quarta-feira, 15 de maio de 2013

Entrevista



Os suecos do Stoneload se juntaram em 2009, mas a banda realmente tomou forma no ano passado após o lançamento de sua primeira demo intitulada apenas como “Pre”. Logo em seguida começaram a compor “Addict”, que seria o debut da banda, que foi lançado recentemente e já vem tendo uma boa receptividade. Contando com Andreas Wikström (vocal), Thomas Isaksson (guitarra), Tobias Oja (bateria) e Nitesh Mistry (baixo) a banda mistura diversas influências que culminam em um Thrash Metal diferenciado. Falamos com o simpático guitarrista Thomas Isaksson sobre essa mescla de sons, o novo álbum, além da estreita relação com o Brasil que a banda tem conquistado, dentre outros assuntos. Confira nas linhas abaixo. 


Apesar de juntar forças em 2009, o Stoneload entrou mesmo na ativa em 2012 e já lançou a demo “Pre” no mesmo ano, sendo que “Addict” saiu em 2013. O último ano deve ter sido intenso para a banda não?
Thomas Isaksson: A demo/EP "Pre" saiu na primavera (N.E.: outono no Brasil) de 2012 e se tornou a porta de abertura para o Stoneload. Após o lançamento, continuamos escrevendo e gravando para o álbum de estreia, “Addict”. Nesse ponto, não tínhamos qualquer contrato com uma gravadora. Mas "Pre" foi tão bem aceito pela Sliptrick Records que eles queriam assinar com o Stoneload. Assim, o trabalho foi intenso para terminar o álbum e foi o principal objetivo. O lançamento foi planejado primeiro para o verão em 2012 (N.E.: inverno por aqui), mas atrasou. A data de lançamento definitiva e oficial, eventualmente, tornou-se 03 de dezembro de 2012. Antes que o álbum fosse lançado, o Stoneload lançou dois vídeos. O primeiro vídeo foi para Fallen One e, mais tarde, pouco antes do lançamento do álbum, Visions foi liberado. Então, houve muito trabalho e foco em gravar e obter esses vídeos feitos durante o tempo de pré lançamento do álbum. E, claro, estávamos trabalhando muito para agendar shows.


Como foi o processo de criação e produção de “Addict”? Enfim, como a banda compõe? Vocês trabalham juntos ou cada um traz uma ideia e depois vocês às juntam?
Thomas: Na maior parte eu e Tobias iniciamos as composições. Muitas vezes conflitamos e juntamos riffs e ideias nas linhas de bateria. Na segunda etapa, Andreas e Nitesh se juntam e ajudam a finalizar as composições. Mas, como para cada canção feita, nós fomos lentamente trabalhando para escrever novas músicas juntos, desde o primeiro riff básico até a última parte vocal. A principal coisa quando compomos é que, independentemente de quem ou como podemos começar a escrever a música, todo mundo começa dar a sua opinião e dar ideias. O som do Stoneload não é algo premeditado, e sim algo que surgiu conforme fomos compondo. Assim, no início, não tínhamos uma ideia clara e precisa sobre a forma como o álbum deveria soar. Houve e ainda há muitas e muitas canções que terminaram no lixo.


Apesar de focarem seu som no Thrash Metal, há muita influência de Metal tradicional na música do Stoneload. Além disso, vocês conseguem aliar bem essas influências mais antigas com uma sonoridade atual, moderna, sem ser tendenciosa. Fale-nos um pouco sobre isso.
Thomas: No início, quando estávamos procurando um cantor, fomos à procura de um vocalista que rosnasse. Mas quando o Andreas queria se juntar a nós começamos a pensar de forma diferente. Andreas é um vocalista que não rosna, é mais melódico, e a ideia de misturar o som pesado com os vocais dele nos deixou motivados. Levou um tempo para saber como iríamos criar isso. A resposta exata, é que no final, fazemos a música que todos nós gostamos. E é uma mistura de influências de cada membro. Eu acho que tivemos sucesso fazendo isso.


Além disso, vocês não priorizam a velocidade nas músicas, o que é comum no Thrash Metal. Pelo contrário, há muitas viradas e quebradas complexas nas composições. Isso é algo natural ou a banda optou por fazer algo mais técnico e trabalhado?
Thomas: Acho que isso surge naturalmente, pois nós praticamente não usamos solos de guitarra em nossas músicas (exceto em Visions). Tentamos criar bons interlúdios. Muitas vezes, antes de escrever a música (guitarra, baixo e bateria) sem os vocais, sempre nos preocupamos em como irá soar o instrumental. O por que de não nos utilizarmos de velocidade eu realmente não sei. Não foi algo proposital. Talvez haja canções um pouco mais rápidas no próximo álbum, nunca se sabe (risos).


Falando em técnica, é interessante notar que nenhum instrumento se sobressai sobre o outro no disco. Como foi a produção do disco?
Thomas: Nós compomos e gravamos as músicas em nosso próprio estúdio (o Bullshit Studio) e para a mixagem e masterização de “Addict” trabalhamos com Ronnie Bjornstrom no EAP Studio. Ele nos ajudou muito a buscar nossa sonoridade pesada.


“Addict” é um nome forte para um álbum. Além disso, a capa do disco traz uma foto forte. Qual o contexto lírico por trás deste título? Enfim, do que se tratam as letras?
Thomas: Bem, a ideia por trás do título do álbum se originou porque escolhemos a faixa Addict para abrir-lo. Além disso, queríamos fazer algo diferente para a arte da capa. A ideia básica, a mensagem foi: como viciar-se no Stoneload? Então, nós enchemos uma seringa com pedras e esperávamos que a metáfora falasse por si só. Sabemos que a arte da capa é bastante surpreendente, e nós a escolhemos por isso.


O álbum foi lançado há muito pouco tempo, há apenas 2 meses. Já deu pra sentir alguma resposta do público? E quanto às críticas, como tem sido até então?
Thomas: Bem, nós estamos começando a receber mais e mais críticas positivas e diferentes da mídia. O que todos têm notado é a mistura de Thrash Metal com vocais mais melódicos. Estamos recebendo uma boa resposta dos fãs também. Estamos muito felizes por toda a resposta positiva que estamos recebendo. Isso alimenta a nossa vontade e entusiasmo para compor novas músicas e continuar a tocar Metal! Então, obrigado a todos pelo apoio e feedback!


Vocês também já lançaram um vídeo para a faixa Visions. Por que escolheram essa música e como foi o processo de produção do clipe?
Thomas: Na verdade, nós lançamos outro vídeo antes de Visions. Foi para a canção Fallen One e que foi lançada logo após o "Pre” sair. Mas voltando à sua pergunta, Visions foi escolhida porque é uma grande canção e que o enredo surgiu muito rápido. O vídeo foi produzido pela Sliptrick Records. Eles mandaram um cameraman da Itália para a Suécia para gravar. A filmagem foi feita em dois dias e o restante foi feito por outra equipe que o pré-produziu e deu acabamento final ao vídeo. Durante todo o tempo, tivemos a palavra final sobre o que ter e não ter no vídeo. Além de Visions ser uma grande canção, é provavelmente uma das nossas músicas mais fácil de absorver, de um ponto de vista mais amplo. Pelo menos é o que acreditamos (risos). Assim, podemos dizer que a escolha também foi estratégica.


Como está a agenda de shows da banda? Pretendem passar pelo Brasil em um futuro próximo?
Thomas: Oh! Se queremos isso? Hellyeah! Se o Brasil quiser o Stoneload tocará aí. Sabemos que o Brasil é um país forte no Metal e nos deu um dos melhores... Sepultura! Neste momento estamos trabalhando para conseguir mais shows, mas nós não temos um plano de turnê acabado ainda (risos).


Pude perceber que a resenha da banda no Arte Metal repercutiu bem entre os fãs do Brasil. Qual a relação da banda com o país? Podem deixar uma mensagem aos fãs brasileiros.
Thomas: Sepultura! A primeira coisa que vem na minha mente. Uma banda incrível que influenciou milhões de crianças e headbangers, e ainda são. Tobias esteve no Brasil uma vez e adorou. Esperamos que a nossa música se espalhe por todo o Brasil e que um dia possamos ir até vocês, beber umas cervejas e detonar um fucking Metal juntos! Para todos vocês que já ouviram falar de nós e nos deram um feedback positivo, nós amamos vocês! Para todas as outras pessoas, nós convidamos você a nos conhecer (risos)!


Um comentário:

  1. Que legal essa matéria! Muito feliz por ver esses caras tendo espaço! Além de ótimos músicos, são ótimas pessoas!

    Vida longa ao Stoneload!

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