terça-feira, 9 de maio de 2017

Silver Mammoth: Otimismo e músicas que vêm do coração



Por Vitor Franceschini

São cinco anos de carreira, mas a bagagem do Silver Mammoth está mais pesada do que se imagina. Afinal, a consolidação dentro do cenário da música pesada nacional veio em forma de trabalho, pois são três discos de estúdio, clipes e agora o grupo se prepara para vários lançamentos em outros formatos e novas aventuras. Para falar sobre isso, o vocalista Marcello Izzo conversou com o ARTE METAL e deu mais detalhes. Atualmente a banda é formada por Marcelo Izzo Jr. (guitarra), Chakal (baixo), Guilherme Barros (guitarra) e Ibanes Liba (bateria)

Primeiramente falemos sobre a repercussão do último álbum, “Mindlomania” (2015). O disco obteve ótima repercussão e a impressão que temos é que ele solidificou de vez o Silver Mammoth no cenário. Isso é um fato? Quão grande foi a repercussão do álbum no Brasil, exterior, entre o público e entre a mídia?
Marcello Izzo: Quero começar esta entrevista agradecendo ao Arte Metal pela oportunidade de falar um pouco do Silver Mammoth aos seus seguidores. “Mindlomania” foi o álbum que um dia sonhei em fazer, escrever uma história e transformá-la em disco. Foi algo espontâneo, foram surgindo ideias, melodias, e fomos desenvolvendo dentro do que queríamos. A repercussão foi muito legal, o álbum recebeu reviews incríveis da mídia especializada no Brasil, e também algumas no Reino Unido. Creio que isso ajudou muito as pessoas a se interessarem em ouvir o álbum.

Como vocês vêem “Mindlomania” atualmente e o quão importante ele foi na carreira da banda?
Marcello: Continua nos empolgando, penso que muita gente ainda não parou para ouvi-lo inteiro como álbum, uma canção pós outra, isso ajuda a entender um pouco a dinâmica conceitual. “Mindlomania nos abriu portas importantes, como entrevistas, participações em coletâneas, execução nas duas rádios FM mais importantes de São Paulo, como a Kiss FM onde temos três músicas rolando e  também na 89,1 a Rádio Rock onde já participamos de programas. As rádios Web que também tocam nosso som em suas programações, tudo isso se deu pós “Mindlomania”.

O fato de “Mindlomania” ter ótima aceitação faz com que a banda atualmente trabalhe com mais pressão?
Marcello: Acredito que “Mindlomania” nos deixou mais atentos, acho que após um álbum com ótima repercussão da imprensa como foi o caso do “Mind...” você fica um tanto apreensivo para um novo trabalho.

Falando em trabalho, vocês lançarão dois singles inéditos em um só vinil no mês de junho. O que podem adiantar sobre as composições? O que elas trazem de diferentes?
Marcello: Sim, são duas canções que foram compostas para lançarmos o “Mind...” no Reino Unido, mas após as gravações, ouvindo com calma, achei que estes dois sons mereciam um destaque maior. Foi quando tive a ideia de lançar um compacto em vinil, que para mim é um presente, já que adoro este formato. Trata se de um projeto audacioso para duas músicas apenas, principalmente neste lançamento que faremos independente. Vai atrasar um pouco, pensamos em Junho, mas acho que só conseguiremos lançá-lo em julho. Aproveitando já começou a pré venda, já que trata se de uma  EDIÇÃO LIMITADA. A Pré venda terá um preço menor do que o de lançamento, quem quiser reservar o seu e receber em casa, é só acessar nosso site silvermammotband.com e clicar no ícone loja, ou mandar e-mail para contato@silvermammothband.com.

Como surgiu a ideia de lançar os sinlges, chamados de “Silver Mammoth Singles”? Estes singles serão uma prévia do que está por fim em um trabalho completo?
Marcello: Como falei na pergunta anterior, a princípio seriam duas músicas para saírem como bônus track para um selo gringo lançar “Mindlomania” no Reino Unido, onde saímos em magazines, mas ouvindo depois de prontas, preferimos lançar como um novo trabalho inédito. Fazer um novo álbum é sempre prazeroso, mas não fazer por fazer, isto requer tempo, paciência, boas ideias, não vale fazer por fazer, tem que surgir naturalmente.

Por que optaram pelo lançamento em vinil e como vêem este formato ganhando ainda mais força, recuperando espaço atualmente?
Marcello: Quem me conhece mais a fundo, sabe da minha paixão por LP´s, compactos, K7, DVD´s, CD´s, até fitas de rolo, Eu adoro ir a lojas, e ficar garimpando, batendo papo com os que ali estão, devido a isso, Eu comecei a amadurecer a ideia de ter um trabalho da minha própria banda em vinil compacto, aquela nostalgia gostosa do Lado A e Lado B perpetuam em mim.

Os singles também contarão com distribuição mundial, no seu formato digital e sairão pela Onerpm. Como se deu essa oportunidade?
Marcello: Nos dias atuais, você tem que disponibilizar o trabalho para plataformas digitais, é o mercado, não tem por onde fugir, e a Onerpm é a empresa que optamos para distribuir o “Pride Price” (2014) e “Mindlomania”, em breve disponibilizaremos também nosso primeiro álbum.

Vocês também foram confirmados pelo selo britânico Secret Service Records para participar de um tributo brasileiro ao Motörhead, intitulado “Going To Brazil… The Brazilian Tribute Of Motörhead”. Como foi receber este convite para homenagear uma das maiores bandas de todos os tempos?
Marcello: Poxa, foi uma honra, participar de um tributo com grandes bandas e principalmente para homenagear uma banda tão querida por nós. Fizemos uma versão SM e a Secret Service Records nos disse ter adorado, espero que vocês também curtam, fizemos com todo carinho.



No caso vocês participarão com a faixa White Line Fever. Vocês mesmo a escolheram? Se sim, qual o motivo em especial? Por fim, até que ponto o Motörhead influenciou o Silver Mammoth?
Marcello: Foi a música que nos coube no tributo, quem a escolheu foi a gravadora, conversando com o responsável pelo tributo, ele disse que após ouvir nossos trabalhos, acreditava que White Line Fever se encaixaria no tipo de som que fazemos, nos disse que ficou muito feliz em ouvir nossa versão, e nós  ão feliz o quanto. Motörhead, acredito ter influenciado não só as Bandas pesadas, mas uma legião de apreciadores do gênero, é contagiante ouvi-los.

Vocês também estarão no segundo volume da coletânea “The Gates of Brazilian Metal Scene”, que será lançadas na Europa ainda no primeiro semestre de 2017. Falem um pouco sobre esta participação e por que escolheram a faixa “Mindlomania” para incluir na coletânea.
Marcello: Outra honra, participar de uma coletânea como esta, principalmente para um novo público, a música foi o selo que escolheu, acho que por ser a mais curta do álbum, e também pelo apelo do videoclipe, acho que foi uma boa escolha para esta coletânea, se fosse uma coletânea de Rock Progressivo indicaria Shock Therapy, a música mais longa do álbum, que por sinal, é uma das que estão rolando na rádio.

São três discos em dois anos, os singles a serem lançados, clipes e participações em coletâneas. O Silver Mammoth realmente luta por seu espaço, mas isso se comprova com todos estes trabalhos. Seria esta a receita para uma banda se manter no cenário da música alternativa? Qual o retorno disso tudo?
Marcello: As coisas foram acontecendo naturalmente, como eu disse, não me preocupei com questões que fogem do que julgo ser importantes para mim, tudo isso é prazeroso no final, administrar uma banda de Heavy/Rock nos dias atuais é difícil, mas sou otimista sempre, acho que quando se faz algo com o coração as chances aumentam, sou um cara que não gosto de vitimismo, você tem que lutar por seu espaço, com responsabilidade e honestidade, é assim que penso.

E o que a banda pode falar em relação a shows? Vocês tem se apresentado com frequência? Há espaço e produção adequada para uma banda autoral de Hard Rock se apresentar no Brasil?
Marcello: Faremos uma mini tour em agosto, com oito datas a confirmar, é o que temos de concreto, como sabem, trocamos o baterista e incorporamos um novo guitarrista que já participaram dos novos trabalhos. Acho que produtores de eventos poderiam dar mais espaço quanto a shows de Hard Rock, Heavy Metal e afins, mas para que isso ocorra, a cena precisa se fortalecer, só assim, poderemos pensar em festivais. Temos um país imenso geograficamente, lugares que adorariam receber shows individuais, festivais, mas sem patrocínio, fica inviável a logística, quem investe, quer retorno, e nem sempre ele vem, por isto temos que ter a cena forte, e gente acreditando, penso ser uma forma das coisas melhorarem.

Tudo bem que a banda se encontra em plena divulgação de vários trabalhos em paralelo. Mas o que podem adiantar a respeito de um novo álbum completo? Um disco ao vivo seria uma boa pedida, hein, já que vocês possuem três ótimos trabalhos? (risos)
Marcello: Nossa... um duplo ao vivo seria fantástico, um ao vivo nos moldes antigos, sem ser um ao vivo de estúdio se é que me entende, tenho isso em mente, seria demais, um grande desafio se for como imagino, quem sabe no futuro. Primeiro penso em mais um de estúdio, já que temos projetos de expandir nossa música. Mas como disse, na hora certa, não farei um álbum apenas por fazer, temos que senti-lo.

Muito obrigado por falar com a gente. Este espaço é para as considerações finais.
Marcello: Eu que agradeço a vocês do Arte Metal por nos proporcionar este espaço sério, queria deixar um abraço em nome do Silver Mammoth aos seus seguidores e amigos que sempre dão força ao Rock Pesado Brasileiro. Thanks so much!


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