quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Unisonic – “Live In Wacken”

(2017 – Nacional)
                                 
Shinigami Records

Com status de ‘dream team’ do Metal, o Unisonic não exagerou nessa conotação em seus principais lançamentos. Isso porque os álbuns “Unisonic” (2012) e “Light of Dawn” (2014) são excelentes, mas não pretensiosos e nem feitos nas coxas. Mostra simplesmente uma banda que se diverte e faz o que sabe melhor, Metal melódico com Hard Rock.

Quem presenciou o show da banda no Monsters of Rock de 2015, sabe que os caras são seguros no palco, fazem um show básico, mas que emociona pela execução e comprometimento dos músicos que ali estão. Neste ao vivo no Wacken a coisa não é diferente.

O que ouvimos no trabalho é um repertório de qualidade, abrangendo seus principais clássicos (sim, a banda tem músicas que merecem tal acunha) e ainda há duas canções do Helloween, o que seria e é inevitável pro Unisonic. Tudo sem muito alarde, mas com muita competência e técnica, mostrando Michael Kiske como ele sempre foi, excepcional.

Ouvir faixas como For The Kingdom, Exceptional (essa é um hit nato), Your Time Has Come, a semi balada When The Deed is Done e a arroz-de-festa Unisonic, mostra que Kai Hansen e Kiske encontraram no baixista Dennis Ward (Pink Cream 69) um cara que poderia ter escrito composições pro Helloween (pós-Keeper) facilmente. Impressiona a qualidade das músicas ao vivo e seus impactos.

Na versão de A Little Time (Helloween) a banda faz uma inserção de Victim of Changes do Judas Priest que ficou bem interessante e comprova o fanatismo de Hansen pela banda britânica. March of Time, uma das melhores músicas do Helloween, arranca lágrimas, assim como arrancou deste aqui que vos escreve no Monsters of Rock em 2015.

A versão nacional ainda traz um DVD de bônus com as seis principais canções do show, mostrando também a capacidade da banda em vídeo. Produção sonora e de vídeo impecáveis, masterização e mixagem de Dennis Ward, com produção de Thomas Jensen. É um lançamento que não tinha como dar errado e merece ser conferido.


8,5

Vitor Franceschini


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