sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Hatefulmurder – “Red Eyes”

(2017 – Nacional)
                                
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Fugindo de trocadilhos, o novo álbum do Hatefulmurder traz sangue nos olhos. Tal fato agrada de cara, afinal de contas era mais que aguardada a estreia de Angelica Burns nos vocais e valeu à pena, pois estamos diante de um trabalho que não surpreende (pela qualidade já conhecida da banda), mas atende as expectativas.

Trazendo sua sonoridade extrema, que vai além do Thrash/Death Metal que um dia definiu a banda, “Red Eyes” mostra um quarteto coeso, objetivo e que sabe o que quer, tanto que exploram tudo quem podem em nove composições distribuídas em pouco mais de meia hora.

A destruição já vem de cara com a ótima composição Silent Will Fall, perfeita e brutal para a abertura do disco. Na faixa título (que se tornou videoclipe), a banda mostra que os refrãos são uma de suas forças e em meio a um instrumental tenso, Angelica conta com apoio das vozes limpas do guitarrista Renan Ribeiro, o que cai muito bem em contraste com suas linhas rasgadas.

Falando em refrãos, Riot é um ‘hit’ imediato e mostra uma perfeita composição para shows, já que incita o ‘pogo’ e a todos cantarem juntos. Time Enough at Last e sua leve melodia, My Battle e a obscura Creature of Sorrow, que encerra o disco, também merecem menção.

Com uma produção atual e equilibrada a cargo de João Milliet, “Red Eyes” mostra-se um disco maduro de uma banda esclarecida e entrosada. Destaque para a belíssima capa a cargo do grego Orge Kalodimas, que à primeira vista parece simples, mas é cheia de detalhes e mensagens. Quem ‘trampo’!


9,0

Vitor Franceschini


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