quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Entrevista



Com uma sonoridade que abrange o Thrash Metal noventista e o Southern Metal com uma pegada ‘rocker’, a banda gaúcha Supersonic Brewer vem estremecendo o underground com seu segundo trabalho “Overthrow The Bastard”. Buscando alçar vôos mais altos, Vinicius Durli (baixo e vocal), Rodrigo Fiorini (guitarra), Mauricio Menegotto (guitarra) e  Evandro "Piki"  (bateria) mantêm os pés no chão e continuam na luta. Durli falou ao Arte Metal e explicou um pouco mais sobre o novo trabalho e a carreira da banda de uma forma geral.

Como foi o processo de composição de “Overthrow The Bastard”? Vocês mudaram a forma de compor em relação ao primeiro disco “Broken Bones” (2011)?

Vinicius Durli: Digamos que tem uma grande diferença de composição entre os dois álbuns, o “Broken Bones” foi o Rodrigo quem criou todas as músicas. Quando eu, Mauricio e Evandro entramos na banda, já estava tudo pronto, apenas faltando as letras. Já com o “Overthrow the Bastard” o processo de criação, desde o início ao produto final, todos nós participamos efetivamente do processo, linhas de voz e letras, linhas de guitarras, linhas de bateria e baixo, todos opinaram e todos contribuíram para o novo disco.


E qual a principal diferença entre os dois álbuns?

Vinicius: Muitas diferenças. Desde a qualidade da gravação à composição em si. O novo disco tem muito mais mudanças de andamentos, a parte lírica, etc... Em geral ele é mais diversificado que o “Broken Bones” em todos os termos.


“Overthrow The Bastard” traz um trabalho de riffs de guitarra incessante. Como foi desenvolvida essa linha?

Vinicius: Não sentamos e decidimos como o disco iria soar, apenas deixamos fluir, claro que teve muitos riffs jogados fora e também muitos modificados desde a sua criação até quando achávamos que estava ótimo. Somos muito autocríticos de nós mesmos, fazemos riffs que gostaríamos de ouvir se fossemos o ouvinte.


Aliás, as composições carregadas exigem das linhas de baixo e bateria que se mostram bem agressivas...

Vinicius: Com certeza! O negócio tem que ser potente mesmo.




Apesar do foco no Heavy/Thrash Metal a banda possui uma veia totalmente Rock and Roll. Concordam?

Vinicius: Sim e isso se deve ao Rodrigo, ele é totalmente Nazareth. Todos nós somos influenciados pelos veteranos do Rock `N Roll, Motörhead, AC/DC, Led Zeppelin, Nazareth, ZZ Top, etc...  A música sendo boa, iremos ouvir sem problema algum. O nosso principal foco na hora de compor é único e exclusivo que a música soe matadora, ela não precisa ser rápida ou lenta, ela tem que mexer com as pessoas e não simplesmente ser uma música sem alma.


Outra característica nas composições do novo álbum são as quebradas de ritmo que deixam o som ainda mais pesado.

Vinicius: Também. Na maioria das novas músicas tem quebras de ritmos, algo que aconteceu naturalmente e isso fica evidente principalmente na música “Overthrow the Bastard”. Se é encaixado legal à música como um todo ela se torna grandiosa.


Como está a divulgação de “Overthrow The Bastard”? Crítica e público tem o aceito bem?

Vinicius: Está sendo muito bem aceito pela crítica e pelo público também. Estamos muito satisfeitos pelo resultado obtido e pelas conquistas que estamos conseguindo. Ainda temos muito caminho a percorrer, mas estamos trabalhando para isso.


Aliás, o trabalho foi lançado pela MS Metal Records. Como está a parceria com o selo?

Vinicius: O disco foi lançado pela MS Metal Records e pela Rising Records também. A MS Metal Records é o selo de nossa assessoria de imprensa, Ms Metal Press e o trabalho deles esta sendo muito bom.


Um dos grandes destaques é a produção de “Overthrow The Bastard”. Nítida e com os instrumentos bem divididos deixou tudo equilibrado dando ênfase ao peso. Como foi este processo?

Vinicius: Essa parte deixamos exclusivamente ao Ernani, ele sabe exatamente como a música deve ficar. Apenas opinávamos alguma coisa ali outra coisa lá, mas foi deixado trabalhar livremente, nós acreditamos muito nele.


E quais os planos da banda para este resto de ano e 2015? Enfim, como está a agenda de shows?

Vinicius: Nesse fim de ano vamos terminar as gravações para nosso EP que será lançado ano que vem via MS Metal Records e com distribuição Voice Music e já estamos trabalhando em algumas composições para o terceiro disco que pretendemos lançar em 2016. Até agora não temos nenhum show marcado, estamos à procura para continuarmos a divulgação do “Overthrow the Bastard”, mas enquanto isso não acontece, não podemos parar de trabalhar.


Muito obrigado, podem deixar uma mensagem.

Vinicius: Eu que agradeço o espaço e não deixem de conferir nossas páginas (Youtube, Reverbnation, Facebook, Myspace) e nosso mais novo clipe para a música End Times. Continuem apoiando o nosso heavy metal nacional, porque essa máquina toda não pode parar. Abraço.

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Um comentário:

  1. Tenho 45 anos e curto rock desde meus 7 anos de idade, por influência do meu finado pai.Conheço e ouço um gama enorme de bandas, nacionais e estrangeiras. Fiquei muito impressionado e foi paixão à primeira vista quando ouvi pela primeira vez o novo cd do SuperSonic Brewer. A pegada das músicas, a quebra de ritmo, o peso e as excelentes composições mostra que essa banda gaúcha veio para ficar.
    Vida longa a esse rock de primeira com que o SSB nos presenteou.
    Sucesso !!

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