sexta-feira, 31 de março de 2017

Marillion – “Marbles in The Park”

(2017 – Nacional)
                                       
Shinigami Records

“Marbles In The Park” traz a apresentação do Marillion no dia 21 de março de 2015 no Center Parcs (Port Zélande, Holanda). O show fez parte do evento intitulado Marillion Weekend, que é realizado desde 2002, onde a banda apresenta, em três noites sucessivas, três setlists diferentes com álbuns tocados na íntegra, músicas favoritas dos fãs e raridades.

Como fica evidente, a banda aqui destila o repertório na íntegra de “Marbles”, o décimo terceiro disco de estúdio do Marillion e um de seus mais bem sucedidos, lançado em 2004. O já excelente trabalho é tocado em sua ordem e aqui ganha ares mais viajantes ainda, além do apoio e participação da plateia nos momentos exatos.

O show mostra o Marillion como deve ser, mas parece que há um extra nesta apresentação onde a banda parece ir além de sua capacidade. Está certo que o repertório ajuda, mas é inegável a coesão dos músicos e como Steve Hogarth se mostra afinado, com uma garganta de veludo. Sem contar a perfeição dos arranjos.

São dois CD´s, sendo que o primeiro vai de The Invisible Man até The Damage. O primeiro mostra a banda mais viajante, assim como no CD. Na verdade essa parte mais emocional faz parte da primeira metade do disco, sendo que na segunda metade (parcialmente representada no CD 2 aqui) rola algo mais agitado e pesado, porém nem tanto, já que o progressivo do Marillion sempre foi sutil e cheio de identidade.

A espetacular The Invisible Man, que obviamente inicia o show e emociona de cara, You’re Gone, The Only Unforgivable Thing, Don't Hurt Yourself, Angelina e Drilling Holes com seus órgãos diferenciados, se mostram os grandes momentos da apresentação, que ainda contou com Out of This World e King de “Afraid of Sunlight” (2015), além de Sounds That Can't be Made, do disco homônimo de 2012.

Claro que a produção e captação do trabalho são incríveis, inclusive da plateia que procura se comportar e aparecer nos momentos oportunos, dando o verdadeiro diferencial ao trabalho. O melhor de tudo, é que esse disco foi lançado nacionalmente e conta com um encarte cheio de fotos da apresentação. Pois é.


8,5

Vitor Franceschini


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