NOTA DE ESCLARECIMENTO


Essa é uma nota pra esclarecer algumas coisas em relação ao meu blog, o Arte Metal, para as bandas que têm dúvidas e interesse no mesmo.

As notas que publicamos na seção Arte News (que é uma seção de notícias) recebemos de assessorias e/ou bandas. Estas notas vêm prontas, editadas, revisadas e corrigidas, e algumas delas até formatadas. Por isso, nos cabe organizar e formatar, fazer mínimas edições, revisões, correções e, no caso das ‘gringas’, traduzir para o português. Essas notas não são escritas por mim (Vitor Franceschini), até porque a demanda seria enorme e requer tempo. Este é um trabalho das assessorias, toma tempo e tem um custo (cada assessoria tem seu plano, contatem-nas).

Portanto, não iremos escrever e publicar uma nota sendo que a banda enviou dados mínimos, com linguagem coloquial (como se fosse um bate-papo, uma conversa). Afinal, isso nos tomaria tempo para coletar as informações necessárias, montar e escrever a notícia, revisar, corrigir e editar, para depois ser publicada. Isto é, um serviço jornalístico que exige formação e/ou conhecimento, um serviço que tem um custo, que é igual a um serviço publicitário, um serviço de gravação, produção e engenharia de som, um serviço de criação de arte, logo, etc. Eu (Vitor), até presto esse serviço de forma ‘freelancer’, mas a parte do Arte Metal NÃO COBRA por resenhas, entrevistas e publicar notas já prontas. Inclusive para publicação em outros veículos. (Caso tenha interesse me chamar ‘inbox’)

Não confundam as coisas, pessoal. Camaradagem é uma coisa, trabalho é outra. O Arte Metal é um hobby que tem o imenso prazer de divulgar o cenário mundial do Rock/Metal e da cultura alternativa sem nenhum custo e fins lucrativos. Já o Vitor Franceschini (eu), editor do blog, é jornalista com graduação e tira da profissão seu sustento.

Conto com a compreensão de todos, abraços!


Vitor Franceschini

quarta-feira, 6 de março de 2013

Entrevista



Os suíços do Intractable surgiram em 2006 mas somente no ano passado soltaram se debut álbum. Intitulado “Inner Decay”, o primeiro trabalho mostra uma sonoridade focada no Death/Thrash Metal e que mostra uma banda versátil. Tão versátil que o vocalista da banda é também o baterista e um dos fundadores do grupo. Bejamin Kottmann (vocal/bateria), Markus Hospenthal (guitarra), Dominik Meier (guitarra) e Michael Schuler (baixo) agora divulgam seu trabalho inicial e tentam buscar um espaço fora de seu país, onde já obtiveram uma boa repercussão do disco. Confira abaixo a entrevista que fizemos com o direto e objetivo Markus Hospenthal, que além de tocar guitarra, produziu “Inner Decay”.


O Intractable foi formado em 2006, mas somente em 2010 gravou a primeira demo “First Erruption”. Por que essa pequena demora para registrar um primeiro trabalho?
Markus Hospenthal: Levou algum tempo para encontrar as pessoas certas para a banda. Tivemos vários baixistas e vocalistas diferentes até encontrar a configuração atual. Também tivemos o tempo necessário para compor e ensaiar. Foi importante para nós lançar um disco com boa qualidade e boas músicas.


Dois anos depois vocês lançaram o primeiro álbum “Inner Decay”. Como foi compor este trabalho e o que acharam do resultado final?
MH: Como dito anteriormente, nós levamos muito tempo para compor as músicas. Algumas delas também podem ser encontradas em nossa Demo de 2010 (N.E.: “First Eruption”). A produção e gravação de todo processo foram muito intensas, mas foi uma experiência ótima. Estamos todos muito felizes com o resultado!


“Inner Decay” mostra a banda caminhando entre o Thrash e o Death Metal. Como vocês definiriam a sonoridade do Intractable?
MH: Eu diria que fazemos uma mistura diversificada de Death e Thrash Metal, mas temos muitas influências de outros gêneros. Às vezes é um pouco difícil de definir exatamente a nossa música. Se você gosta de um som rápido, ‘grooving’, brutal e, por vezes, melódico, as chances de você curtir nosso som serão grandes.



“Inner Decay” é composto tanto por músicas mais diretas quanto por composições mais quebradas e variadas, essa variação foi proposital ou surgiu naturalmente? Fale-nos um pouco mais sobre isso.
MH: Eu acho que esse tipo de estrutura e variação são naturais. Nós tentamos escrever músicas com algum tipo de energia e variedade. Mas tem que se adequar à música. Às vezes, uma simples composição de 3 minutos é suficiente pra quebrar pescoços e mais eficaz do que uma épica de 8 minutos. Como eu disse, o que se encaixa com a música é a mensagem que queremos passar. Eu acho que esta variedade é uma parte de nossas canções que atrai a um monte de fãs de Metal.


A banda conta com o baterista Kottmann Benjamin nos vocais. Sabemos que tocar bateria já não é uma função fácil, ainda mais cantando em uma banda de Metal extremo. Kottmann ainda se mostra bem técnico e versátil. Desenvolver essas duas funções ao vivo deve ser difícil. Fale-nos um pouco sobre isso.
MH: Ele se doa muito nos shows, não posso nem imaginar como isso deve ser desgastante. Mas ele se sai muito bem, além de que, chama um pouco de atenção, porque essa combinação é bastante incomum.



Como tem sido a repercussão de “Inner Decay” até o momento? Tanto por parte da crítica, quanto por parte do público?
MH: Nós estamos recebendo vários comentários no momento, a maior parte deles positivos! Estamos muito felizes de como a coisa toda está funcionando!


E como tem sido os shows da banda? Muitos lugares para tocar?
MH: No momento estamos tocando em torno de quatro shows por mês, principalmente na Suíça. Nós gostaríamos de tocar mais ao vivo! Se você quiser reservar-nos para um show, não hesite em contatar-nos! info@intractable.ch 


Apesar de contar com nomes como Celtic Frost, Krokus e Gotthard, a cena Rock/Metal da suíça é bem tímida ainda. Como está o mundo da música pesada por aí? Quais bandas indicaria aos fãs brasileiros?
MH: A cena Metal na Suíça é muito grande, há muitas bandas boas aqui! Alguns caras da cena fundaram uma associação em prol do Metal para conectar todas as bandas locais. Confiram, há bandas fodas lá! http://www.metalcity.ch/


Quais os planos para 2013?
MH: Fazer muitos shows e ficar um pouco mais conhecido fora da Suíça. Os primeiros shows na Alemanha já estão agendados, portanto, eu acho que estamos no caminho certo! E, claro, estamos trabalhando constantemente em novas músicas para o nosso segundo álbum.


Deixem uma mensagem aos leitores.
MH: Apoie a música que você ama.


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