quinta-feira, 26 de julho de 2018

Os Capial – “Chichá - Sterculea Foetida”


(2018 – Nacional)

Cemitério Records / Rapture Records

E a máquina de colher Grindcore está de volta, chegando a impressionante marca de quatro álbuns completos em quatro anos./// São mais de cem composições dedicadas ao estilo mais inescrupuloso da música pesada, trazendo em suas temáticas a vida do trabalhador do campo e tudo o que o envolve.

Com isso, Os Capial se tornaram praticamente uma instituição do Grindcore nacional, talvez um dos grupos mais ‘pop’ do estilo e que, inclusive, superou muitos obstáculos, além de resistências. Mas, não é só de Grindcore que a dupla Dito (vocal/guitarra) e Bento (bateria) vivem.

Isso fica ainda mais evidente neste novo trabalho, afinal temos muitas referências de Death Metal, o que não é novidade na música da banda, mas que chega aqui em algumas levadas, riffs e até mesmo estrutura das músicas. Sendo direto, ouça Copada e Coxo e tire suas próprias conclusões. A banda também volta com uma pegada mais simples.

Mas vamos aos diferenciais de “Chichá - Sterculea Foetida”, porque na essência ele mantém a sonoridade tradicional d’Os Capial. No novo disco se percebe uma nitidez maior das composições, o que não pode ser considerado ‘límpido’, pois há sujeira, mas soa um pouco mais bem lapidado.

O trabalho mostra uma leve tirada de pé, que não influencia em nada a qualidade das composições, pois ganhou em peso e brutalidade. Dito parece estar cantando de forma mais gutural e menos variada. São vinte novas composições onde os destaques ficam por conta de Antiserra (talvez outro hit), Boia Fria (que conta com participação de Artur Rinaldi da The Assault e Fernando Moura da Toxic Death, e mais um hit) e Mulher Rural, um Goregrind/Noise com participação de Mars Martins (On Crash).

O disco ainda conta com participação de Miguel Arruda (Blixten), João Leopoldo (Toxic Death), Jorge Moura e traz uma produção estranha inicialmente pelo seu timbre estridente, mas que a cada audição vai se tornando mais legal e compreensível. Ouça ainda Capial Fest, Chichá, Estiva e Troncho. Mas vamos mandar uma menção honrosa para essa capa maravilhosa, a cargo de Eder do Santos, que traz nos traços e cores, a melhor da banda até então.


8,0

Vitor Franceschini

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