quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Alice Cooper – “Paranormal”

(2017 – Nacional)               
                                                
eAR Music / Shinigami Records

Não há dúvidas, “Paranormal” é o melhor e mais Rock and Roll disco de Alice Cooper dentre os três últimos lançamentos da tia, ao menos. Porém, o disco é o mais comercial também e o menos agressivo, mas não que isso soe pejorativo, pois o artista que está há cinquenta anos no cenário sempre se enveredou por esse Rock mais básico.

“Paranormal” é acima de tudo um disco enérgico, que pode não trazer muitas novidades, mas que soa agradável e pegajoso desde sua primeira audição, onde as bases e os arranjos são muito bem estruturados, com melodias na dose certa e uma pegada bem ‘rocker’, saindo um pouco do lado soturno dos lançamentos anteriores.

O nome traz uma temática em comum, porém “Paranormal” não é conceitual. Aborda temas bem pessoais (na visão de Cooper e não a sua pessoa), onde ele afirma que cada um tem um lado ‘paranormal’ em seu ser, o que é bem interessante e rico, além de curioso.

Com um disco de dez composições, todas com suas qualidades, creio que a faixa título já é um hit imediato. Entre as outras canções, a cada audição surge um novo destaque, o que mostra a qualidade de “Paranormal”. A produção do renomado Bob Erzin não precisa de comentários, né?

Em uma embalagem digipak luxuosa, a versão nacional ainda traz um CD bônus que contém duas ótimas canções com a formação clássica do Alice Cooper Group (obviamente com exceção do falecido Glen Buxton). Nem precisa dizer que as duas faixas são como se tivesse trazido o Rock clássico da banda da década de 70 para os dias atuais. Afinal, é exatamente este o sentimento.

Além disso, há seis faixas clássicas gravadas ao vivo em Columbus em 2016, mostrando uma performance infalível da banda de Alice Cooper, que o Brasil pôde conferir recentemente no Rock in Rio e outras cidades em setembro último. Um lançamento que já devia ser conferido, antes mesmo de terminar essa leitura.


9,0

Vitor Franceschini, jornal de hoje


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