terça-feira, 1 de julho de 2014

Entrevista



Com seu segundo álbum, “Memories” (2012), a banda paulistana Andragonia atingiu um grau que a elevasse dentre um dos principais nomes do Prog Metal nacional. Isso obviamente fez com que o quarteto seguisse o seu caminho e vencesse qualquer tipo de percalço. Atualmente com Thiago Larenttes (vocal/guitarra), Cauê Leitão (guitarra), Alex Cristopher (bateria) e Toni Laet (baixo), o grupo trabalha em seu terceiro disco buscando vôos ainda mais altos. Abaixo, confira o que o guitarrista Cauê tem a nos falar sobre diversos aspectos que envolvem a banda.

“Memories”, o mais recente lançamento da banda foi lançado há 2 anos. Como você o vê atualmente?
Cauê Leitão: O “Memories” foi marcante nas nossas carreiras, tivemos uma boa aceitação da galera, é sempre difícil um álbum que vem depois do primeiro, pois o primeiro sempre se torna “clássico” e a banda aparece para o mundo, mas ficamos realmente felizes com a aceitação da galera. No “Memories” ousamos mais do que no “Secrets in the Mirror” (2010), a voz explorou mais drives e testamos também efeitos eletrônicos, além de ter a participação de um dos melhores guitarristas do mundo, o sueco Mattias Ia Eklundh, da banda Freak Kichen. Hoje pensamos que poderíamos ter ousado até mais e deixado ele ainda mais moderno, só que para a época achamos que ia soar melhor da forma que foi feito.

Por ser o segundo álbum e “Secrets in the Mirror” ter tido uma boa repercussão, houve algum tipo de pressão na hora de compor e lançar “Memories”?
Cauê: A pressão é com nós mesmos de se superar sempre, mas as coisas aconteceram de forma natural, durante a tour nacional do “Secrets...” já estávamos compondo e fazendo uma pré produção do “Memories”, já tínhamos um bom número de músicas, e todos queriam contribuir com suas composições, tanto é que o álbum tem mais músicas do que é costume em um CD, no final vimos que o nível estava muito bom e que não precisaríamos nos preocupar se ia ou não ser inferior ao “Secrets...”.

Aliás, qual a principal diferença você vê entre os álbuns?
Cauê: Acho que o “Memories” é uma evolução do “Secrets...”, estávamos mais maduros e com novas influências.



“Memories” chegou a ser lançado no exterior? Qual a repercussão do trabalho de vocês fora do Brasil? Há algum país específico que vocês sentem que vem algo especial?
Cauê: Sim, através das lojas virtuais chegamos até na Indonésia (risos), tivemos um bom número de vendas virtuais fora do Brasil. Acho que na América do Sul e na Europa podemos citar vários países que temos muitos fãs, como Venezuela, Peru, Alemanha e Finlândia, estamos contando as horas de conhecer esses fãs de perto.

E como tem sido a repercussão do trabalho tanto por parte da crítica, quanto por parte do público até então?
Cauê: Não temos o que reclamar, hoje o ANDRAGONIA é conhecido no Brasil inteiro, e cada vez cresce mais lá fora, damos a vida em busca do nosso sonho e fazemos por amor, é sempre doloroso para gente e para os fãs mudanças de integrantes, mas hoje vemos que o nome da banda é mais forte do que qualquer nome de integrante. O que conquistamos e lutamos durante esses 7 anos de banda hoje colhemos bons frutos!

O Andragonia investe em uma sonoridade que exige técnica. A banda é composta por músicos talentosíssimos, mas as composições da banda soam como um conjunto de todos os instrumentos e não de malabarismos individuais. Fale-nos um pouco a respeito disso, como segurar a onda para que um instrumento não se sobressaia?
Cauê: Gostamos de técnica, de peso, de feeling, queremos fazer boa música, tentamos misturar esses elementos e pensar como vai ser melhor para música, e não pensar em qual instrumento vai se destacar mais, deixamos a música nos levar, e o lado da intuição predomina a maioria da vezes.

Ainda sobre a sonoridade, a banda investe no Prog Metal. O estilo sofre resistência de quem prefere um som mais direto, mas possui um público fidelíssimo no Brasil. Como você vê esses fatos?
Cauê: É verdade, a banda sempre foi um diferencial no Prog, pois é difícil nossas músicas passar de 5 minutos, e também possuir duas guitarras e não ter teclado, hoje a banda se enquadra no Prog Metal/Djent. Queremos algo mais moderno e pesado, e sempre pensamos em fazer nosso som ser mais direto. Mesmo usando elementos que da pra viajar bastante, tentamos enxugar e dar o recado sem muita ‘enrolação’, talvez esse seja o nosso diferencial.

Provavelmente a banda está trabalhando em algo novo. Há algo que possa adiantar?
Cauê: Estamos gravando nosso terceiro álbum, a banda hoje é bem mais madura em todos os aspectos, estamos cada vez mais nos profissionalizando e tentando fazer as coisas da maneira certa, logo mais muitas novidades!

A banda teve músicas inclusas no jogo/aplicativo Guitar Flash. Como surgiu essa oportunidade e como é ter suas composições disponíveis em algo de renome mundial?
Cauê: É demais, como nossas músicas tem muitas guitarras caiu como luva para o aplicativo, pois o foco são as guitarras, recebemos o convite e o ANDRAGONIA hoje deve muito ao aplicativo, ganhamos fãs no mundo inteiro, somos muito gratos!

Muito obrigado pela entrevista. Podem deixar uma mensagem.
Cauê: Queremos de coração agradecer a Arte Metal por toda força que sempre dá ao ANDRAGONIA, obrigado por tudo, e aguardem que logo tem boas novidades!!!


Um comentário:

  1. Fala-se tanto em bons frutos mas, sinceramente, eu não vejo!!! Quais bons frutos?? A banda não consegue emplacar shows, vive de vídeo no youtube, que nada rendem pra banda a não ser visualização! Em menos de 1 ano a banda já trocou duas vezes de vocalista.
    Respeito a banda, mas, esse Cauê precisa abaixar um pouco a bola e ser menos deslumbrado com as coisas.

    Antonio Jr.

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