sexta-feira, 12 de abril de 2013

Entrevista






Formado por Roger Lombardi (ex- Sunset Midnight), Fábio Gusmão e Marco Nunes (guitarras), Renato Canonico (Ancesttral) e Alexandre Watt (bateria), o Goatlove tem se tornado referência no Goth ‘n’ Roll nacional apenas com um disco oficial lançado. Afinal, “The Goats Are Not What They Seem” (2012), tem todas as características que o estilo pede e ainda alia a isso influências de Hard, Punk e Metal. Para nos esclarecer melhor, falamos com o líder e mentor da banda Roger, que se mostrou direto e objetivo em suas respostas, e muito ciente do time que o acompanha. Confira.

Como você definiria “The Goats Are Not What They Seem”? Como foi compor este primeiro trabalho e qual a sua satisfação com o resultado final?
Roger Lombardi: Esse primeiro álbum é o famoso “cartão de visitas” da banda. Tentamos compilar tudo aquilo que podemos oferecer como grupo, mostrar algumas de nossas facetas. O resultado ficou sensacional. É a essência do Goatlove.

O Goat ‘n’ Roll é um bom rótulo para a sonoridade do Goatlove, já que vocês mesclam influências que vão do Gothic Rock, passando pelo Punk até o Rock Clássico, dentre outros elementos musicais. Como é mesclar todos esses elementos e não perder a característica própria?
Roger: Quando fazemos de forma natural, sem forçar buscando alguma coisa que não a música em si, ela naturalmente ficará com a nossa cara. Mas, mesmo tendo diversas influências e buscando várias sonoridades diferentes, temos muita consciência do que queremos, da forma como queremos soar. Isso ajuda a manter essa identidade.

Acho Beautiful Bomb e Kill Somebody como potenciais hits. O que você pode nos falar sobre essas composições?
Roger: São duas das mais diretas do álbum. Apenas riffs, solos e berros. Gostamos assim: sujas, mas bem tocadas. Algo como “dedo na cara”, mas com carinho (risos).

A produção de “The Goats Are Not What They Seem” também é muito boa. Como foi feito este trabalho?
Roger: Ensaiamos as músicas por um bom tempo antes de gravá-las para valer. Tínhamos uma ideia bem definida do que queríamos. Mas esse mérito é do Marco Nunes, que gravou, mixou, masterizou e ainda passou o cafezinho (risos). Com o talento dele pudemos chegar ao resultado que imaginávamos.

Foto: Maloik Neuron

A capa do trabalho também chama atenção, conte-nos como chegaram até esse resultado e o que ela representa?
Roger: A foto foi tirada em uma sessão da fotógrafa Priscilla Zamarioni, uma grande amiga. Quando vi a foto, sabia que era a capa que buscávamos. Algo como uma versão mexicana do primeiro disco do Black Sabbath.

O Goatlove é formado pelos guitarristas Fábio Gusmão e Marco Nunes, o baixista Renato Canonico (Ancesttral) e Alexandre Watt na bateria, além de Frank Gasparotto (guitarra), ou seja, músicos do mais alto calibre, sem contar com você, que dispensa comentários. Como é trabalhar com uma banda desse naipe?
Roger: Obrigado. Quando se trabalha com pessoas que estão na mesma sintonia, o resultado é sempre positivo. Além, é claro, do talento, que é fundamental. Me sinto realizado por ter não só o talento mas a amizade deles.

Qual tem sido a repercussão de “The Goats Are Not What They Seem” até o momento?
Roger: Tem sido ótima. A maioria tem gostado bastante e se divertido muito com as músicas. No fim, é isso que importa: nos divertirmos.

O Gothic Rock e suas vertentes são poucos difundidos por aqui. Mesmo bandas como H.I.M. e The 69 Eyes tendo uma boa leva de seguidores no Brasil, não podemos dizer que há bandas investindo no gênero. A que você acha que deve este fato, já que público tem para tal estilo?
Roger: Por aqui temos muitas bandas boas que podem entrar nessa categoria. O Brasil sempre foi pródigo em revelar excelentes nomes do metal, especialmente o Thrash e Death, no Punk e Hardcore também. Hoje temos bandas sensacionais de Hard Rock também, por exemplo, algo não muito comum na década de 1980 e 90. Tem banda boa para todos os gostos (risos). Algumas aparecem mais, outras menos, mas há sempre alguém.

Quais os planos para 2013? Já há algum material para um próximo trabalho? O que vocês podem adiantar a respeito?
Roger: Queremos divulgar o “The Goats Are Not What They Seem” ao máximo, ou seja, fazer todos os shows que pudermos. Além disso, iremos gravar um videoclipe que deve ficar pronto até o fim do ano. Também já estamos produzindo o próximo disco. Só falta tempo para fazer tudo (risos).

Podem deixar uma mensagem aos fãs.
Roger: Obrigado a vocês do Arte Metal pelo espaço. Quero agradecer todos que, por algum motivo, nos deram apoio. Valeu mesmo pela força. Nos acompanhem pelo www.facebook.com/goatloveweb. Para quem deseja adquirir o álbum, entre em contato pelo e-mail press@goatloveweb.com. Nos vemos nos palcos!



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