quinta-feira, 5 de julho de 2018

Dimmu Borgir – “Eonian”


(2018 – Nacional)

Nuclear Blast / Shinigami Records

Quando o primeiro vídeo, Interdimensional Summit, foi divulgado, muita gente torceu o nariz para o excesso de orquestrações e coros na nova sonoridade do Dimmu Borgir. Com este que vos escreve não foi diferente, afinal foi algo impactante e de forma negativa, por sinal.

Não que essas orquestrações e coros sejam novidades na sonoridade da banda, mas realmente aparecia de forma mais intensa. Porém, após o lançamento do novo disco, as expectativas (negativas) foram por água abaixo e o disco se mostrou muito mais daquilo que parecia ser.

Há excessos de arranjos sinfônicos e coros no disco? Sim. Mas no caso de “Eonian” estão bem feitos e não se sobressaem diante das ótimas linhas de guitarras, que não aparecem com tamanha qualidade desde “Death Cult Armageddon” (2003), e que vinham ganhando doses generosas de efeitos sintetizados, deixando a música da banda mais ‘industrial’.

Neste novo disco, a influência do Metal tradicional volta à tona, com riffs bem elaborados e timbres mais ‘puros’, inclusive na cozinha, que mostra linhas de bateria intensamente bem pegadas e versáteis, com um baixo que cumpre o seu papel como sempre as características do Dimmu Borgir pediram.

Os arranjos sinfônicos se unem a uma melodia forte e mostram uma influência erudita da qual a banda vem se alimentando há tempos, sendo que os coros aparecem bastante, talvez sendo o que mais tenha incomodado os fãs do grupo. Mesmo assim, até as linhas vocais de Shagrath aparecem mais naturais, com ele utilizando seu tradicional rasgado, sem muitos efeitos modernos.

The Unveiling, que assusta e parece mais do mesmo do início, mas depois mostra um riff emocionante, Ætheric e sua levada manjada e o melhor coro do disco, Council of Wolves and Snakes e suas levadas tribais, Lightbringer e a sensacional Alpha Aeon Omega se destacam, além de provar que “Eonian” é o melhor disco do Dimmu Borgir desde o já mencionado “Death Cult Armageddon”. Merece várias ouvidas para compreendê-lo.


8,5

Vitor Franceschini

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