heresia rotularem o Soilwork como Metalcore atualmente. Não sendo pejorativo com tal gênero, e nem negando que a banda se utilizou de elementos do mesmo em seu último álbum, mas os suecos estão longe de focarem suas composições nisso.

“The Ride Majestic”, décimo álbum de estúdio da banda, pode ser uma resposta a tal fato. Além de um leve retorno às raízes do grupo, o trabalho mostra que os suecos são muito mais abrangentes e sem sombras de dúvidas são um dos principais nomes do Melodic Death Metal atual, senão o maior.

Não que o novo trabalho soe totalmente dentro do estilo, até porque a banda criou uma identidade própria e talvez viva o ápice disso. O fato é que exploram o estilo e a isso aliam melodia e elementos do Metal alternativo, sem soar tendencioso e mantendo a agressividade necessária.

Por falar em melodia, o grupo enfatiza bem esse quesito no álbum principalmente em se tratando de solos de guitarras. Guitarras que não contam mais com a execução de Peter Wichers, um dos principais membros da banda e que deixou o grupo pela segunda vez. Tão menção se deve ao fato de o músico não fazer muita falta neste trabalho. Aliás, outro que deixou a banda logo após as gravações foi Ola Fink, que foi substituído por Markus Wibom.

Se não é o disco mais rápido do Soilwork, “The Ride Majestic” trouxe certo dinamismo de volta à banda e possui composições com menos variação rítmica, além de mais objetividade. Na questão peso a banda tirou um pouco o pé, mas as músicas não perdem em agressividade.

Björn "Speed" Strid mostra uma de suas melhores performances, encaixando bem suas linhas com uma versatilidade que vai do rasgado, passando por gritos e vozes limpas de forma bem natural. Destaque para as faixas The Ride Majestic, Enemies in Fidelity, Petrichor by Sulphur, The Phantom (com uma intro a lá Black Metal e participação de Pascal Poulsen do Odium), a balada pesada Whirl of Pain e a alternativa Shining Lights. Ainda há participação de Nathan James Biggs (Sonic Syndicate) na música Father and Son, Watching The World Go Down e a versão nacional conta com duas bônus. Corra atrás do seu!


8,5

Vitor Franceschini


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