sábado, 8 de outubro de 2016

My Dying Bride – “Feel The Misery”

(2016 – Nacional)
                                          
Shinigami Records

Enfim, temos o novo álbum de uma das principais instituições do Doom Metal lançado no Brasil. Méritos da gravadora brasileira Shinigami Records, um dos principais selos nacionais, que além de apoiar o Metal tupiniquim, traz lançamentos de renome para nossas terras.

Estes britânicos, talvez por manter 2/3 terços de sua formação até hoje – com a volta do guitarrista Calvin Robertshaw – nunca gravaram algo abaixo da média, nem mesmo com o pouco empolgante “34.788%... Complete” (1998). Talvez hoje o grupo seja um dos grandes nomes do estilo que mantém sua identidade intacta.

“Feel The Misery” vem pra provar isso. O novo trabalho traz praticamente todas as características que moldaram o som da banda em 25 anos de carreira. Claro que com uma evolução natural e novos elementos que só agregaram qualidade à sonoridade do quinteto.

A primeira música And My Father Left Forever, que por sinal foi divulgada antes do lançamento, mostra a capacidade da banda em soar dinâmica sem perder seu ar melancólico. A música tem momentos rápidos para os padrões do My Dying Bride, que se alternam com passagens cadenciadas ‘quase parando’, onde se encaixam as tão tradicionais passagens de violinos e vocais recitados.

Falando em vocais, Aaron Stainthorpe se mostra em grande fase e retorna aos seus guturais na agressiva To Shiver in Empty Halls que levará os fãs mais saudosistas ao delírio. A faixa título definitivamente é o grande destaque do disco, com seu refrão repetido durante toda sua execução e uma letra que consegue entristecer a alma mais fria.

Ainda pode-se destacar Within a Sleeping Forest, que fecha o disco com uma melodia encantadora e triste como pede o estilo. Com peso na medida certa, talvez os melhores arranjos de teclados em um disco do My Dying Bride até hoje e uma aura que só a banda pode impor, “Feel The Misery” é um dos melhores álbuns de Doom Metal do biênio 2015/2016, senão o melhor.


9,0

Vitor Franceschini


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