quarta-feira, 20 de julho de 2016

InteraBanger: Lacuna Coil



A seção InteraBanger do Blog Arte Metal, além de procurar inovar e tirar o veículo de certa rotina, tem o intuito de interagir com o leitor, músicos e especialistas no assunto sobre álbuns polêmicos ou não de bandas já consagradas e relevantes. Outros assuntos relativos às bandas ‘mainstream’ (ou nem tanto) também serão comentados esporadicamente.

Os italianos do Lacuna Coil há algum tempo vêm moldando seu som de uma forma mais Alternativa e talvez tenha chegado ao ápice disso com seu novo trabalho, “Delirium”. A banda que surgiu e conquistou status de um dos ícones do Gothic Metal, hoje enfrenta a resistência de alguns, mas ganha força mais abrangente. Confira o que o pessoal achou de seu novo disco.

“Muito estranho. No meu franco ponto de vista ate o penúltimo álbum duplo a banda tinha uma maior afinidade. Depois que se desmembrou, as músicas se tornaram ocas de certa forma, mais sem graça, só isso!” (Fernando Faria Maciel, leitor – Paracatu/MG)

“Olha, eu ouvi uma música na net, mas não curti... Na verdade o último disco que eu curti do Lacuna foi o “Comalies” (2002), depois foi ficando tudo meio americano e genérico demais. NA MINHA OPINIÃO.” (Rodrigo Balan, Metal Media - http://www.metalmedia.com.br/)

“Bem, é um bom disco que, apesar de soar um pouco repetitivo, cumpre bem seu papel de mostrar uma sonoridade mais moderna. Destaco The House of Shame, Take me Home e Claustrophobia. De qualquer forma, “Delirium” está longe de ser um grande álbum, e com a avalanche de ótimos lançamentos da música pesada em 2016, tende a passar batido.” (Paulo Pontes, jornalista – Valinhos/SP)

“Vou destoar da maioria que não curtiu o álbum. O Lacuna Coil sempre teve uma pegada mais comercial, só que fazia isso sem fugir muito de uma receita mais tradicional e por mais que as vezes fechemos os olhos, a fórmula já estava começando a demonstrar saturação no “Comalies” (que é ainda sim, um belo álbum). Com “Karmacode” (2006) começaram a buscar novas alternativas e sim, a modernizar seu som, o que não é crime algum e finalmente com o “Delirium” conseguiram acertar a mão dentro do que buscavam faz tempo. É um trabalho muito mais coeso que os anteriores, que flui de forma bem natural, com melodias que dão um apelo comercial, mas sem abrir mão do peso e de uma dose de agressividade. Aliás, acho “Delirium” o trabalho mais pesado do Lacuna Coil. E, ao meu ver, as melodias Góticas/Atmosféricas do passado estão presentes em “Delirium” e ele me soa como se o Korn tivesse se juntado ao Lacuna Coil para regravar o “Comalies”. Consigo compreender quem não curtiu o mesmo, mas gostei demais desse novo álbum e ele me surpreendeu positivamente!” (Leandro Vianna, A Música Continua a Mesma - http://musicacontinuaamesma.blogspot.com.br/)



“Sou suspeito pra falar, pois esta é uma de minhas bandas favoritas, mas particularmente gostei bastante deste álbum. Essa influência 'americanizada' já acompanha a banda desde o "Karmacode", portanto não é novidade alguma. A primeira faixa, The House of Shame, é pesadona, com riffs quebrados, talvez seja por causa dela que estão dizendo que parece 'Metalcore', mas se ouvirem realmente vai notar que ela tem momentos bem 'Doom'. A segunda, Broken Things já vem com essa pegada Nu Metal, e é uma de minhas favoritas. A interpretação da Cristina Scabbia tá linda e o refrão é grudento. A faixa-título, apesar do refrão simples, é mega pegajoso (no bom sentido) e fica na cabeça. Uma outra que curti bastante foi Downfall, pois possui um clima melancólico, bem do jeito que eles sabem fazer muito bem. Se eu falar mais será praticamente uma resenha completa (risos). Mas, eu acho que eles relembraram a fórmula do "Karmacode" e acrescentaram mais algumas coisas. Ah, não posso deixar de comentar sobre o Andrea Ferro voltar a cantar rasgado/gutural em algumas músicas, adorei.” (Julio Feriato, Heavy Nation - http://heavynation.blogosfera.uol.com.br/)

“Gostei da música título, me lembrou o passado deles. Tem outras duas músicas que me chamaram a atenção pelo peso e pelo fato do Andrea estar a frente dos vocais na maioria das vezes. Mas em outras faixas está muito Alternativo/Metal Core, o que pouco me atraiu. Mas é o melhor lançamento deles em anos.” (Rafael Sade, tecladista da Helllight –

“Bom sou suspeito pra falar da banda, sou fã e sempre gostei muito dos primórdios da banda... houve mudanças no som. Uma, digamos, modernização em alguns álbuns de uma forma exagerada. Mas nesse a banda conseguiu o equilíbrio perfeito entre o som mais antigo e o atual. Simplesmente perfeito!” (Fernando Junior, leitor – Rio de Janeiro/RJ)


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