quarta-feira, 18 de maio de 2016

Sad Theory – “Vérmina Audioclastia Póstuma”

(2015 – Nacional)
                             
Independente

Não tem explicação a banda curitibana Sad Theory não ter tido um reconhecimento maior no cenário nacional. Afinal, desde o seu primeiro disco “The Lady & the Torch” (2002) a banda se mostra à frente no Progressive Melodic Death Metal, tanto musicalmente como nas letras. Não bastasse a falta de um melhor reconhecimento, a banda sofreu dois hiatos que, felizmente, não impediram o grupo de manter uma carreira regular.

Em 2015, o atualmente trio formado por Cláudio "Guga" Rovel (vocal), Alysson Irala (guitarra, baixo e bateria programada) e Daniel Franco (baixo) lançou este quinto disco e provou ainda mais que o grupo é realmente diferenciado e não se dá por satisfeito tão fácil.

Dando sempre atenção às letras, a banda desta vez trouxe uma temática conceitual, e trouxe como base uma escala utilizada em Oncologia (Karnofsky), que descreve a jornada de um indivíduo desde sua saúde perfeita até a lenta instalação da enfermidade e a chegada da morte. O tema tem total ligação e contribuição da chegada do baixista Daniel, que é médico.

Falando da parte instrumental, a banda está tinindo. Mantendo sua característica de unir melodia com técnica, os tradicionais trabalhos de guitarras inspirados no Heavy Metal tradicional continuam ali, porém mais versáteis, sendo que a cozinha conta com linhas de baixo independentes e uma bateria bem encaixada que ajudam na variação rítmica que é o forte de “Vérmina Audioclastia Póstuma”.

Outro ponto forte do disco é a emoção que circunda as faixas, algo que só cresceu com a manutenção das músicas cantadas em português, já que a banda optou por isso desde o disco anterior, “Descrítica Patológica” (2012). Sem contar que a cada audição uma dúvida paira sobre quais faixas são melhores no disco.

De qualquer forma é importante destacar Algofobia, Karnofsky 70 - 41 (Ícaro), Vilipêndio Afetivo e Karnofsky 40 - 0 (Êxito Letal) que chamam atenção desde a primeira audição. A gravação, mixagem e masterização no Funds House Studio só colaboraram com a qualidade. Com certeza um dos melhores discos nacionais de 2015!


9,5

Vitor Franceschini


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