sexta-feira, 3 de março de 2017

Pain of Salvation – “In the Passing Light of Day”

(2017 – Nacional)
                                         
Hellion Records

Que o Pain of Salvation é um dos principais representantes do Prog Metal/Rock da atualidade todo mundo sabe. Mas é fato que a banda nos últimos trabalhos tenha dado espaço para mais experimentações e ousadias, fazendo com que sua música perdesse um pouco do sal. Não foi ruim, longe disso, mas também pouco empolgante.

“In the Passing Light of Day”, álbum conceitual que traz a experiência do líder Daniel Gildenlow quando ficou hospitalizado por conta de uma bactéria que lhe gerou grave infecção, traz de volta o tempero original da banda, mantendo sua essência e trazendo de vez o Pain of Salvation aos tempos atuais.

A temática focada na vivência e esperança pode ser positiva, mas gerou algo sombrio em torno da sonoridade da banda e ao aliar-se à forma peculiar de beleza das composições, gerou um disco no mínimo icônico e que serve como uma trilha sonora em um momento de reflexão.

A trinca inicial com a longa e inspiradora On a Tuesday, a grudenta Tongue of God e a ‘pop’ Meaningless pega qualquer ouvinte de surpresa, e abre as portas para uma viagem sem volta, pois “In the Passing Light of Day” é um disco definitivo que será ouvido para sempre.

O instrumental traz guitarras equilibradas, com um timbre mais direto e peso na medida certa, com a cozinha precisa e intrincada como sempre, além das linhas excêntricas de teclados. Tudo tendo à frente os ótimos vocais, nada excepcionais, mas emotivos de Gildenlow, que ainda contaram com ótimos backings a cargo de seus companheiros de banda.

A produção de Daniel Bergstrand foi o ponto chave para que as músicas soassem perfeitas com seus arranjos que ainda incluem violinos. Do meio pra frente o trabalho ganha ares mais calmos, porém não menos pesados, mostrando que a banda também flertou com seus últimos trabalhos. Destaque ainda para Full Throttle Tribe, If This Is the End e a magistral faixa título que fecha o disco soberbamente. Um clássico.


10

Vitor Franceschini


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