quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Fabrício Pereira – “Death Row”

 (2020 – Nacional)

 

Independente

 


“Death Row” finalmente é lançado em formato físico. Sim, anda há pessoas que tem o prazer de “consumir arte fisicamente” no aconchego do lar (risos). Em uma época de streaming, lives e afins, o lançamento de um álbum físico deve ser aplaudido, louvado e encorajado!

 

Fabrício Pereira começou a trabalhar o primeiro álbum solo em 2016. Lançado nas plataformas digitais em 2018, “Death Row” prima pela qualidade das composições instrumentais, realçando não apenas a técnica (que palhetada alternada!), mas também a criatividade; o mais importante.

 

Professor e músico profissional, o artista não se limita a expor a técnica apurada; muito pelo contrário! Usa anos de dedicação e estudos para amalgamar influências e referência diversas. Quem espera um trabalho voltado ao exibicionismo técnico, usando um clichê, cairá do cavalo!

 

É técnica a serviço da criatividade e da arte. Percebe-se já na primeira audição que o guitarrista não veio para ser mais um “shreder masturbador de guitarra” (risos). A experiência como professor e membro de bandas (Dysnomia, por exemplo, de 2016 a 2019) faz com que haja acuidade na escolha dos termos e, também, nos timbres.

 

A guitarra “dropada” se encaixou perfeitamente às linhas de fraseados, solos e riffs, que trafegam por vários ambientes musicais. Fusion, Hard Rock, Metal (tradicional e extremo) dialogam entre si, formando aquela parede sonora que prende a atenção do ouvinte. É um fato interessante, pois “convida” para a apreciação mesmo os que não estão acostumados à música instrumental e/ou a consideram “enfadonha”.

 

Há uma diferença entre arte e exibicionismo juvenil. Usando mais um clichê, trabalhos como o do Fabrício vem para separar os homens dos meninos (ou dos adultos das crianças para não ocorrer erro de interpretação – risos).

 

Érik Robert (bateria) e Edgard Neto (baixo) acompanham e fornecem magistralmente a “cozinha” para o desenvolvimento e execução das ideias. As gravações foram feitas no Nova Estúdio do Gabriel do Vale e arte do CD foi criada por Manu Mandelli. Trabalho que merece ser apreciado tanto por fãs de Metal/Fusion/Rock, como pelos apreciadores de música instrumental pulsante e criativa.

 

https://www.facebook.com/FabricioPereiraMedia/

 

10

 

Adalberto Belgamo

 



 

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