quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Entrevista



Sucesso absoluto no Japão e em parte da Ásia, os gaúchos do Hibria devagar vêm obtendo o merecido reconhecimento no cenário nacional. Sem dúvidas, a belíssima apresentação no último Rock In Rio acelerou esse processo. Mas, o lançamento de “Silent Revenge”, quarto álbum de estúdio e o melhor da carreira da banda, é um dos principais responsáveis por essa guinada. Afinal, trata-se de um álbum impactante e, de certa forma, até divisor de águas na carreira da banda. Falamos com o carismático vocalista Iuri Santos, que hoje já figura entre as melhores vozes do estilo no Brasil e, por que não (?), do cenário mundial. Completam essa seleção Abel Camargo e Renato Osório (guitarras), Benhur Lima (baixo) e Eduardo Baldo (bateria).

“Silent Revenge” tem sido unanimidade entre os críticos de veículos especializados, além de ter atingido o topo das paradas japonesas. O novo álbum seria o auge da carreira do Hibria até então?
Iuri Sanson: Primeiramente muito obrigado pela oportunidade de entrar em contato com os leitores do Arte Metal. Somos muito agradecidos e ficamos contentes pelos comentários positivos que o “Silent Revenge” vem recebendo até agora. Nós sempre tentamos nos superar a cada composição e acredito que o momento que o HIBRIA vive é refletido em nossas composições. Já iniciamos com novas composições e posso dizer que vem coisa muito, mas muito boa pela frente.

É latente a evolução da banda em termos de sonoridade. Vocês começaram investindo em um poderoso Metal melódico e hoje, apesar de mostrarem resquícios do início de carreira, vocês possuem uma pegada mais moderna e Metal tradicional. Fale-nos um pouco sobre isso.
Iuri: Sempre que alguém me pergunta “qual o estilo de Metal do HIBRIA”, eu digo claramente que fazemos Heavy Metal Tradicional. Mas claro que também entendo quando nos dão o rótulo de Power Metal, pois os dois primeiros álbuns são muito rápidos e com melodias que chamam o estilo. A partir do “Blind Ride” (2011) iniciamos uma forma de composição mais livre e simples. No caso, compor sons onde gostaríamos de ver o público em frente ao palco pulando e cantando com a gente. Esse sempre foi e será nosso principal objetivo. A participação do público durante todo nosso show e os fãs conseguem perceber isso assistindo ao nosso DVD “Blinded By Tokyo” (2012), gravado na capital Japonesa!

Foto: Antonio Cesar


O novo trabalho demonstra uma energia e coesão incrível, com composições extremamente bem estruturadas. Como foi o processo de composição? Há tempos a banda vem preparando “Silent Revenge”?
Iuri: O “Silent Revenge” foi composto de forma bem rápida até, eu diria! Parte dele foi composta em home studio e parte dele no estúdio que ensaiamos mesmo. Foi um processo bem orgânico e acho que conseguimos atingir nosso objetivo. Compor um álbum pesado, rápido, com refrães marcantes, solos e riffs que ficam na cabeça.

A trinca inicial com Silent Revenge, Lonely Fight e Deadly Vegeance já vale a audição do disco. Há alguma faixa preferida em comum entre os integrantes?
Iuri: Acredito que seria a faixa título Silent Revenge mesmo. Ela tem uma energia espetacular e lembro que a cada ensaio durante as composições, ao terminarmos de tocar a música, o comentário era sempre o mesmo: “Mas que patada na cara essa música” (risos).

Iuri, você está cantando como nunca e demonstra uma gana e equilíbrio impressionantes. Você acredita que esta técnica o fez ser o escolhido para se apresentar no último Live ‘n’ Louder em abril, em São Paulo, com o Loudness?
Iuri: Temos uma proximidade muito grande com o publico Japonês e desde 2009 com o Loudness, quando o HIBRIA teve a oportunidade de participar do Loud Park pela primeira vez. Desde então temos essa relação com o Akira (Takasaki, guitarrista do Loudness) e os demais integrantes. No “Silent Revenge” eu tentei mostrar realmente uma variedade de vozes e timbres um pouco diferentes, até porque as composições pediam isso. Ao escutar o CD o fã percebe que foram compostos vários climas, desde rápido até lento, e também, com melodias que beiram a uma balada como Shall I Keep on Burning?.

Aliás, você substituiu o vocalista Minoru Niihara de última hora. O que realmente aconteceu e como foi se apresentar com essa lendária banda japonesa?
Iuri: Foi uma honra ter participado do Live’n’Louder cantando com a maior banda de Heavy Metal japonesa e uma grande surpresa quando recebi o convite por parte do Manager deles. Mesmo sendo meio em “cima da hora” e com apenas um ensaio, o show ficou muito legal. O Minoru estava em turnê com outro projeto e não poderia vir com a banda para o Brasil. A princípio eles viriam com o Mike Vescera, o qual sou grande fã, e então eu iria dividir uns sons com ele. Mas parece que o Mike teve problemas na emissão do passaporte dele e também não pode vir.



Apesar de ter certo reconhecimento no Brasil, o Hibria é mais um caso de banda que está fazendo muito mais sucesso no exterior do que por aqui. A que você acha que deve este fato?
Iuri: Desde 2010 estamos buscando um espaço interno maior em nosso país. Depois que fizemos a abertura para o show do Metallica em nossa cidade natal, Porto Alegre, o HIBRIA começou a se projetar lentamente no Brasil. Desde então cravamos nossa bandeira no Norte, Nordeste, Centro Oeste e também abrir os shows do Ozzy Osbourne no Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Em 2013, que foi um ano espetacular por sinal, tivemos a oportunidade de participar pela primeira vez do Rock in Rio e também de abrir para o Black Sabbath e Megadeth em Porto Alegre. Para 2014, já estamos com vários convites para tocar pelo Brasil. Acredito que o reflexo que vem de fora esta dando um “empurrãozinho” para que o público brasileiro também valorize o nosso trabalho. Um grande fato desse processo também é o ótimo trabalho que a nossa assessoria, a Metal Media está fazendo. Sem falar que o trabalho do HIBRIA é divulgado pelos nossos fãs e nunca tivemos apoio da mídia de massa. Isso é motivo de orgulho para nós

Aliás, vocês irão se apresentar na Ásia (a entrevista foi realizada antes da banda partir mais uma vez para o oriente), mais precisamente no Japão e China? Como é ser um sucesso nestes países?
Iuri: Espetacular. Voar para o outro lado do mundo e ver a calorosa receptividade que temos por lá é simplesmente demais. O que mais nos motiva também é o fato de que a cada ida para a Ásia, percebemos que a base de fãs está aumentando por lá. Por exemplo, este ano fizemos nossa 5ª turnê em 5 anos no Japão, e tocamos pela segunda vez na China. Não me lembro de outra banda brasileira de Heavy Metal ter conseguido este fato.

A banda já produziu 2 vídeos com músicas do novo álbum. Além disso, desde 2011 a banda não parou lançando o álbum “Blind Ride”, os álbum ao vivo e DVD “Blinded by Tokyo - Live in Japan” no ano passado e agora “Silent Revenge”. O Hibria pode ser considerada uma banda ‘workaholic”? (risos)
Iuri: Com certeza! Acho que nós somos a banda que mais trabalha mesmo. Não falo só na questão de composição. Se não estamos no estúdio, estamos pensando nos planos futuros. O que nós mais queremos e gostamos de fazer é tocar ao vivo. Logo não podemos parar de compor e compor cada vez melhor.

Muito obrigado pela entrevista, podem deixar uma mensagem aos leitores.
Iuri: Se você gosta de HIBRIA e tem os nossos CDs, mostre para o teu amigo. Vá até o produtor de shows da sua cidade e peça o nosso show. Diga para ele entrar em contato pelo email shows@hibria.com. Acesse nosso site, www.hibria.com, nos siga no twiter @HIBRIA e curta nossa página no www.facebook/HIBRIAOFFICIAL. Assim nos veremos em breve na frente do palco. Muito obrigado novamente pela oportunidade

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