sexta-feira, 29 de julho de 2016

Denner/Shermann – “Masters of Evil”

(2016 – Nacional)

Abigail Records

Quando os incomparáveis guitarristas Hank Shermann e Michael Denner (ambos do Mercyful Fate) anunciaram essa parceria, os fãs da banda dinamarquesa e até mesmo de King Diamond ficaram eufóricos. O anuncio de Snowy Shaw (bateria) enfatizou a euforia, afinal ali estaria 70% do Mercyful Fate.

Completados pelos não menos competentes Sean Peck (vocal, Cage) e pelo baixista Marc Grabowski (ex-Corruption), a banda soltou o EP “Satan’s Tomb” (2015) que mostrava a pegada inconfundível da dupla nas seis cordas, além de algumas particularidades a mais.

“Masters of Evil” segue a linha do EP, mas com estas mencionadas particularidades a mais, o que mostra que o grupo se preocupou em soar como Denner/Shermann e não como suas ex-bandas. Sim, há referências de Mercyful Fate, afinal os caras se tornaram o que são na banda, mas ao mesmo tempo em que Peck trouxe suas influências, a banda não tentou fugir e também não tentou ser igual às lendas da Escandinávia.

Fato é que temos um ótimo disco de Heavy Metal, que traz um trabalho equilibrado nas guitarras, com bases bem desenvolvidas e solos que soa como a identidade de Denner e Shermann, isto é, inconfundíveis. A roupagem, no entanto, não soa enraizada e ganha um tom moderno, fazendo com que a música aqui não soe datada.

Peck é um ótimo vocalista com seu timbre versátil e só peca em não utilizar mais esse recurso, já que pode variar ainda mais e não ficar tentando subir sempre os agudos. A cozinha é a grande surpresa, não com Shaw que é um ótimo baterista e prova o ‘por quê’ disso, mas com o baixista Grabowski que cria linhas independentes e que se destacam e meio a massa sonora.

“Masters of Evil” é um disco que mantém a qualidade acima da média durante toda a sua audição, mas soa como algo que poderia ser ainda melhor (pelos músicos envolvidos a exigência sempre aumenta). Longe de ser ruim, mas a cada audição fica aquele gosto de quero mais e sabemos que pode ter mais. De qualquer forma sacia a saudade de ouvir essas ótimas guitarras e é um grande disco de Heavy Metal


8,0

Vitor Franceschini


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