Entrevista com Dysnomia!

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Aka Funeral – “Stormy Tide”

(2016 – Importado)
                                       
Sepulchral Silence

É ótimo saber que surgem bandas assim no Brasil, afinal estes mineiros de Belo Horizonte se juntaram em 2014 e, com experiência dentro do cenário underground debutam maravilhosamente bem com este “Stormy Tide”.

O foco é o Black Metal, mas a banda opta por fazê-lo ao seu gosto e fugir um pouco dos clichês comuns do estilo. Não, não soa extremamente diferente do que o gênero proporciona, mas sim com certa identidade própria, além de explorar facetas de estilos como o Death Metal e até o Thrash Metal.

Fato é que o trio consegue inserir tais influências dentro do Metal negro, o que resulta em composições de extrema qualidade e bom gosto. Vide logo de cara a faixa de abertura que dá nome ao disco. Tudo que a banda proporciona se resume nela: variação rítmica, guitarras ríspidas, porém encorpadas, solos melódicos e uma cozinha com pegada e viradas bem encaixadas.

Certa dose de melodia acompanha as composições que trazem em grande parte de sua temática ‘O Dionísio em Nietzsche’, isto é, questões de filosofia e relacionadas com as velhas tradições, que são apresentados como a antítese das tradições humanistas casuais, o distanciamento do homem com a natureza e por aí vai.

Ainda podemos destacar a caótica Ecce Homo (talvez a melhor do trabalho), a semi-cadenciada Forged In Fire e os riffs palhetados de Frozen Path. Vale destacar que a produção orgânica do trabalho traz ainda mais qualidade ao resultado final e colabora muito para que “Stormy Tide” seja um ótimo disco. Que grata surpresa!


9,0

Vitor Franceschini


Arte News: PRIMAL FEAR e LUCA TURILLI'S RHAPSODY: ainda há ingressos à venda para show em SP

PRIMAL FEAR e LUCA TURILLI'S RHAPSODY: ainda há ingressos à venda para show em SP

A América Latina está prestes a receber um dos mais importantes encontros da história do heavy metal. É com todo requinte de turnê imperdível que os alemães do PRIMAL FEAR e os italianos do LUCA TURILLI'S RHAPSODY vão cruzar diversos países como Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Peru, Equador, Honduras, El Salvador, Guatemala e México.


No Brasil, uma das apresentações mais aguardadas está reservada para a cidade de São Paulo. No próximo dia 2 de setembro, a Tropical Butantã, a mais nova opção para shows dos principais nomes da música nacional e internacional, vai ser invadida por fãs de diversas regiões, justamente para prestigiar estes dois grandes representantes do power metal melódico mundial.


Quem ainda não garantiu ingresso deve acessar o site da Ticket Brasil (https://ticketbrasil.com.br/show/4036-primalfearrhapsody-saopaulo-sp) ou se dirigir aos pontos autorizados pela empresa na capital paulista, região metropolitana e Baixada Santista. Mais informações no serviço abaixo.



Criado pelo guitarrista e compositor italiano Luca Turilli após polêmica saída do Rhapsody of Fire, o grupo de cimenatic/power metal sinfônicoLUCA TURILLI'S RHAPSODY está na estrada promovendo o épico “Prometheus, Symphonia Ignis Divinus”, que em 70 minutos é composto por músicas cinematográficas, repletas de momentos bombásticos e dramáticos, provocando uma viagem emocional ao ouvinte.

O sucessor do debut “Ascending to Infinity” foi lançado em junho do ano passado, via Nuclear Blast, e até hoje Luca Turilli (guitarra/teclado), Dominique Leurquin (guitarra), Patrice Guers (baixo), Alex Landenburg (bateria) e Alessandro Conti (vocalista) vem colecionando muitos elogios.

Já o PRIMAL FEAR, velho conhecido do público brasileiro, retorna ao país, após empolgante performance no Monsters of Rock Brasil 2015. Desta vez, o grupo vem para promover o recém-lançado álbum “Rulebreaker”. Este trabalho de Ralf Scheepers (vocal), Mat Sinner (baixo/vocal), Alex Beyrodt (guitarra), Magnus Karlsson (guitarra/teclado), Tom Naumann (guitarra) e Francesco Jovino (bateria) combina momentos poderosos com as típicas “baladas”, além dos tradicionais riffs marcantes, composições esmagadoras e algumas jornadas musicais bem ambiciosas.

Com espaço de 1000 m², a Tropical Butantã possuí confortável pista para 2.500 pessoas, camarotes extremamente cômodos, com vista privilegiada do palco, além de espaço privè para fumantes. Todo o sistema de som e luz foi alterado, e a infraestrutura agora conta com equipamentos de última geração. A acústica e o teto tiveram tratamento especial. Porém, a principal mudança está no tamanho do palco, que era de 12mx5m por 3,60m de altura e, hoje dispõe de 15x8m e pé direito de 5 m.


Links relacionados:
https://www.facebook.com/PrimalFearOfficial
https://www.facebook.com/ltrhapsody
https://www.facebook.com/RadioTvCorsario
http://dynamoprod.com.br/site/
https://www.facebook.com/UltimateMusicPR

Serviço São Paulo
Rádio & TV Corsário orgulhosamente apresenta PRIMAL FEAR e LUCA TURILLI'S RHAPSODY
Dia: 2 de setembro de 2016
Local: Tropical Butantã
End: Av. Valdemar Ferreira, 93 – 200 metros da Estação de Metrô Butantã
Como chegar:
http://www.tropicalbutanta.com.br/comochegar  
Horário: 20h (open doors) | 21h30 (showtime)
Imprensa:
press@theultimatemusic.com | 11 964.197.206
Capacidade: 2.500 lugares
Censura: 16 anos (desacompanhados). Menores dessa idade somente acompanhados dos pais ou responsáveis.
Duração: Aproximadamente 180 minutos
Estacionamento: nas imediações da Tropical Butantã (sem convênio)
Estrutura: ar condicionado, acesso para deficientes, área para fumantes e enfermaria

Informações e compra de ingressos:
# BILHETERIAS TROPICAL BUTANTÃ (Posto de venda sem taxa de conveniência)
Horário: de segunda a sábado das 11h às 18h
Forma de pagamento: Somente em dinheiro

COMPRA PELA INTERNET –
https://ticketbrasil.com.br/show/4036-primalfearrhapsody-saopaulo-sp
*Consulte o ponto de venda mais próxima da sua região, no site da Ticket Brasil.

SETORES / PREÇOS
PISTA: R$ 180,00 (inteira) | R$ 90,00 (meia-entrada)
CAMAROTE: R$ 220,00 | R$ 110,00 (meia-entrada)
PISTA VIP: R$ 360,00 | R$ 180,00 (meia-entrada)

*Para a compra de ingressos para estudantes, aposentados e professores estaduais, os mesmos devem comparecer pessoalmente portando documento na bilheteria respectiva ao show ou nos pontos de venda. Esclarecemos que a venda de meia-entrada é direta, pessoal e intransferível e está condicionada ao comparecimento do titular da carteira estudantil no ato da compra e no dia do espetáculo, munido de documento que comprove condição prevista em lei;
**A produção do evento NÃO se responsabiliza por ingressos comprados fora do site e pontos de venda oficiais;
***É expressamente proibido a entrada com câmeras fotográficas e filmadoras de qualquer tipo, tanto amadoras como profissionais ou semi-profissionais.


ELOY CASAGRANDE: baterista faz workshop no Rio de Janeiro na próxima sexta
O baterista do Sepultura, Eloy Casagrande fará workshop na cidade do Rio de Janeiro no dia 26 de Agosto (sexta), no Espaço Ideal (R. Santa Luzia, 760). Originalmente agendado para Maio, a produtora Be Magic teve que reagendar para Agosto, por causa da agenda do músico, que estava trabalhando nas gravações do novo disco do Sepultura.

O preço do workshop será de apenas 40 reais. Atenção: Serão penas 100 vagas!

Assista o vídeo onde Eloy Casagrande convida os fãs para o evento:

Para mais informações, siga a página do evento no Facebook:

Não é de hoje que o jovem de 25 anos enche os olhos de quem assiste a suas apresentações, cheias de técnica e feeling – Eloy sempre toca com uma desenvoltura monstruosa – já que desde quando surgiu, impressiona a todos.

Quem acompanha os shows da turnê de 30 anos do Sepultura que o diga, já que as resenhas, e os comentários sempre dedicam um espaço bastante positivo ao baterista – que para muitos, deu um “up” enorme na carreira do quarteto.

Assista o vídeo da ‘Live Session’ de “Manipulation of Tragedy” do Sepultura e veja uma pequena mostra da técnica impressionante de Eloy Casagrande:

Serviço:
Worshop com Eloy Casagrande, baterista do SEPULTURA, no Rio de Janeiro.

Dia 26/08 (sexta) / 19h
Local: Espaço Ideal (Rua Santa Luzia 760 Centro / RJ)

VALOR ÚNICO: 40 REAIS

Pontos de venda (somente em dinheiro):
BLIZZARD RECORDS
Stand 8 Rua Pedro Lessa, Centro / RJ.
Contato: 98693-6051 (Marcio Alexandre)

Headbanger (Tijuca): 2284-1034

Produção:
Be Magic Produções:


Rock Errado, do SEU JUVENAL, é indicado para o Prêmio Dynamite 

'Brilhante', 'desafiador' e 'perturbado' foram alguns adjetivos usados pela imprensa brasileira para descrever "Rock Errado", terceiro disco de estúdio do Seu Juvenal, lançado no ano passado.
Não seria de se esperar algo diferente de um álbum que traz no mesmo espectro de referências nomes tão díspares como Itamar Assumpção, Sonic Youth e Venom. Ou seria?

É justamente por desafiar e provocar que "Rock Errado" foi muito bem recebido por imprensa e público. Foi com "Rock Errado" que depois de quase 20 anos o Seu Juvenal conseguiu, enfim, projetar sua carreira nacionalmente, para além das fronteiras de Minas Gerais. "Rock Errado" ainda creditou ao Seu Juvenal títulos malditos como "banda esquisita" e "traidora de movimentos". "Rock Errado" foi, certamente, um disco que deu certo! Muito certo!

A consolidação do acerto de "Rock Errado" veio com a recente indicação para o Prêmio Dynamite de Música Independente 2016, a maior e mais tradicional premiação da cena independente brasileira. "Rock Errado", do Seu Juvenal, concorre na categoria "Melhor Álbum de Rock", onde também figuram outros grupos de destaque como Far From Alaska, Cidadão Instigado, Nação Zumbi e Pop Javali. 

"Ser banda de rock autoral neste país é nadar contra a corrente", declara o guitarrista do Seu Juvenal, Edson Zacca. "Mas é preciso se manter firme e, até certo ponto, teimoso com suas convicções musicais. Tem que ter muita atitude! A indicação ao prêmio Dynamite, pra nós da banda Seu Juvenal, é a comprovação de que nosso disco "Rock Errado" está alcançando mais ouvidos e mentes que qualquer outro trabalho lançado anteriormente. Agradecemos profundamente a todos pela oportunidade de estarmos envolvidos nesta premiação".

Os fãs do Seu Juvenal tem até o dia 10 de Setembro para votar através do site http://www.premiodynamite.com.br.

Enquanto o resultado da premiação não sai, o Seu Juvenal continua na estrada com a turnê de divulgação de "Rock Errado".
O próximo compromisso acontece no dia 02 de Setembro durante o evento "Generator Sessions" no Ten Bells Pub em Mariana/MG (Rua Dom Viçoso, 76). Na mesma noite também se apresenta a banda 2 Dedo. Os ingressos estarão sendo vendidos no local e os shows estão programados para acontecer a partir das 22:00. 
Já no dia seguinte, 03/09, o Seu Juvenal será uma das atrações do tradicional festival "Rock Generator" de Ouro Preto/MG. O festival já está em sua XI edição e acontece no Morro da Forca. A entrada é franca e os shows começam a partir das 16:00.


CONEM: 12 sacadas pra você alavancar sua carreira musical
 
Você que é músico e está penando e pensando no que fazer para alavancar a sua carreira, O CONEM, 1º Congresso Nacional dos Empreendedores da Música, 12 sacadas pra você alavancar sua carreira musical.
 
Veja Teaser do Conem: https://youtu.be/3NImgg-xLF4
 
Nomes como Célio Ramos (Presidente da EM&T, maior escola de música e tecnologia da América latina), Aquiles Priester (Noturnall/Hangar), Felipe Andreoli (Angra), Ricardinho Paraíso (Multi-instrumentista e criador do site: tecnicasincriveis.com.br), o norte americano Mike Orlando (Adrenaline Mob/Sonic Stomp/Noturnall), entre outros gigantes da música nacional e internacional, darão dicas e sacadas matadoras usadas por eles mesmos para fazer do seu talento uma profissão rentável reconhecida e de sucesso.
O que você acha que falta para alavancar sua carreira musical? Dicas valiosíssimas sobre como gerir sua carreira de maneira estratégica e com uma visão empreendedora.
Quer ter acesso às palestras na íntegra e muito mais bônus exclusivos? Entre no site: www.profissionaldamusica.com.br/premium
SOMENTE ATÉ DOMINGO 28/08
Você só poderá garantir seu acesso a mais de 35 palestras de empreendedorismo e gestão de carreira até domingo dia 28/08, pois as vagas são limitadas.
 
Mais informações:
Site oficial: 
http://www.profissionaldamusica.com.br/


LETHAL STORM: confira o lyric video da música “Violence”
A banda Lethal Storm lançou um lyric video para a nova versão da música “Violence”, que estará disponível no próximo álbum do grupo. “Violence” foi originalmente gravada com a primeira formação da banda, sendo lançada na demo “Disorder”. 
Intitulado “Manipulated Mind”, o  novo disco será lançado ainda este ano pela Black Legion Productions. Gravado e mixado no Estúdio RG, “Manipulated Mind” foi produzido e mixado por Guilherme Malosso e Yuri CAmargo, ao lado da Lethal Storm.
Confira o lyric video de “Violence” a seguir:


“Manipulated Mind” traz seis músicas inéditas, incluindo uma regravação de “Violence e Disorder”, tendo como bônus os singles “Blood Storm” , “Corruptos” e “Wordsof Mankind”.
Proveniente de Campinas (SP), a banda Lethal Storm possui sua sonoridade direcionada ao Thrash e Death Metal, sendo atualmente formada por Douglas Mota (vocal), Diego (guitarra), Luciano (guitarra), Haroldo Sanchez (baixo) e Fabio Luiz (bateria).
Acompanhe a Lethal Storm pelas redes sociais:


SILVER MAMMOTH: confirmado lançamento do seu novo videoclipe para setembro
A banda paulista SILVER MAMMOTH confirmou para o mês de setembro o lançamento do seu vindouro novo videoclipe, para osingle “Sadness”, extraído do seu terceiro álbum de inéditas “Mindlomania”, lançado no Brasil pela MS Metal Records e que vem sendo líder de vendas da gravadora em 2016.
“Sadness” será disponibilizado no canal oficial da banda no YouTube, seguido do lançamento em áudio digital do single, que contará com a distribuição para as principais lojas especializadas do mercado mundial.
Para mais informações sobre as atividades da banda SILVER MAMMOTH e dos demais clientes da empresa, basta entrar em contato com a MS Metal Press através do e-mail contato@msmetalagencybrasil.com.



MUQUETA NA OREIA lança video gravado ao vivo em festival
A banda Muqueta Na Oreia não para de provar por que é considerado um dos principais representantes da proeminente nova safra do rock/metal nacional. O grupo vem aproveitando a participação em importantes festivais para alimentar principalmente as redes sociais.

Ramires (vocal/percussão), Bruno Zito (guitarra), Cris (baixo) e Henry (bateria) lançaram, exclusivamente no Facebook, vídeo da faixa “Imortal”. O material, que já tem mais de 4,6 mil views, foi gravado durante performance no Rock Fest – Casa Branca, em Embu das Artes, e atraiu fãs de toda região metropolitana de São Paulo.

Confira em
https://www.facebook.com/MuquetaNaOreia/videos/1190752907622988.

Com apenas oito anos de carreira, o Muqueta Na Oreia tornou-se uma das grandes e surpreendentes revelações do rock/metal nacional dos últimos anos. Sempre audaciosos e com muita determinação, o quarteto vem se destacando no cenário da música independente com muita personalidade.

Apesar de pouco tempo na estrada, o grupo cresceu, ganhou respeito, firmou seu nome e conquistou uma legião de fãs, principalmente após performances devastadoras e excelentes reviews com os álbuns “Lobisomem em Lua Cheia” (2010) e “Blatta” (2013).

O aumento da popularidade refletiu diretamente na agenda de shows. O reconhecimento veio justamente na oportunidade de dividir o palco com nomes consagrados como Korzus, Raimundos, Made in Brazil, Dead Fish, Claustrofobia, Project46, Johnwayne, Olho Seco, entre outros.

Produtores interessados em contratar a elogiada performance do Muqueta Na Oreia devem enviar e-mail para
press@theultimatemusic.com.

Links relacionados:
https://www.facebook.com/MuquetaNaOreia
https://www.facebook.com/semanadorockosasco
https://www.facebook.com/UltimateMusicPR


KOSMUS: confirmado importante show no Rio de Janeiro
A banda carioca KOSMUS confirmou para o próximo dia 26 de agosto (sexta-feira), mais um show em suporte do seu debut álbum homônimo, que foi recentemente disponibilizado no Brasil através da MS Metal Records.
O evento acontecerá no Saloon Bar, às 21h00, e contará com as participações especiais das bandas Anxtron e Rádio Spitz.
Os ingressos para o referido evento podem ser adquiridos por um preço especial, no próprio local da apresentação.
Para mais informações sobre as atividades da banda KOSMUS e dos demais clientes da empresa, basta entrar em contato com aMS Metal Press através do e-mail contato@msmetalagencybrasil.com.


TYTUS: novo selo e debut
A banda Tytus anunciou que sua nova gravadora é a Sliptrick Records. Junto com o anúncio do novo selo, o grupo italiano informou que seu primeiro trabalho se chamará ‘Rises’ e sairá em outubro de 2016. Confira abaixo um vídeo promocional:


O álbum foi gravado e mixado no Track Terminal Studio pelo baterista Bardy, e masterizado no Dead Air Studios (EUA) por Will Killingsworth. O disco conta com participação de Will Wallner (White Wizzard) e do cantor alemão Conny Ochs. Conny Ochs contribuiu também com a arte gráfica.

Mais informações:


REDNOTE: detalhes do novo EP
A banda Rednote anunciou que seu novo EP, 'Born Days In Continuum - Chapter 1: Unity', será lançado no dia 16 de setembro. A banda divulgou um teaser promocional do trabalho:


Confira também o tracklist:
1. Repeat
2. Yesterday Has Come
3. Tranquility
4. Elevate
5. Jenga

Chapter 2: “Animus”, Chapter 3: “Division”, Chapter 4: “Limbo” serão lançados em seguida.

Mais informações:


AGHAST!: detalhes do novo EP
A banda Aghast anunciou que seu novo trabalho se chamará “Something Else; Something Rotten” e será lançado via D&B / Dubstep Label Abducted Records. A banda divulgou o tracklist:

1. King Bitch
2. Something Else
3. Laid Out In Red
4. King Bitch (Rix Cena Remix)
5. King Bitch (Invertex Remix)
6. Something Else (Misfit Massacre Remix)
7. Laid out in Red (Babylons P & TGR Remix)
8. Laid Out In Red (Temulent Remix)

O trabalho tem previsão de lançamento para o dia 3 de outubro.

Mais informações:


Obs.: As notas publicadas nesta seção são de responsabilidade das assessorias das bandas/artistas.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

InteraBanger: Saxon



A seção InteraBanger do Blog Arte Metal, além de procurar inovar e tirar o veículo de certa rotina, tem o intuito de interagir com o leitor, músicos e especialistas no assunto sobre álbuns polêmicos ou não de bandas já consagradas e relevantes. Outros assuntos relativos às bandas ‘mainstream’ (ou nem tanto) também serão comentados esporadicamente.

Lançado no ano passado, “Battering Ram” é 21º disco dos britânicos do Saxon, uma das mais fieis representantes da chamada NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal) e traz a banda com suas características revigoradas, uma roupagem atual e a pegada que lhe é tradicional. Confira o que o pessoal falou disco.

“Uma das poucas bandas originais da NWOBHM, que nesse álbum ainda sustenta todas as características básicas do estilo.” (Leonardo M. Brauna, Roadie Crew - http://www.roadiecrew.com/)

“Nesse álbum, eles parecem ter focado mais na linha do Metal tradicional e flertando menos com o Hard Rock.” (Guto Zanutto, leitor – Itatiba/SP)



“Saxon e Accept são as duas bandas da velha guarda que, a cada disco novo, você sente aquele orgulho ao ouvir. As duas que melhor envelheceram e que ainda conseguem apresentar álbuns relevantes mantendo intacta a musicalidade que as consagraram. Esse "Battering Ram" foi na minha opinião, um dos melhores do ano passado tranquilamente.” (Fabio Reis, Mundo Metal - https://mundometalblog.blogspot.com.br/)

“Exato. As duas bandas clássicas que envelheceram como vinho. No meu caso, acho até que o Accept melhorou MUITO.” (Edu Lopez, guitarrista da Necromancer - https://www.facebook.com/necromancerbr)

“Saxon sendo Saxon... nunca erram.” (Eduardo Vaz Couto, leitor – Belo Horizonte/MG)


TRIEB: confira matéria completa sobre processo de produção do álbum “Deserto”



Por: Assessoria

A banda TRIEB disponibilizou uma matéria completa, que segue na íntegra nos próximos parágrafos, sobre todo o processo de criação e produção do seu álbum "Deserto", que será lançado no Brasil pela MS Metal Records.

"Grande parte da produção musical do CD veio do Henrique, nosso guitarrista. Ele compôs a primeira música, 'The Return of the King', para um exercício da faculdade de música, se eu não me engano, e as outras foram sendo compostas ora com base em seu gosto estritamente pessoal, ora em um exercício deliberado de se aproximar a certos estilos que fizeram parte da formação musical do álbum.

Conforme as músicas foram sendo apresentadas, eu ia catando umas letras antigas minhas para ir fazendo as linhas vocais. Eu tentei evitar de compor novas letras deliberadamente, porque a mera existência de letras antigas não usadas me incomoda. Então a maioria das letras do CD foram feitas quando eu tinha mais ou menos dezesseis anos, e tem um caráter bem objetivo, ou seja, não lidam muito com sentimentos, mas com fatos, reais ou imaginários.

Neste sentido, o CD já é bem diverso do EP, por exemplo, que é mais eclético neste sentido, tratando de fatos e sentimentos. As músicas não se encaixam em um estilo bem definido de Metal, e eu aproveitei a diversidade de subgêneros explorados para dar um realce deliberado para as letras. Assim, por exemplo, a aura Doom de 'She' foi utilizada para explorar a história da feiticeira Ayesha, do livro 'Ela' de H. Rider Haggard, que tem um caráter, apesar do romantismo incito ao estilo novelesco dela, gótico bem marcado pela ameaçadora personagem feminina, que dá nome à obra.

O Henrique, quando compôs 'She' não imaginou nada além de uma música ideal de Doom Metal. E atingiu esse objetivo. Quem curte um Doom Metal tradicional, com flertes Death, acho que vai se divertir com a música. Acho que nós conseguimos chegar com ela em um meio termo entre o Epic Doom, pelo caráter narrativo, o Doom tradicional, pela secura dos riffs, que não tem aquela influência da NWOBHM que o Candlemass tem, por exemplo, em muitas de suas composições, e, em menor escala, o Death/Doom, em menor escala, por causa de nossa utilização dos elementos de extremo na música. Os solos, ao mesmo tempo, ambos de Henrique, aumentam o caráter melódico da música de forma marcante, mas sem aproximá-la do estilo do Candlemass.

A voz, por sua vez, tem esse caráter gritado deliberadamente, porque eu queria, ao mesmo tempo, contar uma história, que é a da viagem do Leo Vincey ao reino de Ayesha, e dar a impressão de que eu estava lá, revelando a angústia por trás dos véus do romantismo característicos do estilo do próprio autor. Ninguém vai pra puta que pariu, encontra uma feiticeira milenar obcecada em si e fica de boas, saca? Aí neste sentido acho que a maior influência foi o Eyehategod, só que sem a tentativa de emular o timbre do vocalista lá, mesmo porque é importante que o ouvinte entenda o que está sendo dito. O objetivo também não é criar um clima de terror ou de desespero, e nisso também se assemelha ao Epic Doom, em detrimento de outras espécies de Doom, que tem o foco na geração de tais sentimentos no ouvinte. A gravação dessa música foi bem rápida, mas ocorreram algumas coisas “interessantes”.

A gente, como dito, começou a gravar em janeiro do ano passado. No final do ano, porque tivemos um problema com nosso baterista, tivemos que correr atrás de outro. Nossa intenção era fazer uma bateria pré-programada, e a gente já tinha uma base dela, mas queríamos dar uma humanizada. O batera que a gente chamou, o Marcolino, disse que queria gravar ele mesmo a bateria, ao invés de só programa-la, e explicou que faria isso porque tinha um amigo que trabalhava com produção e mixagem na Suécia, o Eduardo, que já estava acostumado a mixar o material que ele gravava. Nós nos reunimos com o Eduardo, via Skype, e topamos.

O Japa, guitarrista da minha outra banda, Ankhalimah, e que está gravando a TRIEB, foi então transferir o material de 'The Ballad of the White Horse' para o Eduardo, só que rolou alguma treta na transferência que apagou todos os arquivos gravados. E a gente já tinha gravado todas as músicas. E tivemos que recomeçar todo o processo. Mas foi até bom, porque algumas coisas saíram melhores na regravação do que tinham saído na gravação original.

A regravação foi meio desanimada, no entanto, porque, obviamente, a gente ficou meio chateado de ter perdido todo trabalho feito. O impacto foi meio acachapante na banda, mas os shows que a gente fez no período logo após o desastre ajudaram a reanimar. O Fernando, nosso baixista, deve ser especialmente elogiado por isso, porque ele que insistiu na rotina de ensaios e que chegou e disse: 'galera, vamos fazer show'. A gente perdeu nosso baterista também no meio desse ano, mas já estamos reorganizando nossa formação. Mas voltemos ao comentário das músicas. A maior parte das gravações foi feita com grandes espaços de tempo entre uma sessão e outra e o Japa nos auxiliou muito em relação a isso, participando ativamente da gravação, gerindo tudo e mesmo gravando partes. Ninguém na banda tem condição de viver só de música e a exiguidade de tempo é o grande problema da banda. A grande verdade é que é nas férias que as coisas andam mais fortemente.

A única música que sobreviveu ao desastre, ou seja, a perda das músicas, foi a própria 'The Ballad of the White Horse', e ela acabou sendo nosso primeiro single, por causa do lyric video, feito pela Gabby Vessoni, da banda Fleesh. A música, que é toda do Tadeu, fala sobre a vitória do rei Alfredo, o Grande, sobre os daneses do Grande Exército comandado pelos filhos de Ragnar Lothbrok e Guthrum. A letra, que foi encaixada na música por mim, é composta de partes do poema homônimo de G. K. Chesterton, meu escritor favorito. Eu tentei manter um timbre mais limpo, mais épico em toda a música, a não ser especificamente por uma parte, logo antes da entrada das guitarras, onde minha influência, remota, como no caso de 'She', foi o Bathory, em 'One Rode to Asa Bay'. Acho que o Tadeu quis, e conseguiu, fazer algo como um misto de Power e Heavy, no estilo de bandas mais tradicionais, como o Manowar, mas com menos 'Conan' e, novamente, com um eu lírico mais distanciado. Esta música deu algum destaque pra gente, tendo o lyric vídeo até saído no site da Terrorizer.

O Tadeu tem dessas paradas. Enquanto o Henrique é mais voltado para o extremo e tem uma verve criativa meio germânica (a outra metade ele gasta pra essas punhetagens tipo o Dream Theater em seus momentos menos inspirados – e, veja bem, eu curto bastante Rock Progressivo, e gosto dos momentos Progs do Dream Theater, mas odeio muito os solos muitos complexos sem a capacidade de comunicar algo que não a habilidade do instrumentista – e Djent), meio Sturm und Drang, o Tadeu consegue compor tudo de uma forma meio analítica. Eu suspeito que o Tadeu consiga compor até pagode, se você pedir. Ele, em geral, demora mais pra compor, mas quando sai o produto, primeiro que é bem provável que você se surpreenda com o estilo, que não necessariamente é o que ele mais gosta de ouvir (e eu acho que a parada dele são esses metais modernos – desde o Nü Metal, até uns Metalcore, até uns Emocore, até uns Hardcore mais metalizados – mais na linha do nosso EP, o 'May Dead Dreamers Become Living Nightmares'), e segundo que, pode ter certeza, o material vai ser muito bom, o que se aplica também ao Henrique. Agora vai falar pro Henrique que quer que ele componha um pagode...

A 'The Return of the King', que precede no CD a 'The Ballad of the White Horse', abre o álbum de uma forma bem romântica. O CD todo tem esse romantismo, e quando eu falo romantismo, falo do movimento cultural mesmo, o prevalecente na Europa do século XIX. O romantismo é, na verdade, uma das fontes do Heavy Metal que se desvinculou das raízes negras do Rock, né? O Keith Khan Harris, um sociólogo dedicado ao estudo do Heavy Metal, ao analisar o Metal Extremo, fala da tentativa das bandas de acabar com a malemolência rítmica das músicas de matriz africana, como o Rock e o Blues, uma tentativa que é ora consciente, ora inconsciente. E, dentro da tentativa consciente, acho que rola uma forte intenção por parte de algumas bandas, de vincular o Heavy Metal a uma tradição, e, mais especificamente, a uma tradição europeia, e esta tentativa tem um caráter formal e material romântico. Formal, porque é baseada numa compreensão a-histórica da tradição, e material, porque é seletivo no que celebra, e celebra de uma forma clichêzada.

Eu acho que essa tentativa é louvável em muitos aspectos, por despertar a reflexão das pessoas para verdades extra artísticas, ou seja, verdades da vida, de caráter histórico ou valorativo, por fugir a vulgarização da cultura (e a crítica deve ser sempre feita a essas bandas de Power Metal europeias que vivem de emular umas as outras – o que não invalida o trabalho delas, mas nos faz refletir se aquilo é arte de fato), entre outras coisas. Mas pode dar merda, como dá nos casos destes movimentos mais extremistas, de supremacia ariana, por exemplo, na Europa. A grande parada é que esses caras são muito mais ligados na estética que no conteúdo. Nós já fomos contactados por um distribuidor europeu de extrema direita que achou que 'In Stahlgewittern' tinha um conteúdo adequado para seu catálogo. A parada é que 'In Stahlgewittern' é composta de partes do livro homônimo do Ernst Jûnger, escritor alemão vinculado ao Conservadorismo Revolucionário dos primeiros anos da República de Weimar, que se opôs, no entanto, a Hitler, quase participando da Operação Valquíria (aquela mesma, do filme do Tom Cruise), que, por sua vez, não queria uma Alemanha emulando as democracias ocidentais, mas a volta do 2º Reich, do Kaiser lá. Então, tem sempre esses dois riscos, entre outros, um que é o de atrair hitlerminions (uma expressão não tão boa quanto bolsominions) e outro que é o de se pauperizar, seja o autor da música, seja o ouvinte (naquela lógica 'Black Metal tem que falar do capiroto') o próprio conteúdo em razão da estética.

Mas, enfim, 'The Return' tem esse caráter, mesmo formalmente falando. Tem um quê de Beethoven, eu acho, no uso das cordas, e a gente colocou um coral cantando a Deo Rex, a rege Lex, que é uma máxima associada ao absolutismo monárquico, que é um estado político muito mal compreendido e com uma trajetória de formação enquanto conceito político muito complexa em suas justificações. A gente fez isso porque o CD tem duas músicas, além da própria 'The Return...', que falam de reis pirocudos. E eu e o Henrique somos meio conservas (eu sou monarquista mesmo) e, eu acho, geral curte Tolkien na banda, e, bem, o Aragorn é um bom modelo arquétipo do rei que retorna, o qual a gente retoma na última música do CD, 'Devil Blows the Desert Winds' (também conhecida, entre nós, como 'Devil Blows' só, ou 'O Diabo Chupa').

'Devil Blows', a última música do CD, é um monumento, né? Ela tem, sei lá, 26 minutos, e tem três versões, uma menor, só com a música original, que foi composta pelo Tadeu, vozes e tudo, e que eu meti uma daquelas letras que eu falei acima, e duas maiores, uma só com vozes faladas, tiradas do livro 'Os Sertões', do Euclides da Cunha, e dos poemas da obra mensagem, do Fernando Pessoa, e outra com vozes cantadas, que tem salmo (cantado por coral), tem o hino nacional, tem algumas vozes faladas, tem partes daquele poema do Chesterton que foi usado na música 'Revelations' do Iron Maiden, tem tudo. Eu acho que ela vai ser o início de uma obra maior, e uma vez que ela fala de Canudos, do Conselheiro e do Sebastianismo, ela é uma das definidoras da tônica do CD, que é a o papel do 'Deserto', o lugar para onde se vai para ser posto a prova, o local onde o homem é mais homem justo para transcender o humano e atingir o heroico.

Este CD tem essa parada, de tentar promover a reflexão, e uma reflexão bem específica, e bem adequada ao Metal, em minha opinião: tipo, o povo que vai ao show do Blind Guardian. Vai lá, ouve aquelas músicas falando de diversas ações heroicas e blá blá blá, e, como pode?, defende medidas políticas ou age de forma a combater o desenvolvimento do sentimento heroico nas pessoas. Existe uma lógica muito individualista e, na minha opinião, profundamente errada, mesmo em movimentos mais socialistas, de que o heroísmo, ou a ação não esperada socialmente, deve ser feita sem razão, ou melhor, deve ser feita por si só. Mas a grande verdade é que quando o herói, o sujeito que vai pra guerra morrer pelo seu país, ou que se sacrifica pelo próximo, vai lá e fala 'eu faço isso porque tem que ser feito', certamente fala isso não porque existe um dever abstrato de fazer qualquer coisa, mas porque existe uma pressão emocional que diz basicamente no seu ouvido que você não vai ter como viver uma vida humana digna se não fizer aquilo. E aí eu vejo a galera combatendo, por exemplo, o desenvolvimento de uma cultura 'de violência'. Mas, veja bem, a violência é um instrumento. A atitude do herói que mata vilões é violenta. A grande parada é o que o Aristóteles dizia, que a Lei deve estimular o comportamento virtuoso, que ensina a ser corajoso, justo, magnânimo, enfim, um herói. Se você combate isso, com quaisquer medidas que sejam, e o Metal celebra isso, qual é o sentido? É que nem o cara que se diz hétero e se masturba pensando em homens. O problema não é ele ser gay ou qualquer coisa, é a falta de autenticidade ou, no mínimo de coerência.

Mas voltemos a música. Ela demorou uns 40 anos para ser gravada (risos). E tem passagens mais extremas, mais progressivas, mais leves, e muito Power Metal.  Eu posso me orgulhar de ter feito o pedido original ao Tadeu e dado como referência pra ele uma música de filme de cowboy, alguma parada do 'Por um Punhado de Dólares' ou do 'Era uma vez no Oeste'. De resto, todo o centro da música é dele. O Henrique chegou acrescentando coisas, do dedilhado do início até o começo da voz, e eu coloquei as vozes, faladas e cantadas por cima. Na segunda parte o que destaca é o hino nacional e o finalzinho da música, que se segue. Tudo bem emocionante, feito para provocar a reflexão mesmo: que porra de país é esse onde a gente vive, onde a oposição sacrifica vidas para o mesmo deus da situação? E sempre foi assim, saca, enquanto a população é esmagada, ora pelos burocratas, ora pelos cientistas sociais que atingem posições na administração. A gente sacaneia os americanos do Bible Belt, mas esse esquema God and Guns que é a democracia mesmo, uma democracia que poderia vicejar em nosso país se fôssemos mais humildes e menos utilitaristas. Enfim, tretas maiores do que um mero review de CD.

Agora vamos atacar o meio do CD: 'Queen in Yellow e Sodom'.

'Queen in Yellow' foi feita, possivelmente, para ser um Thrash Moderno, mas tem um elemento de Nevermore que eu não sei se é consciente ou inconsciente, porque eu não sei se o Henrique conhecia o Nevermore a época. Seja como for, essa música abre o set de cartas que nós usaremos em CD’s futuros. Nós já temos muitas composições que fomos compondo e curtimos, mas que tematicamente não se alinhavam ao material que a gente tava desenvolvendo, e esse elemento Nevermore é muito discernível nelas. A 'Queen in Yellow' tem essa parada, mas ela também tem um forte apelo melódico, ela não é um Thrash Metal, mas também não é Heavy, nem Power. E eu acho que, musicalmente, esses elementos são a base do nosso som, junto com fortes pitadas de extremos, que nós não tentamos, diversamente da maior parte das bandas de hoje, discernir do todo do nosso material. O negócio é feito para ser orgânico, ou seja, o CD, quando você ouvir, vai ter músicas de dez minutos que vão parecer ter cinco ou três minutos. E eu acho que é meio assim que a gente consegue a comunicação, por meio de associações simbólicas auditivas.

O bom Power Metal não tem pedal duplo, necessariamente, mas te faz ter vontade de erguer a espada e meter a porrada, ou ainda, ficar contemplando epicamente a natureza. O Metal sombrio, ou seja, o extremo sem os clichês, ou o extremo voltado para seu caráter artístico e não puramente técnico (o esquema 'arte pela arte' de certas bandas de extremo que só tocam muito rápido e com muita distorção), faz você capturar imagens de tristeza ou de tragédia (no sentido dramático) ou mesmo sentir-se triste, ou com medo. Foi uma música que, igualmente, foi gravada na pressão, muito rápido.  
A letra é baseada na obra 'O Rei de Amarelo' e tem aquele poeminha lá falando de Carcosa, e referências ao 'Símbolo Amarelo', mas ela flerta tematicamente bastante com 'The Lady Wore Black', do Queensrÿche, uma das minhas músicas favoritas dos caras (e eu não sou muito fã do material que ficou famoso dos caras... Gosto mesmo é das tranqueira antiga).

Já a 'Sodom' tem uma letra que já deu até merda na banda. Ninguém na banda é contra a sodomia, nem contra homossexuais, nem nada. Existe inclusive disputa teológica se a condenação de Sodoma e Gomorra foi em relação a qualquer pecado sexual, especificamente, já que é bastante ressaltada na Bíblia a violação à sacralidade da hospitalidade, e a condenação das cidades é por toda espécie de pecados. Mas eu escrevi essa porra dessa letra com dezesseis anos e só queria contar a história, que nem o Iron Maiden, focando na questão da culpa e do julgamento divino, e da misericórdia divina, e essas paradas. Foi feita pra ser uma letra legal, não um tratado filosófico. E ficou. A música tem uns grandes flertes com o Power Metal, principalmente na sua parte central, antes do primeiro refrão, e faz um par não muito homogêneo com 'Queen in Yellow' na dinâmica das vozes, em minha opinião. Tem uma parte mais progressiva, que, segundo Henrique, ficou meio James Hetfield quando foi colocada a voz por cima, e um puta solo lindo. A parte mais interessante, na minha opinião, é uma parte que vem logo após o solo e que eu passei a chamar de parte Manoel Carlos, porque tem uma harmonia meio Bossa-Nova. Se fosse pra salvar uma parte da música, eu acho que ficava com essa. Demorou um pouco mais do que as outras, mas foi bem mais rápida que 'Devil Blows'.

Bem, essa é a minha opinião sobre as músicas do CD, sobre o processo de gravação e tudo mais. Coisas que eu não falei e mereciam ser destacadas: o trabalho do Fernando, baixista, com o solo do baixo em 'Devil Blows', o nosso baterista para o CD, o Rafael Marcolino, que nos surpreendeu sempre, mantendo nossa intenção na maior parte das músicas, mas sempre dando novo vigor ao todo, e o solo de Tadeu em 'Ballad', que foi cravado, perfeito para a música, um diamante num anel delicadamente construído. Eu espero que depois dessa longa trajetória vocês consigam imaginar as músicas e já toma-las para si como familiares. Quero que quando elas chegarem no bar, vocês já chamem pelo apelido, sacaneiem a mãe e tenham o copo reservado para elas.

Nosso esquema de lançamento vai ser o seguinte: pelo fim do mês de agosto: o single, com duas versões de 'Devil Blows', a curta e a longa falada (a longa cantada é a do CD) e um cover misterioso (é satanista, tem passagem de filme e reinterpreta uma letra bem polêmica da história do Rock, de forma a adequar melhor a música – enfim, demos o toque 'Trieb' 'música deve acompanhar a mensagem') que já vai dar uma pincelada no tema do nosso próximo CD; o clipe, que vai ser irado, mas eu não vou contar de que música é, lá para meados de setembro; e o CD, enfim, para fins de setembro...
... Isso se tudo der certo e não der merda".

Para mais informações sobre as atividades da banda TRIEB e demais clientes da empresa, basta entrar em contato com a MS Metal Press através do e-mail contato@msmetalagencybrasil.com

Stoned Bulls – “Good For Shit”

(2016 – Nacional)
                                    
Independente

O Pantera fez escola e todo mundo sabe disso. Depois do final da banda, o polêmico vocalista Phill Anselmo, que participa de inúmeros projetos, levou mais adiante um deles, o Down. Por consequências naturais, devido ao sucesso do grupo, sua nova empreitada também fez escola.

Os são-joanenses do Stoned Bulls leram a cartilha do Down e a isso adicionaram suas outras influências, além de sua identidade, criando uma sonoridade pesada com foco no Stoner, Thrash noventista, Grunge e até Doom Metal. Isto é, não tem nada de novidade aí até então.

Porém, ninguém achou até agora aonde se encontra o fato de que pra ser bom deve ser original. Afinal, temos aqui uma banda de muita qualidade, enérgica e que destila gana em suas composições, sem soar a mais original do mundo e muito menos tentando reinventar a roda.

Riffs pesados, com um baixo que se desprende dos ritmos variados e uma bateria com pegada dão à tônica das composições, que possuem um vocal totalmente na escola do já citado Anselmo. As temáticas são baseadas em fatos ocorridos na terra natal da banda, São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, e não fogem muito da patologia social que assola o país.

Stoned, Fault e a faixa título talvez sejam os destaques e esse ‘talvez’ é simplesmente pelo fato de as composições manterem um equilíbrio entre si. A produção é de qualidade, podendo ser mais bem lapidada, principalmente aumentando o volume desses riffs insanos que compõem o disco. Porém, nada é comprometedor e o resultado final é acima da média.


8,0

Vitor Franceschini


Arte Extrema 74