quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Samael – “Hegemony”

(2018 – Nacional)

Hellion Records

O Samael carrega o peso de clássicos absolutos do Black Metal como “Worship Him” (1991), “Blood Ritual” (1992) e “Ceremony of Opposites” (1994) até os dias atuais. Peculiares, mas sem exageros, os discos marcaram época e a banda, com suas características únicas.

Depois, mesmo lançando trabalhos de qualidade, a banda optou por ousar e investiu em trabalhos mais abrangentes e modernos, adotando elementos eletrônicos e industriais, o que gerou a fúria de seus seguidores. Mesmo tendo discos de qualidade, como o famigerado e polêmico “Eternal” (1999).

Mas, mudanças bruscas correm esse risco, e a única coisa que não pode ser contestada é o talento do grupo suíço encabeçado pelos irmãos Xy (bateria/teclado/programação) e Vorph (guitarra/vocal), que aqui contaram com Mak (guitarra) e Drop (baixo), dois recém-chegados.

Talvez “Hegemony” seja o trabalho que mais se aproxime do Metal extremo que a banda apresentou 24 anos atrás, quando lançou “Ceremony of Opposites”. Sim, ainda há os elementos industriais, mas aqui eles servem como acessórios, sendo que o peso e a organicidade do Metal aparecem nas cordas. Ou seja, as guitarras estão muito boas neste que é o décimo primeiro disco da banda.

A batida da bateria programada deixa o som maçante em alguns momentos, parece repetitivo, com algumas poucas variações, mas quando a banda investe em sintetizadores sinfônicos, isso tudo é suprido e o orgulho de ouvir Samael volta à tona sem pestanejar.

É só ouvir composições como Samael, Black Supremacy (soberba!), Land of The Living e Dictate of Transparency. A produção do vanguardista Waldemar Sorychta e do próprio Xy conseguiu deixar a sonoridade orgânica, mais um passo de volta ao passado do Samael. Ainda há um cover para Helter Skelter dos Beatles que ficou muito legal e a bônus de Storm of Fire.


8,5

Vitor Franceschini

 

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