segunda-feira, 23 de abril de 2018

Loudness – “Rise to Glory -8118-“


(2018 – Nacional)

Shinigami Records

Maior banda de Metal japonesa de todos os tempos, o Loudness segue aquela premissa dos grupos nipônicos. Autenticidade, ousadia, instabilidade (no som) e talento. Isso sem contar a excentricidade, fato que pode ser confirmado olhando em sua imensa discografia e nas linhas traçadas pela banda entre os subgêneros do Rock/Metal.

Pra se ter uma ideia, este “Rise to Glory -8118-“ é o 28º disco de estúdio da banda em 37 anos de carreira, se imaginarmos que temos versões exclusivas pro Japão, EP´s, singles, ao vivo, etc... já podemos ter uma ideia de mais de uma centena de trabalhos que os caras lançaram até hoje!

E como é bom ver veteranos com pique de ‘moleques’, pois é exatamente isso que o novo trabalho transparece. E impressiona como o Loudness criou uma forte identidade, onde quando se ouve o primeiro acorde de Akira Takasaki (guitarra), já se sabe que vem a banda pela frente.

Falando nisso, essa formação praticamente clássica, com Minoru Niihara (vocal), Masayoshi Yamashita (baixo) e o mais recente Masayuki "Ampan" Suzuki (bateria), talvez seja o motivo de tanta gana. O entrosamento é impressionante, mostrando uma coesão absurda.

Takasaki é um ‘guitar hero’ que sabe como fazer música sem deixar a técnica ultrapassar, tanto que há poucos solos ‘malabarísticos’ no trabalho, sendo que seus riffs que vão do Heavy ao Hard estão cada vez mais criativos. O baixo de Yamashita é outra coisa que impressiona, por ter linhas realmente independentes e que aparecem sem se mostrar rogadas.

Suzuki tem uma pegada intensa na bateria, ditando os ritmos dinâmicos da banda, enquanto Niihara parece vinho, quanto mais velho, melhor em sua interpretação. Isso faz com que o Hard ‘n’ Heavy de “Rise to Glory -8118-“ soe empolgante do começo ao fim.

Esta versão nacional ainda traz como bônus o álbum “Samsara Flight ~輪廻飛翔~”, lançado exclusivamente no Japão em 2016, e que conta com regravações de clássicos da banda (incluindo os cantados em japonês, que são fenomenais) e dá pra tirar um parâmetro de como a banda sempre buscou sua identidade. No mais, trata-se de um material que merece mais do que ser conferido, e essencial para quem quer conhecer a banda.


8,5

Vitor Franceschini

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