sexta-feira, 7 de julho de 2017

Blind Horse “Patagonia”

(2017 – Nacional)
                                          
Independente                 

Atordoado! Junte tudo de bom que aconteceu nos anos 70 (na ‘gringa’ e na terra ‘brasilis’), misture e tome sem moderação. Só assim para definir o trabalho dos cariocas do Blind Horse em “Patagonia”, terceiro registro na discografia da banda. Maestria na execução instrumental, criatividade, psicodelia, peso, experimentalismo e muito mais!

O álbum abre com Patagonia. Quinze minutos de ótimas texturas e diversas referências (Stoner, Hard Rock, música instrumental, prog rock...). A segunda faixa, Stun Bomb Blues, é composta de vinte e oito segundos de vocal apenas. Rock and Roll and Me é pesada e influenciada por Rainbow.

Na quarta faixa, Noite Estranha, ouvimos a banda cantando em português, remetendo às influências das bandas brasileiras dos anos 70. Soa tão bem quanto as pioneiras brazucas. O Heavy setentista prossegue em Soul Locomotive, na qual há o toque especial de um coro bluesy/gospel no fim da canção. Los Heraldos Negros, em castelhano, fecha o trabalho mantendo o mesmo padrão das demais.

A banda é formada por Alejandro Sainz (vocais), Rodrigo Blasquez (guitarra), Eddie Asheton (baixo) e Gabriel Santiago (bateria). Muito bom conhecer e ouvir novos grupos, que procuram trilhar caminhos diferentes da cena atual do Heavy Metal/Hard Rock. O Blind Horse, certamente, contrapõe-se ao (ótimo!) momento das bandas extremas e melódicas, primando, da mesma maneira, pela qualidade musical e criativa. Diferente e saudável.


9,5

Adalberto Belgamo


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