terça-feira, 28 de maio de 2019

Killing Yourself: Daniel Danmented (Axecuter, ex-Imperious Malevolence, ex-Offal)




Killing Yourself: Danmented (Axecuter)
São mais de trinta anos dedicados ao Metal! Isso, uma vida! Da adolescência até os dias atuais, onde a experiência contribui incessantemente para o cenário metálico nacional, e (por que não?) mundial. Caminhando por estilos mais extremos, mas com aquela veia que couro, jeans e tarraxa moldaram no Speed Metal, Daniel Azevedo, ‘Danmented’ para os íntimos, registrou e continua registrando trabalhos históricos para o cenário. Esse é o nosso convidado deste retorno do Killing Yourself.

“Offal” – Offal (2006): Minhas primeiras experiências com bandas foram no Rio de Janeiro, entre 1989 e 1991. Experiências em estúdio foram a partir de 1994, já morando em Curitiba/PR. Mas participar de um CD mesmo foi só com o Offal, em 2003. A ideia original era apenas se divertir e se entupir de pizza depois dos ensaios (risos)! Musicalmente falando, a gente só queria homenagear o Autopsy, compondo músicas simples, que não dessem muito trabalho pra gente. Nada de solos, nem letras, apenas uns títulos que se encaixaram muito bem com a proposta. Usamos uma guitarra bem simples e um amp pequeno, de 50 watts, com a distorção do próprio amp. Foi assim que conseguimos um som de guitarra podre, do jeito que nos agradou, ficou assim porque nós quisemos assim (risos)! Gravamos esse álbum em 2004 de modo totalmente despretensioso, a gente nem pensou que essas músicas seriam lançadas, mas o CD acabou saindo em 2006. Foi relançado em CD no Brasil em 2017, com vários bônus de ensaio, e em tape em 2019 no Canadá, fico feliz por isso.



“Innocence Is Our Excuse” – Axecuter (EP - 2012): Eu, o baterista (que também é da formação original do Offal) e o baixista (que me substituiu na guitarra no Offal e está até hoje) montamos o Axecuter em 2010. A gente lançou o EP “Bangers Prevail” em tape no ano seguinte, por dois selos europeus, essas 2 versões já estão esgotadas. Já o compacto “Innocence Is Our Excuse” foi gravado depois do CD “Metal Is Invincible”, mas acabou sendo lançado antes. Eu gravei o baixo nessas músicas, tínhamos um baixista emprestado só pros shows. São duas músicas poderosas, do tipo que grudam na cabeça, ficamos muito satisfeitos com o resultado. A capa é uma homenagem ao Saxon e a um grande disco deles.

“Metal Is Invincible” – Axecuter (2013): Cada detalhe desse disco foi discutido e planejado com antecedência, a gente sabia que seria um disco especial pra gente. Foi uma realização pessoal muito grande pra todos na banda, ainda mais sabendo que esse álbum seria lançado em 3 formatos (CD, LP e cassete). Gravamos um cover do Manilla Road, que contou com a participação do eterno Mark Shelton, isso foi algo extremamente marcante pra gente, só quem é fã vai entender esse tipo de emoção. A gente queria fazer um som com a mesma paixão e autenticidade que existem nas bandas que a gente ouve desde moleque. Creio que o nosso objetivo foi alcançado, sempre vamos ter muito orgulho desse álbum!



“Doomwitness” – Imperious Malevolence (2013): Eu já era fã da banda, já tinha visto vários shows deles e conhecia os caras. Em 2010 eles estavam procurando um guitarrista e eu acabei entrando. As músicas estavam soando ainda melhores do que nos álbuns anteriores, eu fiquei impressionado! Gravamos um EP chamado “Priests Of Pestilence” (2011) e algum tempo depois, já com outro baixo/vocal, gravamos o CD “Doomwitness”, incluindo as 3 músicas do EP. Infelizmente a banda não contava mais com 2 dos integrantes originais, mas a verdade é que a nova formação também estava soando muito bem no estúdio e ao vivo. Fizemos dois videoclipes, fizemos muitos shows legais e importantes, foi uma ótima fase. Sempre levei as duas bandas com o mesmo empenho, isso nunca foi um problema pra mim, pois é o que eu realmente gosto de fazer.

“Raise the Axe” – Axecuter (EP – 2014): A formação original já não estava mais junta, mas nos reunimos pra terminar essa gravação, que tinha sido iniciada na época do “Metal Is Invincible”. Esse 7”EP conta com uma música inédita (a faixa-título) e um cover do Venom. Nada de Countess Bathory ou Black Metal, queríamos uma música menos manjada, então optamos por uma do álbum “Prime evil” (1989). A coincidência absurda foi que, pouco tempo depois, foi anunciada tour do Mpire Of Evil, a banda tocaria em Curitiba/PR também. Tivemos a experiência surreal de ter a participação do The Demolition Man (dividindo os vocais comigo) e do Mantas (criando um solo na hora, pois a música original nem tem solo). Foi um dia extremamente especial, é o mínimo que eu posso dizer!

“The Axecuter” – Axecuter (EP – 2014): As músicas desse compacto estavam programadas pra sair no “Metal Is Invincible”, mas ficaram de fora pra não ultrapassar o tempo de duração de um LP. Temos aqui 2 músicas originalmente do EP “Bangers Prevail”, mas que aqui estão com execução e produção melhores, além de estarem na afinação padrão (as versões originais estão em D). Usamos letras góticas todas maiúsculas na contracapa do compacto, fizemos de propósito, a gente sabe que é meio difícil ler aquela merda, é tudo culpa do encarte do “Obsessed By Cruelty” (1986) do Sodom (risos)!





“Headbangers Afterlife” – Axecuter (Split – 2016): Esse é um split com a banda Flagelador, marca o retorno do Axecuter com outra formação. Gosto muito dessas músicas também, embora a gravação tenha sido meio conturbada. O baterista Vigo saiu da banda no meio das gravações e contamos com a grande ajuda do baterista original Baphometal em 3 músicas. Além disso, gravar o vocal no cover do Kiss (Gimme More) foi uma experiência mais complicada do que eu imaginei, não foi nada fácil interpretar como Paul Stanley. Mas eu fiquei muito satisfeito com o cover e também com as músicas novas. Esse Split foi lançado em CD e em LP na mesma época, mas por selos diferentes.

“A Night of Axecution” – Axecuter (Live – 2018): Já contando com o novo baterista Verdani (além do baixista Rascal, que entrou antes do Split), a banda passou a fazer muito mais shows, o que trouxe um entrosamento maior do que nunca. Tivemos a ideia de captar o áudio em um show na nossa cidade, mas sem ter certeza de como ficaria, a gente queria apenas ter o registro de um show com qualidade melhor. Foi uma gravação que tinha tudo pra dar errado, mas que depois da mixagem acabou se tornando um importante lançamento pra banda! Existem algumas pequenas falhas técnicas na captação, mas a energia da banda ao vivo está documentada com esse lançamento, gostamos muito dele. Quase ninguém comentou sobre uma zoeira que fizemos: no final da última música, colocamos o barulho do público de um álbum ao vivo do Slayer, (risos)! Em seguida vem um cover do Flagelador, gravado em estúdio, que deveria ter saído num tributo a eles, mas que até agora não foi lançado, infelizmente. Esse álbum saiu em CD e em tape, em tiragens limitadas de 2 selos sul-americanos.



“Decades of Death” – Imperious Malevolence (2018): É um grande registro, sem dúvida! As regravações de algumas músicas antigas ficaram ótimas e as músicas novas também, juntando o passado e o presente da banda, que tem mais de 22 anos de existência. A produção ajudou muito, está tudo bem timbrado, todos os instrumentos aparecem muito bem no meio da barulheira (risos)! Eu saí da banda um pouco antes do CD ser lançado, sem maiores desentendimentos, foram 8 anos de uma parceria muito boa! Agora a banda segue seu caminho, mantendo sua música brutal.

“Surrounded by decay” – Axecuter (2019): Com a mesma formação do álbum ao vivo, esse é mais um lançamento em que tivemos extremo cuidado na composição, arranjos, gravação, parte gráfica, tudo! A essência da banda permanece a mesma, mas é inevitável que as músicas soem um pouco diferentes, eu realmente não considero isso um problema. As linhas vocais possuem uma variação maior, talvez seja essa a principal diferença em termos de composição. Eu considero esse novo álbum tão bom quanto o anterior, mas com uma produção ainda melhor, eu diria.

Um comentário:

  1. Danmented é o cara na guitarra e que vozeirão. Sucesso, brother

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