quarta-feira, 29 de março de 2017

Heavenless – “Whocantbenamed”

(2017 – Nacional)
                              
Rising Records

Primeiro trabalho destes potiguares de Mossoró/RN, ”Whocantbenamed” foge dessa premissa de debut depois de apenas uma audição. Afinal, trata-se de um disco que, além da qualidade das composições, mostra uma banda coesa e experiente, além de muito segura no que propõe.

A proposta da banda é o Death Metal, porém o grupo não se fecha apenas nas limitações impostas pelo estilo. Além do mais, a banda adota uma veia mais moderna nas levadas das composições, além da produção, trazendo também influências do Hardcore e do Thrash Metal.

Essa mescla acaba gerando um Metal extremo de grande qualidade, com uma pegada violenta e peso no mesmo nível. As guitarras em afinação baixa enfatizam esse peso, enquanto a cozinha opta por injetar boas doses de ‘groove’, mesmo diante de várias passagens velozes com direito a ‘blast beats’.

Por falar em bateria, Vicente Andrade, além da precisão e batida forte, injeta um pouco de viradas tribais, o que mostra ainda mais a versatilidade da banda. Tudo tendo a frente vocais guturais que destilam temas caóticos que atacam a sociedade e a religião sem piedade e com convicção.

A produção de Cássio Zambotto é mais uma prova de que o Brasil atingiu o nível do que ouvimos vindo de fora, pois soa muito acima da média, equilibrada e condizente com a proposta da banda. Ouça o álbum inteiro que vale à pena, mas se tiver pressa coloque Hopeless e Hatred pra ficar ciente da destruição.


8,5

Vitor Franceschini


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