terça-feira, 30 de maio de 2017

Dimmu Borgir – “Forces of the Northern Night”

(2017 – Nacional)
                          
Shinigami Records / Nuclear Blast

Apenas Shagrath (vocal), Silenoz e Galder (guitarras) permanecem até hoje no Dimmu Borgir, o principal nome norueguês e mundial do Black Metal sinfônico. E essa formação segue junta desde 2009 e há 7 anos que o Dimmu Borgir não soltava nada significativo.

Trata-se do primeiro trabalho ao vivo em quase 25 anos de carreira e o negócio aqui foi bem preparado hein? Envolvendo provavelmente centenas de músicos afinal além da banda há os músicos contratados, a Norwegian Radio Orchestra, o coral da Schola Cantorum e a cantora Agnete Kjølsrud, que aparece na excelente Gateways.

O disco foi gravado em 2011 no Oslom Spectrum, na Capital Norueguesa, e tem foco no álbum que a banda promovia na época, isto é, o último de estúdio “Abrahadabra” (2010), então, o sabor de ‘algo mais’ é inevitável, mas é o risco que uma banda de sucesso corre toda vez que se apresenta ao vivo.

Porém o fato de ignorarem o início matador do grupo (leia-se anos 90), dói demais para os fãs, até porque as músicas ganharam orquestrações reais, sendo que muita coisa daquela época cairia como uma luva com estes arranjos... Lembrando que somente Mourning Palace, de “Enthrone Darkness Triumphant” (1999) aparece, soa bem bacana, mas com um pé no freio.

Mas, não pense que isso põe tudo a perder, aliás, passam milhões de anos luz longe, afinal, o Dimmu Borgir tem uma discografia rica e isso ganhou ainda mais força com esse super trabalho e nessas novas execuções. Os arranjos sinfônicos se encaixaram com perfeição, soam de acordo com a sonoridade proposta e ainda contrastam com um peso que faz questão de aparecer nas composições, com guitarras potentes e um Shagrath vivendo um de seus melhores momentos com seus vocais rasgados bem peculiares.

Os momentos mais marcantes ficam por conta da já mencionada Gateways, que conta com uma bela participação de Agnete, Dimmu Borgir, Progenies of the Great Apocalypse, Kings of the Carnival Creation e Puritania. A sensação é realmente de um espetáculo, de que quem presenciou o show, foi a uma opera rock, com direito a orquestra, coral e encenação, sim, porque show envolve tudo isso.

A banda carrega um mérito enorme, afinal de contas assinou a produção e com a execução demonstram que conseguiram um resultado espetacular, que ainda foi enfatizado pela masterização de Chris Sansom. Uma aula de como fazer Metal com orquestra e de sincronismo musical.


9,0

Vitor Franceschini


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