quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A mulher não merece espaço dentro do Rock / Metal. O espaço também é delas.


               
Por Vitor Franceschini

Qual regra na música, aqui no caso a pesada, diz que o Metal / Rock não é para mulheres? Aliás, qual espaço dentro da cena a mulher deve conquistar? Não há respostas para nenhuma das duas questões, afinal de contas, música não tem sexo, música não distingue sexualidade.

Em tempos onde se é comum odiar minorias e desfavorecidos (pode taxar o autor do que quiser), há muito que se discutir sobre isso, porém é fato, que nada impede da mulher fazer música, participar da cena, seja ela qual for. Caso alguém seja contra, que me apresente argumentos concretos.

Desde os primórdios da música a mulher sempre teve presente na mesma e, na maioria das vezes, como protagonista, como ‘frontwoman’, como se diz no Metal. Quem se ridicularizou e fechou muitas portas, se utilizando de machismos, foi o Heavy Metal, que perdeu grande parte do seu tempo não valorizando as ‘divas’ de sua cena. Vide nomes como Leather Leone, Doro Pesch, Sabina Classen, etc, que hoje desfrutam de certo reconhecimento, reconhecimento este tardio, já que há anos elas vêm fazendo coisa boa.



Pena do estilo musical que não reconhece a riqueza que a mulher representa na cena, até porque hoje em dia há mulheres em todos os gêneros e subgêneros do Rock / Metal, não só representando a beleza do Metal sinfônico ou a sensualidade do Gothic Metal, mas também a fúria do Thrash, a bizarrice do Death e a profanação do Black Metal, entre outros. No Brasil nem se fala... May ‘Undead’ no Torture Squad, Angélica Burns no Hatefulmurder, Hecate liderando o Miasthenia, as bandas Nervosa, Melyra, Indiscipline, Eskröta, entre outras.

Portanto, mulheres, é de bom entendimento saber que vocês lutam pelo respeito, mas que o o Rock, o Metal, a música num todo sempre foram de vocês. O Rock e seus derivados não têm dono, logo, a música como um todo, incluindo a cena underground é da mulher, do homem, e de quem for, é de todos que a apreciam. Ou seja, o espaço é nosso, independentemente de identidade de gênero. 


 OBS.: NÃO SERÃO PUBLICADOS COMENTÁRIOS ANÔNIMOS.


*Vitor Franceschini é editor do ARTE Metal, jornalista graduado, palmeirense e headbanger que ama música em geral, principalmente a boa. Confessa que não gosta de futebol feminino, mas que mulher tem que jogar bola sim.  

5 comentários:

  1. A melhor reflexão sobre! Afinal, meu lugar é onde eu quiser! Como e qdo eu quiser! 💕

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  2. Excelente! Concordo contigo, Vitor!

    Sou muito fã das mulheres fazendo música, tanto que tenho até uma página inteiramente dedicada à elas, pra divulgar o trabalho delas mundo afora. Dá um confere quando puder:
    https://www.facebook.com/Hard-n-Heavy-Women-594721147248033/?hc_ref=ARQeiRqCLRpNAeujgjyqvKuJ8oQrFOd57R8MlTTaqBl7faU708cs9FDnXH5XI79u9CA&fref=nf

    Assina Leandro Nogueira Coppi

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    1. Poxa cara, não sabia dessa page! Sensacional e muito obrigado por divulgar o texto!

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  3. Aliás, divulguei essa sua matéria na minha página.

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