quinta-feira, 11 de junho de 2015

Sidious – “Revealed in Profane Splendour” – 2014 – Kaotoxin Records (Importado)

Fleshgod Apocalyspe fazendo escola. Mas vamos ser justos, o Sidious é uma banda que, apesar dessa influência, é muito mais fiel ao lado indigesto do assunto. Afinal, sua sonoridade soa mais maléfica e não possui nada de moderno, como temos visto nos últimos trabalhos da banda italiana. Digamos que estes ingleses estão mais para um outro lado e também da Itália: o Graveworm.

Mas, neste seu primeiro disco, “Revealed in Profane Splendour”, o quarteto de Londres consegue mostrar uma transição entre o Brutal Death Metal e o Symphonic Metal de cair o queixo. A banda consegue mesclar linhas brutais com arranjos clássicos de forma impressionante.

Um fator que chama muito atenção é o clima apocalíptico que paira durante a audição de todas as músicas, como se a marcha do juízo final viesse em direção ao mundo para exterminar a todos. Esse clima se intensifica ainda mais quando os guturais de Isfeth contam com apoio de coros de vocais limpos, uma bela sacada da banda.

Nas quebradas ainda há um certo clima melancólico, mostrando que a banda realmente manda muito bem no quesito beleza e agressividade. Isso fica mais evidente em músicas como Revealed in Profane Splendour, Annihilation ov Abhorrent Crescent, Obscenity ov Old e O Paragon, Bringer ov Light.

A produção é de ótima qualidade e não soa tão envernizada, mérito de Russ Russell que trabalhou no Parlour Studio (Dimmu Borgir, Napalm Death…). Sem sombras de dúvidas, “Revealed in Profane Splendour” é um disco de ótima qualidade que traz uma banda que sabe o que quer.


8,5

Vitor Franceschini




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