sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Entrevista


O guitarrista, vocalista e compositor Steph Stevens (ex-Mamooth) iniciou o The Hollywood Monsters com a intenção de fazer uma música que resumisse suas influências e servisse de trilha sonora para sua vida. Para isso foi ousado e recrutou, nada mais nada menos, que Vinny Appice (bateria, Ex-Black Sabbath, Dio) e o baixista Tim Borget (Vanilla Fudge, Cactus) para gravar o primeiro álbum “Big Trouble”. Não bastasse isso, Stevens ainda incluiu participações de Don Airey (hammond, Deep Purple) e Paul Di’Anno (ex-Iron Maiden) no álbum. Conversamos com o simpaticíssimo músico francês radicado nos EUA que falou sobre como chegou a esse time, o álbum e até adiantou que já vem compondo para o segundo disco.

Primeiro, como você teve a ideia de montar o The Hollywood Monsters? E como surgiu a ideia de contar como músicos consagrados como Vinny Appice e Tim Bogert?
Steph Stevens: Eu comecei a trabalhar nas músicas enquanto estávamos em turnê com a minha banda anterior abrindo para o Deep Purple. O objetivo era escrever e gravar músicas que realmente refletem meu gosto musical que tinha que ser tão eclético e poderoso possível. Eu tinha Tim Bogert em mente desde o início para tocar essas músicas, mas, naquele momento, era mais um "sonho" do que qualquer outra coisa. Eu só descobri uma maneira de o encontrar, então segurei o fôlego e liguei pra ele, aí eu o mandei minhas demos, e ele gostou... Lá fomos nós, foi isso! Foi praticamente a mesma história com Vinny Appice, grande baterista, e ele foi definitivamente a escolha certa.


Quando você os convidou qual foi a reação deles? Aceitaram de imediato?
Steph: Sim, para minha surpresa foi muito fácil tê-los, eles gostaram muito das músicas.


O disco ainda conta com Don Airey e Paul Di’Anno. Como foi trabalhar com eles e como você os contatou?
Steph: Eu já excursionei com Paul Di'Anno, foi uma grande experiência, o Iron Maiden foi a primeira banda que eu ouvi quando eu era adolescente. Paul e eu nos conhecemos de longa data, e ele sempre foi legal. Eu apenas lhe pedi para cantar uma música do álbum, queria que ele escolhesse a música que ele queria cantar, mas eu sabia que ele iria escolher Fuck You All porque é uma espécie de música Punk e Paul é a cara deste tipo de música. Don Airey é uma das pessoas mais belas, foi muito fácil trabalhar com ele e foi muito rápido! Foi uma honra e um sonho de trabalhar com todos esses músicos talentosos, eles são lendas para mim!


Ao compor o trabalho, algum desses músicos contribuíram com algo ou você trabalhou todo esse processo sozinho?
Steph: Eu fiz tudo por minha conta, mas eles estavam livres para gravarem como quisessem. Eu tinha tudo pronto e feito.




“Big Trouble” traz uma sonoridade focada no Classic Rock e Hard Rock, você concorda? Esse tipo de música foi seu foco desde o início?
Steph: Não sei... Toquei o que estava em minha mente. Pode ser Classic Rock sim, afinal eu gravei da maneira que gravavam na década de 70... Uma guitarra plugada em um amplificador, sem efeitos, nem nada, só toquei muito alto. O mesmo fiz com os vocais, fiz apenas alguns takes para deixar a música a mais crua possível.


Há também elementos de Blues e Heavy Metal na música do The Hollywood Monsters, concorda?
Steph: Correto! Eu amo o Blues, o engraçado é que não há uma única faixa "bluesy" no álbum; Eu acho que se trata da maneira de eu tocar e cantar. Village Of The Damned e Underground são o lado do Heavy Metal do álbum, Village Of The Damned é uma homenagem a todas essas bandas que eu costumava ouvir quando era adolescente (Maiden/Whitsnake/Sabbath/Purple).



Também há uma mescla de músicas mais complexas e outras radiofônicas. Você procurou equilibrar isso na hora de compor?
Steph: Sim, eu acho Oh Boy!, The Cage, The Only Way e Song For a Fool um pouco diferentes, elas são o meu lado "prog", eu acho. Eu não quero ficar preso em um "gênero" de música, para mim o álbum "Big Trouble" é uma espécie de trilha sonora da vida que eu tive nos últimos anos.


Seus vocais lembram bastante de nomes como David Coverdale e Jorn Lande. Eles o influenciaram de alguma forma?
Steph: Eu simplesmente canto do jeito que canto, não tento imitar ninguém, apenas aconteceu da minha voz soar um pouco Coverdale. Acredito que seja pelas ‘vibes’ Blues, do que qualquer outra coisa. Mas devo dizer que não é algo ruim ser comparado a um dos melhores cantores de Rock de todos os tempos!


O The Hollywood Monsters chegou a tocar ao vivo com Vinny Appice e Tim Bogert ou ainda pretendem se apresentarem juntos?
Steph: Ainda não, eu espero que, em breve, mas, infelizmente, não poderemos contar com Tim: ele não sai mais em turnê.




E como foi e está a repercussão de “Big Trouble”? Quais países têm dado mais atenção ao disco? Há contatos do Brasil?
Steph: As respostas têm sido muito boas. Não podia acreditar que o álbum se tornaria tão popular e estaria recebendo tantos comentários positivos. Acho que os países que o álbum mais obteve sucesso foram França, Alemanha e Estados Unidos. Acho que o álbum é importado no Brasil? Gostaria muito de tocar aí.


E quais os planos para 2015?
Steph: Estou terminando de escrever o segundo álbum, eu fiz 13 músicas até agora. O próximo álbum será mais pesado, mas com um toque de "prog", não vejo a hora de gravá-lo! Então, eu quero finalmente ir para a estrada com os "monstros!"


Obrigado. Pode deixar uma mensagem aos fãs brasileiros.
Steph: Espero em breve poder tocar em seu belo país, espero poder vê-los logo.



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