terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Stratovarius – “Destiny”

(1998 / 2016 – Relançamento – Nacional)
                                     
Shinigami Records

“Destiny” é o oitavo disco de estúdio dos finlandeses do Stratovarius e talvez seja o trabalho que tenha encerrado a época mais direta na sonoridade da banda. Afinal, depois da década de 90, o grupo passou a investir em músicas mais trabalhadas, trouxe influência do Prog Metal, porém mantendo sempre a qualidade.

Fato é que até neste disco, a banda se consagrou como um dos maiores grupos do Metal melódico de todos os tempos. Com seu som seguindo a cartilha do estilo e cheio de particularidades (a guitarra de Timo Tolkki é uma delas), a banda fez o nome que a sustenta até os dias de hoje que, convenhamos, não vive com o mesmo prestígio.

“Destiny” veio com a responsabilidade de igualar ou ser superior à trinca mortal que a banda lançou anteriormente – que abrangia “The Fourth Dimension” (1995), “Episode” (1996) e “Visions” (1997) – e mantivesse o pique, que pode ser visto pela sequência anual de lançamentos que a banda vivia.

E, sem sombras de dúvidas conseguiu. O disco traz a banda com toda sua pegada, as guitarras quase neoclássicas de Tolkki um pouco mais versáteis, uma cozinha poderosa com linhas intensas, os teclados únicos de Jens Johansson e Timo Kotipelto vivendo sua melhor fase.

Não foi à toa que desse disco saíram clássicos como Destiny, S.O.S., a balada 4000 Rainy Nights, além da excelente Playing With Fire. Músicas cativantes, que muitos tentaram seguir a fórmula, porém sem sucesso. A versão relançada pela Shinigami Records ainda traz três faixas bônus que foram lançadas como adicionais nos mercados japonês, americano e europeu na época.

Mas, quem pensa que ainda acabou, esta versão tupiniquim vem com um CD bônus intitulado “Visions of Destiny”, gravado na Finlândia em 1999. Além dos clássicos de “Destiny”, músicas consagradas como Speed of Light, Black Diamond, Forever Free e Distant Sky fazem parte do repertório e a gravação soa excelente, por sinal. Todo o álbum foi remasterizado, ganhando ainda mais qualidade. Simplesmente uma obra prima!


9,5

Vitor Franceschini


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